{"id":18275,"date":"2011-10-19T09:35:00","date_gmt":"2011-10-19T09:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18275"},"modified":"2011-10-19T09:35:00","modified_gmt":"2011-10-19T09:35:00","slug":"reconciliacao-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/reconciliacao-nacional\/","title":{"rendered":"Reconcilia\u00e7\u00e3o nacional"},"content":{"rendered":"<p>O Pa\u00eds est\u00e1 em sobressalto. Muitos portugueses interrogam-se, seriamente e com raz\u00e3o, como ser\u00e1 poss\u00edvel n\u00e3o apenas reencontrar a esperan\u00e7a mas reencontrar estilos de vida, embora novos, mas que permitam a todos uma vida com dignidade.<\/p>\n<p>\u00c9 facto que n\u00e3o vale a pena perguntar para onde foi o dinheiro. Se \u00e9 certo que a subtil rede financeira subjacente \u00e0s decis\u00f5es, estrat\u00e9gias e programas pol\u00edticos, os neutralizou, os enredou em compromissos e caminhos de corrup\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que uma grande parte do povo imaginou e construiu castelos nas nuvens, sonhou e quis viver consumismos faustosos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante n\u00e3o confundirmos indigna\u00e7\u00e3o &#8211; leg\u00edtima, por causa do lud\u00edbrio dos \u201cartistas\u201d da finan\u00e7a e das pol\u00edticas &#8211; com insulto, anarquia, com uma ideia plat\u00f3nica de democracia popular, imposs\u00edvel de construir, com insurrei\u00e7\u00e3o est\u00e9ril. A participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica e social tem de ser uma preocupa\u00e7\u00e3o de quem tem obriga\u00e7\u00e3o de promover a democracia. Mas sabemos bem quantos oportunismos se escondem tamb\u00e9m por detr\u00e1s de uma aparente defesa dos interesses do povo.<\/p>\n<p>No horizonte crist\u00e3o da pessoa e sociedade segundo o plano de Deus, a den\u00fancia da injusti\u00e7a tem pleno lugar. A responsabiliza\u00e7\u00e3o do crime econ\u00f3mico, pol\u00edtico, social, f\u00edsico, moral\u2026 \u00e9 um imperativo. E n\u00e3o s\u00f3 a responsabiliza\u00e7\u00e3o como a repara\u00e7\u00e3o da falta. Mas tem de ser acompanhada de propostas positivas. E, sobretudo, na luz da m\u00e1xima evang\u00e9lica: \u201ca verdade na caridade\u201d.<\/p>\n<p>E aqui a originalidade do cristianismo reveste-se de proximidade, de acolhimento, de reconcilia\u00e7\u00e3o, de perd\u00e3o. A responsabiliza\u00e7\u00e3o e mesmo o castigo justo n\u00e3o podem executar-se com sentimentos de vingan\u00e7a, de rancor. \u00c9 com amor que se faz a transforma\u00e7\u00e3o das pessoas e dos grupos. Com excesso de amor, como diz o P.e Tolentino Mendon\u00e7a, no seu livro Pai-Nosso que estais na Terra: <\/p>\n<p>\u201cPerante as marcas de desamor em n\u00f3s, os arranh\u00f5es da ofensa, as ruturas do sofrimento, s\u00f3 um excesso de amor (e o perd\u00e3o \u00e9 isso, um excesso de amor) pode restabelecer a unidade da imagem e semelhan\u00e7a de Deus em n\u00f3s. S\u00f3 o excesso de Amor permite compreender o perd\u00e3o. Este perd\u00e3o imprevis\u00edvel, este perd\u00e3o sem condi\u00e7\u00f5es nem medida, este perd\u00e3o capaz de nos fazer levantar\u201d.<\/p>\n<p>Estar\u00e1 na hora de promover uma reconcilia\u00e7\u00e3o nacional. S\u00f3 nela poder\u00e1 residir a for\u00e7a que nos fa\u00e7a levantar de novo, como nobre povo, na\u00e7\u00e3o valente! Com a abertura a todas as culturas e povos, que nos caracterizou. Mas com a firmeza de uma identidade pr\u00f3pria, que n\u00e3o ignore as suas ra\u00edzes mais profundas, que bebem no projecto de Deus o projecto do Homem!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pa\u00eds est\u00e1 em sobressalto. Muitos portugueses interrogam-se, seriamente e com raz\u00e3o, como ser\u00e1 poss\u00edvel n\u00e3o apenas reencontrar a esperan\u00e7a mas reencontrar estilos de vida, embora novos, mas que permitam a todos uma vida com dignidade. \u00c9 facto que n\u00e3o vale a pena perguntar para onde foi o dinheiro. 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