{"id":18372,"date":"2011-11-02T09:58:00","date_gmt":"2011-11-02T09:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18372"},"modified":"2011-11-02T09:58:00","modified_gmt":"2011-11-02T09:58:00","slug":"como-vive-o-dia-dos-fieis-defuntos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/como-vive-o-dia-dos-fieis-defuntos\/","title":{"rendered":"Como vive o Dia dos Fi\u00e9is Defuntos?"},"content":{"rendered":"<p>Painel <!--more--> Jos\u00e9 Eduardo Rebelo<\/p>\n<p>Professor da Universidade de Aveiro e presidente da Apelo \u2013 Associa\u00e7\u00e3o do Apoio \u00e0 Pessoa em Luto<\/p>\n<p>O Dia dos Fi\u00e9is Defuntos pode constituir uma oportunidade para revisitar, com a serenidade que o luto superado propicia ou com a ang\u00fastia de uma despedida recente, a galeria dos pr\u00f3ximos. Esta manifesta\u00e7\u00e3o colectiva anual \u00e9 muito importante para o enlutado, ajudando-o a distanciar-se do momento da morte dos entes queridos e a melhor transpor o seu pesar. A exuber\u00e2ncia social dos cemit\u00e9rios, neste dia, perturba a serenidade desejada para a reflex\u00e3o sobre os afectos perdidos.<\/p>\n<p>Transcorridas duas d\u00e9cadas sobre uma experi\u00eancia pessoal de perda muito significativa, \u00e9-me mais \u00edntima a sua evoca\u00e7\u00e3o no anivers\u00e1rio da ocorr\u00eancia, na Primavera. No outonal dia dedicado aos mortos rememoro, longe de bul\u00edcios, aqueles de quem guardo doces e suaves mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>Georgino Rocha<\/p>\n<p>Padre e professor de teologia pastoral da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa<\/p>\n<p>Vivo este dia com saudade e confian\u00e7a. Saudade que me faz viajar no tempo e mergulhar no p\u00f3s-morte; entro assim em rela\u00e7\u00e3o com os que cessaram fun\u00e7\u00f5es na terra e as iniciaram, de outro modo, na eternidade, os queridos defuntos. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o que recorda as pessoas que eram e o contributo que deram para tornar a vida mais humana. E surge a gratid\u00e3o que transformo em ora\u00e7\u00e3o ao Senhor da Vida. Esta convic\u00e7\u00e3o alicer\u00e7a-se na f\u00e9 em Jesus Cristo que, tendo estado morto, ressuscitou e vive para sempre.<\/p>\n<p>O Dia dos Fi\u00e9is Defuntos \u00e9 uma oportunidade especial de dar visibilidade \u00e0 morte e de testemunhar o \u201cdireito\u201d dos mortos a estarem entre n\u00f3s numa rela\u00e7\u00e3o agradecida (n\u00e3o comercializada). \u00c9 um dia grande em que aflora o melhor da nossa humanidade.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Carneiro<\/p>\n<p>Padre, vig\u00e1rio paroquial da Gl\u00f3ria<\/p>\n<p>Vivo o dia dos fi\u00e9is defuntos abarcado pela certeza que fundamenta a minha vida crist\u00e3 e o meu minist\u00e9rio sacerdotal: o imenso amor de Deus. \u00c9 baseado na certeza desse Amor, que vai at\u00e9 ao extremo, que ouso, fazer mem\u00f3ria orante daqueles que me precederam e que alcan\u00e7aram o encontro com o Amor! \u00c9 saud\u00e1vel, na viv\u00eancia da minha f\u00e9, perceber a plenitude da comunh\u00e3o da Igreja, da Comunh\u00e3o dos Santos, nas suas diferentes dimens\u00f5es. Infelizmente, vou vendo as incongru\u00eancias que esta celebra\u00e7\u00e3o proporciona; em muitos casos \u00e9 mal entendida e, como tal, \u00e9 mal celebrada. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma marca ou qualidade de flores e de arranjos florais que substituam, post mortem, o que nos obrigava fazer a consci\u00eancia, em vida, a qualquer pessoa. Com Santo Agostinho, creio que \u201c\u00e9 antes da morte que podemos fazer o que seja \u00fatil para depois dela e n\u00e3o depois que ela ocorre, quando recolhemos os frutos que praticamos durante a vida\u201d.<\/p>\n<p>Concei\u00e7\u00e3o Quina<\/p>\n<p>Coordenadora do Renovamento Carism\u00e1tico e volunt\u00e1ria no Hospital de Aveiro<\/p>\n<p>Este ano, caindo o Dia dos Fi\u00e9is Defuntos numa quarta-feira, passo a manh\u00e3 no Hospital Infante D. Pedro (Aveiro), onde colaboro como volunt\u00e1ria, na ajuda aos doentes, nas urg\u00eancias. \u00c0 tarde irei ao cemit\u00e9rio cumprir o preceito de fazer mem\u00f3ria dos que j\u00e1 partiram. Recordo em especial o pai dos meus filhos, mas tamb\u00e9m outros familiares e amigos \u2013 e lembro tamb\u00e9m os que n\u00e3o t\u00eam quem se lembre deles. Habitualmente participo na Eucaristia.<\/p>\n<p>De certo forma, vivo este dia dentro de uma certa tradi\u00e7\u00e3o recebida dos mais velhos. Vivo-o com entrega e em mem\u00f3ria dos que j\u00e1 partiram. N\u00e3o o confundo com o Dia de Todos os Santos, 1 de Novembro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Painel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-18372","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18372","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18372"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18372\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}