{"id":18371,"date":"2011-11-02T09:56:00","date_gmt":"2011-11-02T09:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18371"},"modified":"2011-11-02T09:56:00","modified_gmt":"2011-11-02T09:56:00","slug":"caminho-de-purificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/caminho-de-purificacao\/","title":{"rendered":"Caminho de purifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O discurso de Bento XVI em Assis diagnosticou um novo paradigma da viol\u00eancia nos nossos dias, caracterizando-a em duas vertentes distintas: o terrorismo, que penaliza o advers\u00e1rio, indiferente \u00e0s v\u00edtimas resultantes; a guerra de religi\u00e3o, que resulta em conflitos inter-religiosos ou na hostilidade do ate\u00edsmo. O \u201c\u00abn\u00e3o\u00bb a Deus produziu crueldade e uma viol\u00eancia sem medida, que foi poss\u00edvel s\u00f3 porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava como norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentra\u00e7\u00e3o mostram, com toda a clareza, as consequ\u00eancias da aus\u00eancia de Deus.\u201d <\/p>\n<p>Muito para al\u00e9m do ate\u00edsmo prescrito pelo Estado, \u00e9 fundamento de viol\u00eancia a \u201c\u00abdecad\u00eancia\u00bb do homem, em consequ\u00eancia da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma altera\u00e7\u00e3o do clima espiritual. A adora\u00e7\u00e3o do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religi\u00e3o, na qual j\u00e1 n\u00e3o importa o homem, mas s\u00f3 o lucro pessoal. (\u2026) A viol\u00eancia torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, amea\u00e7a destruir a nossa juventude\u201d.<\/p>\n<p>O Santo Padre apela \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o das religi\u00f5es, com veemente insist\u00eancia para os crist\u00e3os, no sentido de buscarem o centro interior da mesma religi\u00e3o como fonte inspiradora para a sua express\u00e3o social, com resultados de um contributo para a paz no mundo.<\/p>\n<p>O convite a um grupo de ateus para participarem neste encontro insere-se no desejo de \u201cnos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a esp\u00e9cie de viol\u00eancia que destr\u00f3i o direito\u201d.<\/p>\n<p>Palavras e gestos que resultam escandalosos para alguns \u201cfi\u00e9is\u201d, que, presun\u00e7osos da salva\u00e7\u00e3o adquirida por pertencerem a determinada religi\u00e3o, diabolizam as demais, incapazes de reconhecer que os caminhos de Deus s\u00e3o misteriosos e que o Seu nome, a Sua invoca\u00e7\u00e3o, sob qualquer que seja, nunca poder\u00e3o ser fonte de divis\u00e3o, mas sempre caminho de coopera\u00e7\u00e3o e aproxima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A descoberta da dignidade humana, fundamentada precisamente na sua rela\u00e7\u00e3o com Deus, a luta permanente para a reconhecer a ajudar a reconhecer pelos demais \u00e9 o horizonte que dever\u00e1 pautar o esfor\u00e7o de purifica\u00e7\u00e3o das religi\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O discurso de Bento XVI em Assis diagnosticou um novo paradigma da viol\u00eancia nos nossos dias, caracterizando-a em duas vertentes distintas: o terrorismo, que penaliza o advers\u00e1rio, indiferente \u00e0s v\u00edtimas resultantes; a guerra de religi\u00e3o, que resulta em conflitos inter-religiosos ou na hostilidade do ate\u00edsmo. O \u201c\u00abn\u00e3o\u00bb a Deus produziu crueldade e uma viol\u00eancia sem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-18371","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18371","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18371"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18371\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18371"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18371"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18371"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}