{"id":1879,"date":"2010-06-23T15:31:00","date_gmt":"2010-06-23T15:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1879"},"modified":"2010-06-23T15:31:00","modified_gmt":"2010-06-23T15:31:00","slug":"o-grau-heroico-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-grau-heroico-do-amor\/","title":{"rendered":"O grau her\u00f3ico do amor"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 39 <!--more--> H\u00e1 coisas que s\u00f3 se compreendem \u00e0 luz de Deus. Para o judeu do Antigo Testamento, at\u00e9 uns 200 anos antes Cristo, os mortos iam para o \u201csheol\u201d, como o limbo de que se falava antes. A recompensa e o castigo eram c\u00e1 na terra. Morrer jovem, ou virgem, ou ser est\u00e9ril eram desgra\u00e7as, como castigo era ser pobre, vi\u00fava, \u00f3rf\u00e3o ou leproso.<\/p>\n<p>Depois da morte, ningu\u00e9m pode louvar o Senhor \u2013 diz um salmo da B\u00edblia. Era o modo de pensar que justificava a lei de tali\u00e3o: Olho por olho e dente por dente. Falava-se de amor, mas o c\u00e9u ou o inferno seriam c\u00e1 na terra, como ainda pensam muitos que se dizem cat\u00f3licos.<\/p>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o foi progredindo e vemos a ideia da ressurrei\u00e7\u00e3o surgir em escritos b\u00edblicos cerca de 100 anos antes de Cristo. O rezar pelos mortos j\u00e1 \u00e9 recomendado no livro dos Macabeus.<\/p>\n<p>Jesus, Palavra do Pai, vem mostrar-nos a verdade de um c\u00e9u como destino e como recompensa para o ser humano e de um inferno que a chamava \u201cgeena\u201d. Dele falou S. Paulo como ressurrei\u00e7\u00e3o para a morte, enquanto o Apocalipse disse que \u00e9 uma segunda morte.<\/p>\n<p>Bons e maus s\u00e3o banhados pelo mesmo Sol. Mas a op\u00e7\u00e3o de vida na Terra prepara o nosso al\u00e9m, conforme nos encontrar o tocar das trombetas na hora da nossa morte. Entre muitas consequ\u00eancias da plenitude da Revela\u00e7\u00e3o, o Amor manifestou-se no seu grau maior com a encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus, que tanto amou o mundo e que foi v\u00edtima da maldade dos homens, carregando sobre Ele o peso das nossas culpas. Deu a vida por n\u00f3s e at\u00e9 disse que n\u00e3o h\u00e1 maior prova de amor do que faz\u00ea-lo pelo pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Mas mandou dar a outra face. Disse que am\u00e1ssemos os nossos inimigos. Aben\u00e7o\u00e1ssemos os que nos amaldi\u00e7oam. Rez\u00e1ssemos pelos que nos perseguem. E isto com todo o cora\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o mesmo que dizer com toda a mente, com toda a verdade do nosso ser, sem nada guardar de recorda\u00e7\u00e3o. Com estes mandamentos, tudo mudou. Atingimos com isto o grau her\u00f3ico do amor que s\u00f3 se justifica numa perspectiva de contempla\u00e7\u00e3o do Filho de Deus e de um enorme desejo de contemplar a sua face no C\u00e9u: \u201cPerdoai e sereis perdoados\u201d. \u201cSede misericordiosos e alcan\u00e7areis miseric\u00f3rdia\u201d. \u201cPerdoai as nossas ofensas assim como n\u00f3s perdoamos\u201d. S\u00e3o afirma\u00e7\u00f5es de tal modo claras e indiscut\u00edveis, que anulam para sempre a lei de tali\u00e3o do Antigo Testamento e nos introduzem na era do perd\u00e3o de Deus, a era da Divina Miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>O perd\u00e3o n\u00e3o exclui o uso da justi\u00e7a e at\u00e9 da prud\u00eancia, diz o Papa Bento XVI, mas Cristo ensina-nos do alto da cruz que quem quiser a recompensa do c\u00e9u deve proceder como Ele procedeu: Pai, perdoa-lhes, porque n\u00e3o sabem o que fazem. Pois se Deus tem em conta os nossos pecados, ningu\u00e9m poder\u00e1 salvar-se, diz o salmo. Por isso, faz contas \u00e0 vida e come\u00e7a a perdoar e pedir desculpa enquanto tens tempo. \u00c9 caso para dizer que n\u00e3o deixes para amanh\u00e3 o que podes fazer hoje.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 39<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-1879","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1879"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1879\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}