{"id":18365,"date":"2011-10-26T10:16:00","date_gmt":"2011-10-26T10:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18365"},"modified":"2011-10-26T10:16:00","modified_gmt":"2011-10-26T10:16:00","slug":"parabolizando-um-certo-outono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/parabolizando-um-certo-outono\/","title":{"rendered":"Parabolizando um certo Outono"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> A\u00ed est\u00e1, chegou este Domingo. Com consider\u00e1vel atraso em rela\u00e7\u00e3o a todos os outros que temos mem\u00f3rias, refer\u00eancias semelhantes s\u00f3 h\u00e1 setenta anos, a esta\u00e7\u00e3o do ocaso da vida, com o frio, as tardes sombrias, a chuva, os dias curtos, o tempo prop\u00edcio a ficar por casa, o desconforto de procurar agasalho odoroso a naftalina, pr\u00f3prio de quem est\u00e1 guardado das tra\u00e7as h\u00e1 muito\u2026 est\u00e1 entre n\u00f3s! Este \u00e9 um Outono mentiroso! T\u00e3o mentiroso que acaba por retirar um pouco da vida de cada Portugu\u00eas, sobretudo dos que ainda t\u00eam alguma coisa para tirar e o que se lhes retira sente-se. H\u00e1 outros portugueses que nada sentem! Os que nada t\u00eam ou nunca tiveram e os que tiram tudo e tudo podem possuir!<\/p>\n<p>Este Outono tornou-se ele pr\u00f3prio mentiroso, faltou \u00e0 verdade. And\u00e1mos o Ver\u00e3o todo a pensar que o clima ameno, pouco quente, at\u00e9 primaveril, perspectivava uma continuidade id\u00eantica. Um pouco mais de frio, \u00e9 certo, algumas rajadas de vento, mas nada mais. Depois viria o Inverno, o j\u00e1 prometido Inverno de salva\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas em que cinquenta por cento do subs\u00eddio de Natal n\u00e3o seria nada por demais neste pedit\u00f3rio nacional para contrariar o d\u00e9fice.<\/p>\n<p>Neste ambiente buc\u00f3lico passaram Agosto, Setembro, entr\u00e1mos em Outubro e, de repente, uma hecatombe. Tudo se desmorona \u00e0 volta. Efetivamente at\u00e9 o sempre altivo e, como o Martini, meio-seco PR veio a terreiro augurar que nada disto \u00e9 justo!? Pasme-se. Que Outono invernoso!? Em que \u00e9 que ficamos, Outono? Ver\u00e3o ou Inverno?<\/p>\n<p>Na verdade, temos todos de pagar, agora que chega o rigor (do Inverno) o que, qual cigarra!, traute\u00e1mos em todos os ver\u00f5es, praticamente desde o Ver\u00e3o Quente de 1975. Mas isto pode-se fazer de outra maneira. Assim ningu\u00e9m aguenta este horizonte g\u00e9lido!? \u00c9 que os pr\u00f3ximos ver\u00f5es tamb\u00e9m v\u00e3o ser um pouco frios, muito frios, sem qualquer aconchego. Mas isso, enfim, \u00e1gua o deu \u00e1gua o levou, mas o 13.\u00ba m\u00eas \u00e9 complicado de entender. N\u00e3o haver\u00e1 verdade nesta contabilidade de aritm\u00e9tica global, isto \u00e9, difundida pela internet?<\/p>\n<p>Os ingleses pagam \u00e0 semana. Porqu\u00ea? Um exemplo aritm\u00e9tico simples que n\u00e3o exige altos conhecimentos de Matem\u00e1tica mas talvez necessite de conhecimentos m\u00e9dios de desmontagem de ret\u00f3rica enganosa. <\/p>\n<p>O 13.\u00ba m\u00eas n\u00e3o existe. O 13.\u00ba m\u00eas \u00e9 uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista, e \u00e9 justamente aquela em que os trabalhadores mais acreditam. Demonstra\u00e7\u00e3o aritm\u00e9tica. Um trabalhador ganha \u20ac 700,00 por m\u00eas. Multiplicando-se esse sal\u00e1rio por 12 meses, recebe um total de \u20ac 8.400,00 por um ano de doze meses. Em Dezembro, \u00e9-lhe pago o 13.\u00ba m\u00eas, ficam as contas por \u20ac 9.100,00\/ano. Ora, se o trabalhador recebe \u20ac 700,00\/m\u00eas e o m\u00eas tem quatro semanas, significa que ganha por semana \u20ac 175,00. Como o ano tem 52 semanas, se multiplicarmos \u20ac 175,00 (Sal\u00e1rio semanal) por 52 (n\u00famero de semanas anuais) o resultado ser\u00e1 \u20ac 9.100,00.<\/p>\n<p>\u00d3 diabo, ser\u00e1 que isto bate certo?<\/p>\n<p>Assim, estamos a ser enganados mais uma vez?!<\/p>\n<p>E continua a dar certo?! Se h\u00e1 meses com 30 dias, outros com 31 e tamb\u00e9m meses com quatro ou cinco semanas\u2026 pois \u00e9?!&#8230; E mesmo assim, recebemos todos os meses a mesma coisa e trabalhamos todo o tempo \u00fatil ou mais?!<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que ainda vamos pagar para trabalhar?! Ser\u00e1 que v\u00e3o levar muito caro por isso? \u00c9 que corremos o risco de ficar sem nada para as outras coisas como, por exemplo, comer!?<\/p>\n<p>Este Outono est\u00e1 mesmo a ser enganador\u2026<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-18365","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18365\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}