{"id":18457,"date":"2011-01-05T15:01:00","date_gmt":"2011-01-05T15:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18457"},"modified":"2011-01-05T15:01:00","modified_gmt":"2011-01-05T15:01:00","slug":"balanco-de-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/balanco-de-2010\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o de 2010"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Para quem sabe governar, a sua casa, o seu neg\u00f3cio, o seu pa\u00eds\u2026 o balan\u00e7o \u00e9 algo de muito necess\u00e1rio, diria indispens\u00e1vel. A sua falta atempada tem levado a muita insolv\u00eancia.<\/p>\n<p>Ao modernos meios tecnol\u00f3gicos podem ser de grande ajuda para este assunto, muito mais eficazes que os de antigamente. Aqui n\u00e3o resisto a contar uma hist\u00f3ria. O honrado comerciante da prov\u00edncia tinha o seu neg\u00f3cio, mas n\u00e3o fazia \u201cescrita\u201d. Confiava no seu tino administrativo e \u00e0 cautela tinha colocado na sua loja um letreiro que dizia: \u201cHoje n\u00e3o se vende fiado, s\u00f3 a dinheiro, mas amanh\u00e3 sim\u201d. No momento actual poderia escrever: n\u00e3o se aceitam cheques a n\u00e3o ser visados e Multibanco\u2026 nem v\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Ora o tal tino administrativo tinha-lhe possibilitado mandar o filho estudar na cidade. Um dia o filho veio a casa e vendo que o pai n\u00e3o tinha escrita montada, disse-lhe com ar de \u201cdoutor\u201d: Pai est\u00e1 aqui um livro, onde o pai vai passar a apontar as despesas e os apuros: na coluna do \u00abdeve\u00bb p\u00f5e as despesas e na coluna do \u00abhaver\u00bb o que tem a receber.<\/p>\n<p>Passado tempo o filho escreveu ao pai a pedir dinheiro, s\u00f3 que este come\u00e7ou a n\u00e3o abundar nas m\u00e3os do pai que lhe respondeu assim: Olha filho desde que comecei a usar o livro que me deste, acontece que l\u00e1 diz \u00abdeve haver\u00bb, mas de facto n\u00e3o h\u00e1! N\u00e3o te posso mandar nada. <\/p>\n<p>Eu n\u00e3o quero falar em crise, mas n\u00e3o posso deixar de dizer que ela est\u00e1 c\u00e1 porque as pessoas singulares, as empresas e o governo n\u00e3o souberam governar e vivemos e continuamos a viver todos acima das nossas posses. <\/p>\n<p>Se o vizinho trocava o velhinho 2 CV por um Rover; o vizinho comprava um BMW! Se a loja ao lado aumentava as instala\u00e7\u00f5es e modernizava a casa, o vizinho ao lado comprava um armaz\u00e9m novo de como gastava o dinheiro no armaz\u00e9m n\u00e3o tinha dinheiro para maquinaria e assim o neg\u00f3cio ia por \u00e1gua abaixo. Se o governo do pa\u00eds X comprava para o seu pessoal diplom\u00e1tico 4 autom\u00f3veis \u00abVolvo\u00bb, e os trocava de dois em dois anos, o nosso governo comprava para igual n\u00famero de pessoas 8 autom\u00f3veis \u00abMercedes\u00bb topo de gama, e trovava-os todos os anos. <\/p>\n<p>Assim fomos vivendo at\u00e9 que o \u00abporquinho\u00bb das economias morreu\u2026 E com ele mataram a agricultura, as pescas, as PME. E agora somos um pa\u00eds fantasma. O que temos para dar ao futuro? \u00abAs novas oportunidades\u00bb, as \u00abEnergias renov\u00e1veis\u00bb, mas para quem? Os casais n\u00e3o querem filhos; aos que os t\u00eam \u00e9-lhes negado o Abono; quando chegam, por erro de c\u00e1lculo, recorre-se ao aborto no SNS, crime que n\u00f3s pagamos com os nossos impostos. Os idosos que restam n\u00e3o precisam das Novas Oportunidades, nem das energias renov\u00e1veis (\u2026).<\/p>\n<p>Esperemos que 2011 nos traga algo mais que crise. Pode ser por exemplo: o primeiro lugar no ranking dos \u201cdesenrascas\u201d.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-18457","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18457","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18457"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18457\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18457"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}