{"id":18575,"date":"2011-11-23T09:28:00","date_gmt":"2011-11-23T09:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18575"},"modified":"2011-11-23T09:28:00","modified_gmt":"2011-11-23T09:28:00","slug":"concorda-com-a-greve-geral-de-24-de-novembro-vai-participar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/concorda-com-a-greve-geral-de-24-de-novembro-vai-participar\/","title":{"rendered":"Concorda com a greve geral de 24 de Novembro? Vai participar?"},"content":{"rendered":"<p>Painel <!--more--> Adelino Nunes<\/p>\n<p>Dirigente da Uni\u00e3o dos Sindicatos de Aveiro<\/p>\n<p>Concordo e vou participar. A greve \u00e9 inevit\u00e1vel. N\u00e3o temos alternativa. A greve \u00e9 necess\u00e1ria para que o governo e o capital vejam que h\u00e1 alternativas \u00e0s medidas de austeridade que est\u00e3o a fazer recair sobre os pensionistas, empregados e crian\u00e7as \u2013 que ficaram sem abono. Os problemas do pa\u00eds podem ser resolvidos sem os cortes de sal\u00e1rios, pens\u00f5es, subs\u00eddios, que afectam os mais fr\u00e1geis, e sem aumento do hor\u00e1rio de trabalho.<\/p>\n<p>Alternativas? Bastava taxar a 2 por cento as transac\u00e7\u00f5es da bolsa, que em Portugal ascendem a 175 mil milh\u00f5es de euros por ano, em vez de cortarem, como j\u00e1 cortaram, parte do subs\u00eddio de Natal deste ano e o subs\u00eddio de f\u00e9rias e de Natal dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos, no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Porque h\u00e1 alternativas, fazemos greve e convidamos os trabalhadores, os desempregados, os pensionistas a participarem nas \u201cpra\u00e7as da greve geral\u201d, na tarde de 24, em \u00c1gueda, Aveiro, Santa Maria da Feira, Ovar e S\u00e3o Jo\u00e3o da Madeira.<\/p>\n<p>Georgino Rocha<\/p>\n<p>Padre, com especialidade em Doutrina Social da Igreja<\/p>\n<p>Compreendo as raz\u00f5es dos que promovem a greve geral. Estou em sintonia com associa\u00e7\u00f5es de trabalhadores que v\u00eam a p\u00fablico dar-lhe apoio, designadamente a LOC e a JOC. Reconhe\u00e7o a for\u00e7a do que est\u00e1 \u201cem jogo\u201d e a cr\u00edtica a uma ordem econ\u00f3mica que, h\u00e1 muito, devia ter seguido o rumo que privilegie a pessoa e n\u00e3o tanto o lucro a todo o custo. O magist\u00e9rio da Igreja \u00e9 particularmente claro neste sentido.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o grave do pa\u00eds, integrado que est\u00e1 num sistema capitalista liberal europeu que \u201camarra\u201d t\u00e3o fortemente os seus membros, o alheamento real de tantos indiv\u00edduos, a press\u00e3o da falta de visibilidade de alternativas cred\u00edveis, suscitam-me algumas d\u00favidas sobre o alcance do que justamente se pretende. Da\u00ed, as minhas retic\u00eancias fundadas sobre esta greve geral.<\/p>\n<p>Desejo sinceramente que o benef\u00edcio comum supere os estragos causados, sobretudo aos que mais sofrem os seus efeitos negativos. E que a greve, incontestada como direito, seja sempre o \u00faltimo meio para avan\u00e7ar numa solu\u00e7\u00e3o que a todos diz respeito: a paz social assente na justi\u00e7a e na equidade.<\/p>\n<p>Rui Oliveira<\/p>\n<p>Empres\u00e1rio<\/p>\n<p>Gast\u00e1mos o que t\u00ednhamos e o que n\u00e3o t\u00ednhamos, agora temos que aguentar com as consequ\u00eancias. N\u00e3o concordo com a greve. Temos \u00e9 de trabalhar mais. Na minha empresa, ningu\u00e9m faz greve. Desde o 25 de Abril, nunca ningu\u00e9m fez.<\/p>\n<p>O pa\u00eds levou uma vida de v\u00edcios ao longo dos \u00faltimos 20-30 anos. Se estamos na situa\u00e7\u00e3o em que estamos, \u00e9 porque fizemos figura de ricos com bolso de pobre. Aconteceu ao pa\u00eds o que acontece a muitas fam\u00edlias. Ganha 100, mas gasta 101 e a seguir 102, 103. Depois come\u00e7a a pedir para pagar as d\u00edvidas e a seguir tem de pedir para pagar os empr\u00e9stimos e entra num ciclo vicioso. No fim, fica sem bens, sem trabalho, sem nada. And\u00e1mos a empurrar os problemas com a barriga para a frente, \u00e0 espera de uma solu\u00e7\u00e3o milagrosa.<\/p>\n<p>S\u00f3 tenho pena de algumas pessoas sem culpa que foram na facilidade dos cr\u00e9ditos. Cr\u00e9dito para a casa, para o carro, para a mob\u00edlia. Viam os outros a gastar e faziam o mesmo. E os bancos davam cr\u00e9dito sem verem de se facto as pessoas tinham condi\u00e7\u00f5es para pagar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Painel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-18575","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18575"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18575\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}