{"id":18423,"date":"2011-11-02T10:33:00","date_gmt":"2011-11-02T10:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18423"},"modified":"2011-11-02T10:33:00","modified_gmt":"2011-11-02T10:33:00","slug":"frente-anti-governamental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/frente-anti-governamental\/","title":{"rendered":"Frente anti-governamental"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Pode afirmar-se que n\u00e3o existe nenhuma for\u00e7a pol\u00edtica ou social que apoie o Governo, particularmente no esfor\u00e7o de saneamento financeiro; os partidos, em geral, s\u00f3 apoiam os \u00abseus\u00bb governos&#8230;quando apoiam. Os partidos da oposi\u00e7\u00e3o continuam no velho manique\u00edsmo de contesta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica. De entre eles, real\u00e7a-se hoje o PS, ao contestar as medidas que, em maior ou menor grau, ele pr\u00f3prio adoptaria se fosse governo; ali\u00e1s, o PSD e o CDS est\u00e3o a aprovar medidas que, certamente, contestariam se fossem adoptadas por um governo do PS. Nada disto constitui novidade, numa democracia imatura; todos os governos democr\u00e1ticos t\u00eam sido contestados, com forte virul\u00eancia, pelos Parlamentos, Presidentes da Rep\u00fablica, membros de confiss\u00f5es religiosas, grandes corpora\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, interesses regionais e locais, meios de comunica\u00e7\u00e3o social, greves, manifesta\u00e7\u00f5es de rua&#8230; <\/p>\n<p>O governo actual, como os anteriores, \u00e9 acusado sistematicamente de economicista, neo-liberal, \u00abaluno bem comportado\u00bb na Uni\u00e3o Europeia, subserviente perante os grandes interesses econ\u00f3mico-financeiros&#8230;; n\u00e3o se lhe perdoam os erros nem o facto de querer pagar aos credores. Os contestat\u00e1rios partem do pressuposto de que todos os governos democr\u00e1ticos t\u00eam sido intrinsecamente sado-masoquistas, uma vez que n\u00e3o resolveram todos os problemas do pa\u00eds \u00abs\u00f3 porque n\u00e3o quiseram\u00bb. Segundo os contestat\u00e1rios, os governos deveriam impor a sua vontade aos credores, dominar a \u00abTroika\u00bb e at\u00e9 alterar o sistema capitalista mundial; os contestat\u00e1rios nem sequer p\u00f5em a hip\u00f3tese de os governantes \u00abestarem no mesmo barco\u00bb em que estamos todos n\u00f3s. Menos ainda admitem que eles fa\u00e7am esfor\u00e7os gigantescos, e at\u00e9 her\u00f3icos, para a concilia\u00e7\u00e3o dos diferentes intereses com os valores e princ\u00edpios a que se encontram vinculados. Salvo raras excep\u00e7\u00f5es, ningu\u00e9m se sente no dever de formular propostas de pol\u00edticas alternativas vi\u00e1veis. Quase toda a gente procede como se os governos n\u00e3o merecessem tal coopera\u00e7\u00e3o; esta s\u00f3 seria merecida por um governo ideal, super-divino, capaz de satisfazer todas as reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por enquanto, o pa\u00eds contestat\u00e1rio v\u00ea os governos como simples objecto de contesta\u00e7\u00e3o, excepto quando, pontualmente, satisfa\u00e7am os seus interesses. Tarde ou nunca ver\u00e1 que, sem di\u00e1logo e concerta\u00e7\u00e3o permanentes, em toda a parte, n\u00e3o teremos futuro como povo, e vamos corroendo todos os os futuros pessoais e familiares. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-18423","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18423","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18423"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18423\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}