{"id":1848,"date":"2010-06-16T10:26:00","date_gmt":"2010-06-16T10:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1848"},"modified":"2010-06-16T10:26:00","modified_gmt":"2010-06-16T10:26:00","slug":"insensibilidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/insensibilidades\/","title":{"rendered":"Insensibilidades"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> A crise actual poderia ser aproveitada para a congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os na procura das solu\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. Por\u00e9m, at\u00e9 este momento, v\u00eam prevalecendo os desentendimentos, que agravam os diferentes tipos de insensibilidade social. Cada grupo de interesses considera-se extremamente sens\u00edvel aos problemas sociais, e compraz-se no manique\u00edsmo fan\u00e1tico: Identifica-se ele pr\u00f3prio  com o bem, e  transfere para outros a responsabilidade pelo mal que vai acontecendo. Tudo seria bem diferente se as insensibilidades se transformassem em sensilidades, reconhecendo que nenhuma det\u00e9m o exclusivo das solu\u00e7\u00f5es e que todas podem (e devem) cooperar entre si. <\/p>\n<p>Defrontam-se, pelo menos, sete insensibilidades: A pol\u00edtica, a tecnocr\u00e1tica, a econ\u00f3mica, a institucional, a assistencial de base, a contestat\u00e1ria e a medi\u00e1tica. Segundo a insensibilidade pol\u00edtica (de esquerda e de direita), os problemas sociais resolvem-se atrav\u00e9s de medidas de fundo, gerais e dispendiosas; a ac\u00e7\u00e3o social de proximidade e a co-responsabilidade s\u00e3o olhadas sobranceiramente. Segundo a insensibilidade tecnocr\u00e1tica, os problemas resolver-se-iam atrav\u00e9s de mais investiga\u00e7\u00e3o, de mais t\u00e9cnicos bem remunerados e do respeito pelas suas propostas. Segundo a insensibilidade econ\u00f3mica, as solu\u00e7\u00f5es adviriam do crescimento econ\u00f3mico. <\/p>\n<p>Para a insensibilidade institucional, elas adviriam da exist\u00eancia de mais institui\u00e7\u00f5es de ac\u00e7\u00e3o social, mais aut\u00f3nomas e mais apoiadas pelo Estado. Para a insensibilidade assistencial de base, os problemas resolver-se-iam atrav\u00e9s da solu\u00e7\u00e3o de cada caso particular. Esta insensibilidade  dispensa-se de fichas, de estat\u00edsticas, de relat\u00f3rios, de articula\u00e7\u00f5es regulares&#8230;; tudo isto \u00e9 considerado in\u00fatil e c\u00famplice de estruturas pol\u00edtico-tecnocr\u00e1ticas dispendiosas. <\/p>\n<p>A insensibilidade contestat\u00e1ria alimenta-se do descontamento e da den\u00fancia, alija responsabilidades, e tanto condena a falta de solu\u00e7\u00f5es como as tentativas solu\u00e7\u00e3o, sempre consideradas insuficientes. A insensibilidade medi\u00e1tica, atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, d\u00e1 guarida a todas as outras, toma  partido a favor das que mais lhe conv\u00eam e apresenta-se como inst\u00e2ncia \u00faltima da consci\u00eancia colectiva. Transmite a mensagem subliminar, infantil, de que os problemas sociais deixariam de existir, se todos os que s\u00e3o noticiados  fossem resolvidos e se todas as  propostas difundidas fossem executadas.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-1848","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1848\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}