{"id":1867,"date":"2010-06-23T15:12:00","date_gmt":"2010-06-23T15:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1867"},"modified":"2010-06-23T15:12:00","modified_gmt":"2010-06-23T15:12:00","slug":"p-e-tomas-afonso-conta-a-sua-vida-em-verso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/p-e-tomas-afonso-conta-a-sua-vida-em-verso\/","title":{"rendered":"P.e Tom\u00e1s Afonso conta a sua vida em verso"},"content":{"rendered":"<p>O meu navegar no mar da vida<\/p>\n<p>Padre Tom\u00e1s Marques Afonso<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o de autor<\/p>\n<p>192 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Em versos de dez s\u00edlabos, ao longo de quase duas centenas de p\u00e1ginas, o P.e Tom\u00e1s Afonso relata 75 anos de vida e 50 de sacerd\u00f3cio<\/p>\n<p>No Pr\u00f3logo de \u201cO meu navegar no mar da vida\u201d, o autor confessa: \u201cNunca na vida passou pela minha mente escrever um livro, mas o encontro com os amigos que me incitaram a publicar algo sobre os trinta anos dedicados ao apostolado castrense, como Capel\u00e3o Militar, levou-me a decidir, e aqui estou para satisfazer a sua vontade, aproveitando a coincid\u00eancia de estarmos a iniciar o Ano Sacerdotal, publicando, de uma maneira salteada, ac\u00e7\u00f5es, qualidades, partidas, perip\u00e9cias, divertimentos, reparos, viv\u00eancias, humorismo, alpinismo, desporto, etc., etc., n\u00e3o em prosa, mas em verso de decass\u00edlabos, desde menino de escola prim\u00e1ria at\u00e9 aos meus 75 anos e ao meu Jubileu Sacerdotal (bodas de ouro)\u201d.<\/p>\n<p>Temos, portanto, uma autobiografia do P.e Tom\u00e1s Marques Afonso (nascido em Bedu\u00eddo, a 6 de Janeiro de 1934 e ordenado no dia 19 de Julho de 1959) em versos de dez s\u00edlabas. E, diga-se, o autor cumpre o que promete. Conta-nos a sua vida de f\u00e9 e compromisso na Igreja, ao servi\u00e7o na Defesa Nacional (Guin\u00e9, Mo\u00e7ambique, Angola, Santa Margarida, Elvas, etc.) e em par\u00f3quias da Diocese de Aveiro como a Gafanha da Nazar\u00e9, Couto de Esteves, Rocas do Vouga, Vila Nova de Monsarros (Anadia), noutras da Diocese de \u00c9vora e actualmente em Veiros (Estarreja), sem se esquecer das perip\u00e9cias e do humor.<\/p>\n<p>Os exemplos abundam.<\/p>\n<p>Na escola prim\u00e1ria:<\/p>\n<p>Eu e o meu parente Joaquim Mouco,<\/p>\n<p>Na hora do intervalo p\u2019ra almo\u00e7ar,<\/p>\n<p>Embora o tempo fosse muito pouco,<\/p>\n<p>\u00cdamos p\u2019r\u00f3s muros sard\u00f5es matar.<\/p>\n<p>Brincando com a ca\u00e7adeira do av\u00f4:<\/p>\n<p>Meu av\u00f4 tinha uma arma de ca\u00e7a<\/p>\n<p>No quarto, junto \u00e0 sua cozinha.<\/p>\n<p>Ia eu provocando uma desgra\u00e7a,<\/p>\n<p>Ao tentar saber se cartuchos tinha.<\/p>\n<p>No semin\u00e1rio de Aveiro, quando o professor desconfiava das boas notas do aluno:<\/p>\n<p>Nos testes escritos, junto a mim ficava,<\/p>\n<p>Observando o meu comportamento,<\/p>\n<p>Porque tinha em mente que eu copiava,<\/p>\n<p>N\u00e3o tendo raz\u00e3o o seu pensamento.<\/p>\n<p>Verificando que eu n\u00e3o copiava,<\/p>\n<p>Surgiu-lhe a seguinte interroga\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Se te emudeces quando te chamava,<\/p>\n<p>Por que tens boa classifica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Uma vida de 50 anos de padre encerra milhentas hist\u00f3rias, quase ao acaso apontamos esta, na par\u00f3quia eborense de Cabrela, em que o autor fez o recenseamento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e consertou o rel\u00f3gio da igreja:<\/p>\n<p>Cabrela foi por mim recenseada<\/p>\n<p>As casa uma a uma percorrendo.<\/p>\n<p>Conheci o povo e a sua morada,<\/p>\n<p>E aqueles que iam na cama gemendo.<\/p>\n<p>(\u2026) O rel\u00f3gio da torre, parado.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos horas n\u00e3o tocava.<\/p>\n<p>Limpei-o, porque estava enferrujado.<\/p>\n<p>Montei-o pe\u00e7a por pe\u00e7a como estava.<\/p>\n<p>(\u2026) Quando para Elvas fui nomeado,<\/p>\n<p>Todo o povo descontente ficou.<\/p>\n<p>Cabrela fez um abaixo-assinado<\/p>\n<p>Com dez folhas, mas nada resultou.<\/p>\n<p>No poema mais extenso, \u201cAmar \u00e9\u201d, P.e Tom\u00e1s apresenta, no fundo, o seu credo existencial:<\/p>\n<p>(Amar \u00e9\u2026)<\/p>\n<p>Filtrar o cora\u00e7\u00e3o de todo o mal,<\/p>\n<p>Segredar o seu \u00edntimo a Deus,<\/p>\n<p>Abrir a sua alma de maneira tal<\/p>\n<p>Que viva j\u00e1 a alegria dos C\u00e9us.<\/p>\n<p>(\u2026) Ter asas para um voar constante.<\/p>\n<p>Subir, subir p\u2019r\u00f3 alto sem parar;<\/p>\n<p>N\u00e3o separar-se de Deus um instante,<\/p>\n<p>Nem os homens da terra abandonar.<\/p>\n<p>O livro \u00e9 enriquecido com fotografias, louvores e condecora\u00e7\u00f5es militares e a transcri\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o do latim de uma \u201cCarta de Armas\u201d do imperador austro-h\u00fangaro Maximiliano II (s\u00e9c. XVI).<\/p>\n<p>Esta obra foi apresentada publicamente no dia 14 de Maio, na Biblioteca Municipal de Estarreja.<\/p>\n<p>Quem conhece o P.e Tom\u00e1s gostar\u00e1 de ler este livro por nele ver reflectidas a generosidade, a paix\u00e3o e a sinceridade do autor. Quem n\u00e3o o conhece pode sempre apreciar o exemplo edificante de uma vida dedicada ao servi\u00e7o da Igreja e das suas comunidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O meu navegar no mar da vida Padre Tom\u00e1s Marques Afonso Edi\u00e7\u00e3o de autor 192 p\u00e1ginas Em versos de dez s\u00edlabos, ao longo de quase duas centenas de p\u00e1ginas, o P.e Tom\u00e1s Afonso relata 75 anos de vida e 50 de sacerd\u00f3cio No Pr\u00f3logo de \u201cO meu navegar no mar da vida\u201d, o autor confessa: [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-1867","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1867"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1867\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}