{"id":18367,"date":"2011-10-26T10:19:00","date_gmt":"2011-10-26T10:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18367"},"modified":"2011-10-26T10:19:00","modified_gmt":"2011-10-26T10:19:00","slug":"neles-ha-um-certo-compromisso-de-accao-e-esta-motivacao-para-mudar-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/neles-ha-um-certo-compromisso-de-accao-e-esta-motivacao-para-mudar-o-mundo\/","title":{"rendered":"Neles, h\u00e1 um certo compromisso de ac\u00e7\u00e3o e esta motiva\u00e7\u00e3o para mudar o mundo!"},"content":{"rendered":"<p>O acordo ortogr\u00e1fico tem provocado alguns constrangimentos neste in\u00edcio de ano lectivo. De repente, os alunos, que comunicam entre si numa linguagem cifrada, escrita a uma velocidade louca, por dedos que parecem mover-se aut\u00f3noma e automaticamente, pois os seus \u201cdonos\u201d s\u00e3o capazes de conversar connosco, enquanto, numa situa\u00e7\u00e3o bidimensional, enviam sms aos amigos que est\u00e3o do outro lado da rua \u2013 e esta frase t\u00e3o longa bem precisa que retomemos o seu sujeito \u2013 os alunos, dizia eu, exclamam horrorizados \u201cFica t\u00e3o mal, professora!\u201d, ou, ent\u00e3o, l\u00eaem palavras com outra acentua\u00e7\u00e3o, desconhecendo, portanto, o seu significado. Aconteceu, por exemplo, com \u201cpercep\u00e7\u00e3o\u201d e com \u201cacep\u00e7\u00e3o\u201d. De repente, estes alunos que nos dizem \u201cEsque\u00e7a, professora!\u201d, e que ficam surpreendidos quando lhes lembramos \u2013 ou ensinamos?!!! \u2013 que \u201cEsque\u00e7a!\u201d \u00e9 um enunciado, um pedido, que enforma de uma certa rudeza, ou de uma certa familiaridade inadequada \u00e0 sala de aula, e que, na rela\u00e7\u00e3o com os mais velhos e com os professores, se deve usar outro n\u00edvel de l\u00edngua e, logo, uma certa delicadeza, de repente, dizia eu, estes alunos querem manter a grafia que sempre conheceram e cuja raz\u00e3o de existir eles percebem. \u00c9 pena \u00e9 que muitos destes alunos d\u00eaem imensos erros, e escrevem, por exemplo, \u201ccom certeza\u201d e \u201cde repente\u201d como se fossem uma palavra e n\u00e3o duas! <\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, tenho lido muitos jornais e revistas. Alguns artigos prendem-me a aten\u00e7\u00e3o, doutros leio apenas os t\u00edtulos. H\u00e1 alturas em que estou mais sens\u00edvel \u00e0 pol\u00edtica e outras em que me sensibilizo com casos particulares, destacados pelos jornalistas, quer pelo contributo de determinada pessoa para a arte, para a cultura ou para a ci\u00eancia, quer pelo seu exemplo de vida. \u00c9 certo que as not\u00edcias na televis\u00e3o n\u00e3o me chamam a aten\u00e7\u00e3o, ou melhor, a forma como s\u00e3o dadas as informa\u00e7\u00f5es cada vez me afasta mais da chamada \u201ccaixa m\u00e1gica\u201d que mudou o mundo.<\/p>\n<p>Tudo isto vem a prop\u00f3sito de uma not\u00edcia que li neste fim-de-semana. Como me pode ter passado despercebido o facto de uma aluna de 18 anos ter discursado ao lado do Presidente da Rep\u00fablica, nas comemora\u00e7\u00f5es do 5 de Outubro?! Deveria ter eu estado atenta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, sobretudo pelo facto de a referida rapariga ter proferido um discurso de incentivo aos seus pares. E logo agora que estou a estudar o texto argumentativo com os meus alunos! Que melhor exemplo do que o de uma aluna que incitou os jovens da sua idade a abra\u00e7arem os \u201cvalores de uma cidadania participativa\u201d, considerando que \u201co caminho \u00e9 s\u00f3 um &#8211; Educa\u00e7\u00e3o e um Ensino de qualidade para todos preferencialmente gratuito, obrigatoriamente rigoroso e exigente, para professores e estudantes, tornando-se assim mais estimulante e fonte de desenvolvimento humano e social\u201d. Ana L\u00eddia Sampaio Dias, do munic\u00edpio da Maia, disse tamb\u00e9m que \u201c(\u2026) a escola e a universidade podem ser ainda melhores, enquanto espa\u00e7os de forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, permitindo-lhes adquirir para a sua vida pessoal e colectiva, conhecimentos e ferramentas de trabalho que lhes dar\u00e3o as melhores garantias de inclus\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o social e profissional\u201d. Questionou ainda: \u201cSe soubermos e quisermos ser exigentes, se n\u00e3o prescindirmos de participar na vida da comunidade local em que vivemos e na comunidade nacional a que pertencemos, se formos responsavelmente cr\u00edticos e construtivos, se n\u00e3o temermos o trabalho e se n\u00e3o tivermos medo de sentir orgulho de Portugal, da sua Hist\u00f3ria e da nossa heran\u00e7a cultural e se n\u00e3o tivermos medo de existir, porque havemos de temer o futuro?&#8230;\u201d E rematou com um \u201cTermino dando gra\u00e7as a Deus pela fam\u00edlia e pelo pa\u00eds onde nasci!&#8230;\u201d e um \u201cViva PORTUGAL!&#8230;\u201d1<\/p>\n<p>Relendo textos de alunos meus, mais ou menos recentes, emociono-me, pois revejo neles este af\u00e3 de constru\u00e7\u00e3o, este compromisso de ac\u00e7\u00e3o e esta motiva\u00e7\u00e3o para mudar o mundo!<\/p>\n<p>1 Texto completo no s\u00edtio da presid\u00eancia da Rep\u00fablica: http:\/\/www.presidencia.pt\/?idc=22&#038;idi=58121  <\/p>\n<p>Ana L\u00eddia Sampaio Dias foi a vencedora do concurso sobre os 100 anos da Rep\u00fablica \u201cA Rep\u00fablica \u2013 o meu discurso em 2010\u201d <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O acordo ortogr\u00e1fico tem provocado alguns constrangimentos neste in\u00edcio de ano lectivo. De repente, os alunos, que comunicam entre si numa linguagem cifrada, escrita a uma velocidade louca, por dedos que parecem mover-se aut\u00f3noma e automaticamente, pois os seus \u201cdonos\u201d s\u00e3o capazes de conversar connosco, enquanto, numa situa\u00e7\u00e3o bidimensional, enviam sms aos amigos que est\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-18367","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18367","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18367"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18367\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}