{"id":18377,"date":"2011-10-19T10:50:00","date_gmt":"2011-10-19T10:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18377"},"modified":"2011-10-19T10:50:00","modified_gmt":"2011-10-19T10:50:00","slug":"mal-educados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/mal-educados\/","title":{"rendered":"Mal-educados"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> H\u00e1 por a\u00ed uma capacidade fluente e en\u00e9rgica para superar algumas vicissitudes a que fomos relegados. Surgem algumas evid\u00eancias no plano de investimentos, e consequente motiva\u00e7\u00e3o, naquilo que a ONU considera como essencial para o desenvolvimento dos povos, a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Grande parte dos compromissos internacionais em rela\u00e7\u00e3o ao progresso na educa\u00e7\u00e3o assume que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos principais focos de desenvolvimento. Porque \u00e9 gra\u00e7as a ela que \u00e9 poss\u00edvel melhorar as condi\u00e7\u00f5es de prosperidade social, econ\u00f3mica e cultural dos pa\u00edses. A eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel educacional da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada \u00e0 melhora de outros factores-chave de desenvolvimento e bem-estar tais como a produtividade, a mobilidade social, a redu\u00e7\u00e3o da pobreza, a constru\u00e7\u00e3o da cidadania e identidade social e, finalmente, o refor\u00e7o da coes\u00e3o social.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a alavanca que ajuda a conciliar o crescimento, equidade e participa\u00e7\u00e3o da cidadania e compromisso social. Desempenha um papel central no crescimento das economias, \u00e9 um investimento com alto retorno e \u00e9 o primeiro factor que estimula a cria\u00e7\u00e3o de valor. Indiv\u00edduos mais educados aumentam as suas capacidades para contribuir de forma mais diversificada e eficiente no desenvolvimento produtivo de um pa\u00eds. Por outro lado, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das principais \u00e1reas para reduzir as desigualdades no futuro e uma forma privilegiada para superar a pobreza. Al\u00e9m disso, no s\u00e9culo XXI, marcado por conflitos culturais e enfraquecimento das certezas, a educa\u00e7\u00e3o torna-se uma ferramenta para repensar criticamente a realidade e projectar o futuro.<\/p>\n<p>Mas que investimento ser\u00e1 este a que se refere a ONU?! Dinheiro?! N\u00e3o h\u00e1. Portanto, quem n\u00e3o tem dinheiro n\u00e3o tem v\u00edcios! <\/p>\n<p>O problema central \u00e9 que, no nosso caso, o ad\u00e1gio foi adulterado. N\u00e3o temos dinheiro mas continuamos cheios de v\u00edcios.<\/p>\n<p>Destacamos apenas um, o que consideramos fulcral: a incoer\u00eancia de processos e propostas! <\/p>\n<p>A t\u00edtulo de exemplo, vejamos dois casos emblem\u00e1ticos, apenas na perspectiva dos resultados:<\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o Externa das Escolas. Um dos objectivos, promover uma cultura de melhoria continuada da organiza\u00e7\u00e3o, do funcionamento e dos resultados do sistema educativo e dos projectos educativos. <\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o do desempenho dos docentes. A avalia\u00e7\u00e3o do desempenho do pessoal docente visa a melhoria da qualidade do servi\u00e7o educativo e das aprendizagens dos alunos, bem como a valoriza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes, mediante acompanhamento e supervis\u00e3o da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, no quadro de um sistema de reconhecimento do m\u00e9rito e da excel\u00eancia.<\/p>\n<p>Interessante, n\u00e3o \u00e9? O problema \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 nenhum mecanismo \u201cvivo\u201d que concretize estes objectivos sem implicar dinheiro!<\/p>\n<p>Se o rem\u00e9dio est\u00e1 na cura dever-se-ia pensar noutra medica\u00e7\u00e3o; inverter a marcha; ser criativo (fazer mais com menos recursos!).<\/p>\n<p>Como n\u00e3o h\u00e1 dinheiro, congela-se ou retira-se o que l\u00e1 estava!<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, cumpre-se de forma s\u00e9ria o melhor que se pode sabe. A Educa\u00e7\u00e3o pode esperar.<\/p>\n<p>A ONU,\u2026coitada!\u2026 Pit\u00e1goras,\u2026 esse est\u00e1 morto!<\/p>\n<p>\u201cEducai as crian\u00e7as e n\u00e3o ser\u00e1 preciso punir os homens\u201d (Pit\u00e1goras, 570 a.C.).<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-18377","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18377"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18377\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}