{"id":18315,"date":"2011-10-19T10:32:00","date_gmt":"2011-10-19T10:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18315"},"modified":"2011-10-19T10:32:00","modified_gmt":"2011-10-19T10:32:00","slug":"porta-sempre-aberta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/porta-sempre-aberta\/","title":{"rendered":"Porta sempre aberta"},"content":{"rendered":"<p>In\u00edcio da carta apost\u00f3lica de Bento XVI, \u201cPorta da F\u00e9\u201d, que convoca para o \u201cAno da F\u00e9\u201d, a celebrar de 11 de Outubro de 2012 a 24 de Novembro de 2013 (ver not\u00edcias <\/p>\n<p>na p\u00e1gina 7).<\/p>\n<p>1. A porta da f\u00e9 (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunh\u00e3o com Deus e permite a entrada na sua Igreja, est\u00e1 sempre aberta para n\u00f3s. \u00c9 poss\u00edvel cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus \u00e9 anunciada e o cora\u00e7\u00e3o se deixa plasmar pela gra\u00e7a que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem in\u00edcio no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e est\u00e1 conclu\u00eddo com a passagem atrav\u00e9s da morte para a vida eterna, fruto da ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor Jesus, que, com o dom do Esp\u00edrito Santo, quis fazer participantes da sua pr\u00f3pria gl\u00f3ria quantos cr\u00eaem n\u2019Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a f\u00e9 na Trindade \u2013 Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo \u2013 equivale a crer num s\u00f3 Deus que \u00e9 Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salva\u00e7\u00e3o; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mist\u00e9rio da sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o; o Esp\u00edrito Santo, que guia a Igreja atrav\u00e9s dos s\u00e9culos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.<\/p>\n<p>2. Desde o princ\u00edpio do meu minist\u00e9rio como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da f\u00e9 para fazer brilhar, com evid\u00eancia sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no in\u00edcio do pontificado, disse: \u00abA Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem p\u00f4r-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que d\u00e1 a vida, a vida em plenitude\u00bb. Sucede n\u00e3o poucas vezes que os crist\u00e3os sentem maior preocupa\u00e7\u00e3o com as consequ\u00eancias sociais, culturais e pol\u00edticas da f\u00e9 do que com a pr\u00f3pria f\u00e9, considerando esta como um pressuposto \u00f3bvio da sua vida di\u00e1ria. Ora um tal pressuposto n\u00e3o s\u00f3 deixou de existir, mas frequentemente acaba at\u00e9 negado. Enquanto, no passado, era poss\u00edvel reconhecer um tecido cultural unit\u00e1rio, amplamente compartilhado no seu apelo aos conte\u00fados da f\u00e9 e aos valores por ela inspirados, hoje parece que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 assim em grandes sectores da sociedade devido a uma profunda crise de f\u00e9 que atingiu muitas pessoas.<\/p>\n<p>3. N\u00e3o podemos aceitar que o sal se torne ins\u00edpido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Tamb\u00e9m o homem contempor\u00e2neo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao po\u00e7o, para ouvir Jesus que convida a crer n\u2019Ele e a beber na sua fonte, donde jorra \u00e1gua viva (cf.Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do P\u00e3o da vida, oferecidos como sustento de quantos s\u00e3o seus disc\u00edpulos (cf. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma for\u00e7a, este ensinamento de Jesus: \u00abTrabalhai, n\u00e3o pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e d\u00e1 a vida eterna\u00bb (Jo 6, 27). E a quest\u00e3o, ent\u00e3o posta por aqueles que O escutavam, \u00e9 a mesma que colocamos n\u00f3s tamb\u00e9m hoje: \u00abQue havemos n\u00f3s de fazer para realizar as obras de Deus?\u00bb (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: \u00abA obra de Deus \u00e9 esta: crer n\u2019Aquele que Ele enviou\u00bb (Jo6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo \u00e9 o caminho para se poder chegar definitivamente \u00e0 salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bento XVI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>In\u00edcio da carta apost\u00f3lica de Bento XVI, \u201cPorta da F\u00e9\u201d, que convoca para o \u201cAno da F\u00e9\u201d, a celebrar de 11 de Outubro de 2012 a 24 de Novembro de 2013 (ver not\u00edcias na p\u00e1gina 7). 1. A porta da f\u00e9 (cf. 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