{"id":18306,"date":"2011-10-06T10:15:00","date_gmt":"2011-10-06T10:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18306"},"modified":"2011-10-06T10:15:00","modified_gmt":"2011-10-06T10:15:00","slug":"no-mes-do-rosario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/no-mes-do-rosario\/","title":{"rendered":"No m\u00eas do ros\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Outubro, na Igreja, \u00e9 o m\u00eas das miss\u00f5es e tamb\u00e9m do ros\u00e1rio. A revista \u201cMensageiro do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus\u201d, dos padres jesu\u00edtas portugueses, dedicou ao ros\u00e1rio v\u00e1rias p\u00e1ginas da edi\u00e7\u00e3o de Outubro. Com o devido agradecimento, o Correio do Vouga recolhe algumas afirma\u00e7\u00f5es que podem ajudar a aprofundar esta forma de ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ros\u00e1rio \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o maravilhosa, que nos leva a unir Jesus e seus mist\u00e9rios com Maria, sua e nossa M\u00e3e, tamb\u00e9m com seus mist\u00e9rios. Eminentemente cristol\u00f3gico, o ros\u00e1rio ajuda-nos a rezar, a contemplar, a meditar os mist\u00e9rios de Cristo e a faz\u00ea-lo com Maria, a mestra da ora\u00e7\u00e3o, a Virgem dedicada \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, como Lhe chamou o Papa Paulo VI. Com Maria a Jesus e com Ele \u00e0 Trindade.<\/p>\n<p>D\u00e1rio Pedroso<\/p>\n<p>\u00c9 claro que, ao surgir como substituto popular de uma ora\u00e7\u00e3o mais complexa (mais intelectual, poder\u00edamos dizer), o ros\u00e1rio assumiu, muito claramente, orienta\u00e7\u00e3o mariana. Maria, a mulher do povo que, na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, representa a humanidade simples de todos n\u00f3s, passou a constituir o ponto orientador desta ora\u00e7\u00e3o. Contudo, de um modo muito equilibrado, sem substituir a figura de Maria \u00e0 centralidade da ac\u00e7\u00e3o de Jesus e sem a desenquadrar da ac\u00e7\u00e3o salv\u00edfica, presente atrav\u00e9s precisamente da refer\u00eancia aos mist\u00e9rios. Nesse sentido, pode-se considerar a ora\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio \u2013 mais at\u00e9 do que outras ora\u00e7\u00f5es marianas populares, \u00e0s vezes a rondar a quase \u00abdiviniza\u00e7\u00e3o\u00bb de Maria, para al\u00e9m de frequentemente muito sentimentalistas \u2013 como uma das ora\u00e7\u00f5es populares mais equilibradas e completas. (\u2026)<\/p>\n<p>Tendo o ros\u00e1rio surgido para o povo crist\u00e3o simples, sobretudo para os que n\u00e3o tinham capacidade de ler \u2013 que era a maioria, na altura \u2013 hoje em dia \u00e9, na sua beleza e riqueza pr\u00f3prias, assumido tamb\u00e9m pelos \u00abintelectuais\u00bb crist\u00e3os, mesmo que possuam claras condi\u00e7\u00f5es para a recita\u00e7\u00e3o di\u00e1ria dos salmos, e o fa\u00e7am realmente. O que significa que, na sua riqueza e nas suas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, a riqueza simples desta ora\u00e7\u00e3o acabou por conquistar todo o povo crist\u00e3o, unindo-o num caminho comum, independentemente das diferen\u00e7as de forma\u00e7\u00e3o existentes. (\u2026)<\/p>\n<p>Talvez o ros\u00e1rio possa ser um excelente desafio ao orgulho dos nossos contempor\u00e2neos. E \u00e9 perante esses desafios que se mede a grandeza da humanidade de cada um.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Duque<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas raz\u00f5es que levam muitos crist\u00e3os a rezar o ros\u00e1rio, e de modo particular o ter\u00e7o do ros\u00e1rio. H\u00e1 tamb\u00e9m motivos abundantes que levam grande n\u00famero de crist\u00e3os a abandonar este modo de orar, havendo at\u00e9 muitos que nem sequer o sabem fazer. Pode-se rezar o ter\u00e7o por h\u00e1bito (o que e mau em si mesmo), por necessidade (em horas de afli\u00e7\u00e3o), por devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora, porque n\u00e3o se sabe rezar de outro modo\u2026 Pode-se abandonar esta ora\u00e7\u00e3o por preconceito (uma ora\u00e7\u00e3o antiga e ultrapassada), por displic\u00eancia (a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 importante), por desejo de novidade (o ter\u00e7o \u00e9 sempre a mesma coisa), com argumentos teol\u00f3gicos (h\u00e1 que centrar-se em Cristo e n\u00e3o nas devo\u00e7\u00f5es marianas), por falta de disponibilidade (o ter\u00e7o leva o seu tempo e \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil encontrar tempo para a ora\u00e7\u00e3o). Seja qual for o caso, \u00e9 bom que quem reza conhe\u00e7a o que reza, para rezar mais e melhor; e que quem n\u00e3o reza saiba o que perde, para eventualmente recuperar o perdido.<\/p>\n<p>Elias Couto<\/p>\n<p>Rezar o ros\u00e1rio n\u00e3o \u00e9, nem pode ser, uma repeti\u00e7\u00e3o \u00abquase mec\u00e2nica\u00bb de uma sequ\u00eancia de v\u00e1rios Pai-Nossos, Av\u00e9-Marias e Gl\u00f3rias. Quando rezamos, devemos interiorizar o seu verdadeiro significado e import\u00e2ncia, a mensagem que o mesmo encerra e o significado de cada uma das ora\u00e7\u00f5es que o comp\u00f5em. Importa, tamb\u00e9m, meditar devidamente os mist\u00e9rios propostos, interiorizando o seu significado.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Pereira<\/p>\n<p>Rezar o ros\u00e1rio pelos outros \u00e9 maneira fecunda de exercer uma ac\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica forte, frutuosa, que alcan\u00e7ar\u00e1 dons e gra\u00e7as para todos, atrav\u00e9s do Cora\u00e7\u00e3o da M\u00e3e e de seu Filho, o Mediador Universal. Os testemunhos que nos chegam, s\u00e3o aos milhares. O ros\u00e1rio alcan\u00e7ou o dom de convers\u00f5es, de uni\u00e3o de fam\u00edlias, de \u00eaxito pastoral, de solu\u00e7\u00e3o divina para situa\u00e7\u00f5es dolorosas, de curas, de paz para moribundos, etc., etc. Como afirmou o Papa Jo\u00e3o Paulo II, \u00abmeditar com o ros\u00e1rio, significa entregar os nossos cuidados aos Cora\u00e7\u00f5es misericordiosos de Cristo e de sua M\u00e3e\u00bb. Por isso, a ora\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio nos alcan\u00e7a tanto dom e tanta gra\u00e7a. Entregamos tudo e todos aos Cora\u00e7\u00f5es que mais nos amam.<\/p>\n<p>D\u00e1rio Pedroso<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outubro, na Igreja, \u00e9 o m\u00eas das miss\u00f5es e tamb\u00e9m do ros\u00e1rio. A revista \u201cMensageiro do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus\u201d, dos padres jesu\u00edtas portugueses, dedicou ao ros\u00e1rio v\u00e1rias p\u00e1ginas da edi\u00e7\u00e3o de Outubro. 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