{"id":18573,"date":"2011-11-16T11:28:00","date_gmt":"2011-11-16T11:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18573"},"modified":"2011-11-16T11:28:00","modified_gmt":"2011-11-16T11:28:00","slug":"concertacao-em-curso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/concertacao-em-curso\/","title":{"rendered":"Concerta\u00e7\u00e3o em curso"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Existe em Portugal uma pr\u00e1tica regular de concerta\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-social digna de apre\u00e7o. Verificam-se entendimentos frequentes na Assembleia da Rep\u00fablica, sobretudo nas comiss\u00f5es especializadas. Nessa mesma sede, pratica-se diariamente o di\u00e1logo, por vezes exaltado, na procura de entendimentos e de solu\u00e7\u00f5es. O mesmo acontece nas autarquias locais e na Comiss\u00e3o Permanente de Concerta\u00e7\u00e3o Social, onde t\u00eam assento representantes das centrais sindicais e das confedera\u00e7\u00f5es patronais. Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos esquecer todo o labor da negocia\u00e7\u00e3o colectiva, entre representantes de entidades patronais e sindicais, sem luzes de ribalta. E merece  todo o apre\u00e7o, apesar de algumas injusti\u00e7as, a coopera\u00e7\u00e3o registada na imensa maioria das empresas, entre empres\u00e1rios e trabalhadores; por vezes, nem se recorre a muitas palavras&#8230;In\u00fameros outros exemplos se poderiam apresentar.<\/p>\n<p>Mesmo assim, a sociedade portuguesa apresenta-se extremamente dividida, pelo menos ao n\u00edvel das posi\u00e7\u00f5es mediatizadas. A concep\u00e7\u00e3o de democracia est\u00e1 longe de ser un\u00e2nime: enquanto algumas correntes aceitam a democracia representativa, sem preju\u00edzo de melhorias, n\u00e3o falta quem defenda outras posi\u00e7\u00f5es; entre estas real\u00e7am-se a democracia participativa (podendo ou n\u00e3o conviver com a representativa), a de \u00abbra\u00e7o no ar\u00bb, a de rua e subleva\u00e7\u00e3o (traduzida em  manifesta\u00e7\u00f5es frequentes, desobedi\u00eancia civil, perturba\u00e7\u00f5es da ordem p\u00fablica, golpes de Estado&#8230;). No que respeita ao sistema econ\u00f3mico, muitas correntes aceitam a economia de mercado, mais ou menos capitalista, enquanto outras preferem uma  economia colectivista; algumas entendem que as d\u00edvidas do pa\u00eds devem ser pagas, e outras defendem o contr\u00e1rio. Na tem\u00e1tica da vida humana, as divis\u00f5es chegaram a tal ponto que deram  origem \u00e0 designa\u00e7\u00e3o \u00abquest\u00f5es fracturantes\u00bb; tal \u00e9 o caso das respeitantes \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez, ao casamento, \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o humana, \u00e0 adop\u00e7\u00e3o, \u00e0 eutan\u00e1sia&#8230;<\/p>\n<p>Estas divis\u00f5es extremas v\u00eam alimentando uma guerra civil latente, com assomos quase di\u00e1rios. A propens\u00e3o para tal guerra poderia ser contrariada se, porventura, o di\u00e1logo e a concerta\u00e7\u00e3o se praticassem em todos os dom\u00ednios, a todos os n\u00edveis (local, regional e nacional) e sem desist\u00eancia.   Infelizmente, por\u00e9m, isso n\u00e3o se conseguiu at\u00e9 agora, apesar das interpela\u00e7\u00f5es da crise; nem sequer dentro do laicado crist\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-18573","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18573"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18573\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}