{"id":18659,"date":"2011-12-07T09:17:00","date_gmt":"2011-12-07T09:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18659"},"modified":"2011-12-07T09:17:00","modified_gmt":"2011-12-07T09:17:00","slug":"milagre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/milagre\/","title":{"rendered":"Milagre?"},"content":{"rendered":"<p>As situa\u00e7\u00f5es extremas da vida conduzem a pessoa humana ao limite do seu conhecimento, \u00e0 fronteira das suas decis\u00f5es, \u00e0 urg\u00eancia de atitudes surpreendentes. Sem sombra de d\u00favida que a emin\u00eancia da morte \u00e9 o limite dos limites.<\/p>\n<p>O Pa\u00eds acompanhou, na sua maior parte emocionado &#8211; como o mundo h\u00e1 uns tempos atr\u00e1s, em rela\u00e7\u00e3o aos mineiros do Chile &#8211; o drama, quase trag\u00e9dia, de meia d\u00fazia de homens cativos do mar revolto, entregues \u00e0 sua coragem e determina\u00e7\u00e3o e dependentes da ajuda de Deus.<\/p>\n<p>Alguns h\u00e3o-de sorrir, face \u00e0 vertente de religiosidade que envolveu estes dias de ang\u00fastia e esperan\u00e7a. Os protagonistas do acontecimento manifestam, sem d\u00favidas nem respeitos humanos, a sua convic\u00e7\u00e3o da protec\u00e7\u00e3o do Alto. <\/p>\n<p>Garantem que fizeram tudo o que estava ao seu alcance, incluindo a dolorosa decis\u00e3o de ter o mestre de ser firme com um dos tripulantes, a consci\u00eancia da necessidade de poupar os escassos meios de sobreviv\u00eancia que tinham \u00e0 m\u00e3o, as tentativas de se fazerem ver por algu\u00e9m que lhes passava ao largo\u2026<\/p>\n<p>Mas, em toda esta aflitiva situa\u00e7\u00e3o, acresceram ao seu discernimento a ora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, a ora\u00e7\u00e3o dos simples, consolidando a sua coragem e esperan\u00e7a na certeza de uma M\u00e3e que protege. E s\u00e3o eles que o dizem: sentiram que o feliz desfecho final desta situa\u00e7\u00e3o limite teve tamb\u00e9m a presen\u00e7a reconfortante e actuante d\u2019Aquela a Quem invocaram com f\u00e9, com incondicional confian\u00e7a. <\/p>\n<p>Calculistas como somos, desdenhamos da presen\u00e7a do sobrenatural no subterr\u00e2neo da hist\u00f3ria dos homens. Avessos a aceitar altera\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias das leis da natureza, n\u00e3o queremos tampouco aceitar que o milagre brota da actua\u00e7\u00e3o divina no cerne dos acontecimentos, no \u00edntimo da vida das pessoas. Mas Deus, atento \u00e0 hist\u00f3ria, n\u00e3o deixa de corresponder, \u00e0s vezes de forma surpreendente e excepcional, \u00e0 total confian\u00e7a nEle depositada ou que desses acontecimentos possa brotar. O milagre n\u00e3o \u00e9, necessariamente, a altera\u00e7\u00e3o das leis da natureza; mas \u00e9 sempre a sua supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A f\u00e9 \u00e9 a certeza das coisas que se n\u00e3o v\u00eaem. Caminhamos, neste mundo, conduzidos pelo nosso conhecimento e decis\u00f5es, enquadrando as nossas emo\u00e7\u00f5es. Mas n\u00f3s, crist\u00e3os, sabemos que fica muito universo para al\u00e9m das estrelas, que fica muito mundo para al\u00e9m do que abrange o nosso conhecimento e mesmo a nossa intui\u00e7\u00e3o. Mas a certeza de que o Esp\u00edrito de Deus fecunda os nossos esfor\u00e7os e amplia a realidade muito para al\u00e9m do que apreendemos infunde outra coragem e esperan\u00e7a no nosso caminhar. N\u00e3o nos minimiza, n\u00e3o nos aliena!&#8230; D\u00e1-nos asas para voar at\u00e9 \u00e0 eternidade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As situa\u00e7\u00f5es extremas da vida conduzem a pessoa humana ao limite do seu conhecimento, \u00e0 fronteira das suas decis\u00f5es, \u00e0 urg\u00eancia de atitudes surpreendentes. Sem sombra de d\u00favida que a emin\u00eancia da morte \u00e9 o limite dos limites. O Pa\u00eds acompanhou, na sua maior parte emocionado &#8211; como o mundo h\u00e1 uns tempos atr\u00e1s, em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-18659","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18659"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18659\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}