{"id":18267,"date":"2011-10-26T09:32:00","date_gmt":"2011-10-26T09:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18267"},"modified":"2011-10-26T09:32:00","modified_gmt":"2011-10-26T09:32:00","slug":"historia-e-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/historia-e-fe\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria e f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>A Igreja j\u00e1 est\u00e1 habituada a estas iniciativas medi\u00e1ticas. A proximidade do Natal e da P\u00e1scoa \u00e9 prop\u00edcia \u00e0 investida de \u201ccientistas\u201d vocacionados e designados para desacreditarem as verdades da f\u00e9. E, como a opini\u00e3o p\u00fablica \u00e9 mais sens\u00edvel aos \u201cdogmatismos\u201d da comunica\u00e7\u00e3o social do que \u00e0 verdade do cristianismo, conv\u00e9m sempre deixar um coment\u00e1rio, o qual, ao menos, fa\u00e7a reflectir e estudar aqueles que se dizem crist\u00e3os e que, com muita pena, primam tantas vezes pela ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3ria e f\u00e9, a respeito de Jesus Cristo, foi sempre uma quest\u00e3o de profunda exig\u00eancia de investiga\u00e7\u00e3o e de humilde abertura aos vastos horizontes que a intelig\u00eancia humana est\u00e1 longe de abarcar. <\/p>\n<p>\u00c9, por isso, muito importante, ouvir e assumir palavras s\u00f3brias de quem mergulha no mundo da cultura b\u00edblica, no espa\u00e7o e no tempo do desenrolar da hist\u00f3ria da Revela\u00e7\u00e3o, como quem busca e partilha os resultados da sua discreta e persistente procura, longe das pretens\u00f5es de quem \u201c\u00abtem a pretens\u00e3o de entrar, com um tom de intoler\u00e2ncia desabrida\u00bb, na \u00e1rea \u00abda hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o da B\u00edblia\u00bb\u201d , como o fez Jos\u00e9 Rodrigues dos Santos.<\/p>\n<p>Uma das regras da investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica ser\u00e1 a procura dos textos mais pr\u00f3ximos cronologicamente das realidades que procuramos investigar. N\u00e3o ser\u00e1 uma tradu\u00e7\u00e3o \u00fanica, porventura tardia, com as limita\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias das tradu\u00e7\u00f5es, que me faz aproximar mais seguramente dos factos. A pluralidade das fontes poss\u00edveis de alcan\u00e7ar, a diversidade de atesta\u00e7\u00e3o, a continuidade com a cultura envolvente, a originalidade comprovada, a compulsa\u00e7\u00e3o e confronta\u00e7\u00e3o dos diferentes estratos redactoriais\u2026, s\u00e3o factores indispens\u00e1veis a considerar por quem, mesmo fazendo romance, quer fazer romance hist\u00f3rico de qualidade.<\/p>\n<p>Afinal, Jos\u00e9 Rodrigues dos Santos, na sua obra \u201cO \u00faltimo segredo\u201d, \u201cconfunde datas e factos, promete o que n\u00e3o tem, fala do que n\u00e3o sabe\u201d &#8211; como refere a nota do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. O que n\u00e3o se pode \u00e9 ignorar o facto de se vender um milh\u00e3o de exemplares, de se ter uma obra traduzida em mais de quinze l\u00ednguas. Os filhos das trevas s\u00e3o mais espertos do que os filhos da luz. E s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel desfazer as suas perversas inten\u00e7\u00f5es com um discurso que desmonte o que se pretende \u201cvender\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o presun\u00e7\u00e3o atirar-se, de entrada, \u201cgarantir que tudo \u00e9 verdade\u201d. E firmar-se no \u201cdogma\u201d de que o m\u00e9todo hist\u00f3rico-cr\u00edtico \u00e9 a \u201c\u00fanica chave leg\u00edtima e verdadeira para entender o texto b\u00edblico\u201d. \u00c9 por este \u201cpositivismo ser\u00f4dio\u201d que o autor promove a historiadores te\u00f3logos de seu interesse, apelidando de \u201cobras apolog\u00e9ticas\u201d os que o contrariam. Talvez por essa raz\u00e3o n\u00e3o se tenha dado ao trabalho de ler Bento XVI, no seu \u201cJesus de Nazar\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>O livro \u00e9, formalmente, uma obra liter\u00e1ria. E como tal deve ser abordado. Longe, portanto, de uma obra de hist\u00f3ria ou de exegese. Mesmo assim, \u00e9 preciso ter em conta que \u201co que a verdadeira literatura faz \u00e9 agredir a imita\u00e7\u00e3o, para repropor a intelig\u00eancia. O que Jos\u00e9 Rodrigues dos Santos faz \u00e9 agredir a intelig\u00eancia, para que triunfe o pastiche\u201d.<\/p>\n<p>Certo \u00e9 que, na manh\u00e3 deste domingo, um ac\u00f3lito adolescente j\u00e1 falou das \u201ccertezas\u201d apresentadas no livro; e um adulto em prepara\u00e7\u00e3o para o Crisma se manifestou perturbado com o teor das d\u00favidas levantadas. \u00c9 um facto: Vemos, ouvimos e lemos; n\u00e3o podemos ignorar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja j\u00e1 est\u00e1 habituada a estas iniciativas medi\u00e1ticas. A proximidade do Natal e da P\u00e1scoa \u00e9 prop\u00edcia \u00e0 investida de \u201ccientistas\u201d vocacionados e designados para desacreditarem as verdades da f\u00e9. 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