{"id":18804,"date":"2011-12-14T10:34:00","date_gmt":"2011-12-14T10:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18804"},"modified":"2011-12-14T10:34:00","modified_gmt":"2011-12-14T10:34:00","slug":"um-ano-para-rever-a-historia-da-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-ano-para-rever-a-historia-da-fe\/","title":{"rendered":"Um ano para rever a hist\u00f3ria da f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>No princ\u00edpio \u00e9 a busca<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, h\u00e1 muitas pessoas que, embora n\u00e3o reconhecendo em si mesmas o dom da f\u00e9, todavia vivem uma busca sincera do sentido \u00faltimo e da verdade definitiva acerca da sua exist\u00eancia e do mundo. Esta busca \u00e9 um verdadeiro \u00abpre\u00e2mbulo\u00bb da f\u00e9, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mist\u00e9rio de Deus. De facto, a pr\u00f3pria raz\u00e3o do homem traz inscrita em si mesma a exig\u00eancia \u00abdaquilo que vale e permanece sempre\u00bb. Esta exig\u00eancia constitui um convite permanente, inscrito indelevelmente no cora\u00e7\u00e3o humano, para caminhar ao encontro d\u2019Aquele que n\u00e3o ter\u00edamos procurado se Ele mesmo n\u00e3o tivesse j\u00e1 vindo ao nosso encontro. \u00c9 precisamente a este encontro que nos convida e abre plenamente a f\u00e9.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria da nossa f\u00e9<\/p>\n<p>Ser\u00e1 decisivo repassar, durante o Ano da F\u00e9 [de Outubro de 2012 a Novembro de 2013], a hist\u00f3ria da nossa f\u00e9, que faz ver o mist\u00e9rio insond\u00e1vel da santidade entrela\u00e7ada com o pecado. Enquanto a primeira p\u00f5e em evid\u00eancia a grande contribui\u00e7\u00e3o que homens e mulheres prestaram para o crescimento e o progresso da comunidade com o testemunho da sua vida, o segundo deve provocar em todos uma sincera e cont\u00ednua obra de convers\u00e3o para experimentar a miseric\u00f3rdia do Pai, que vem ao encontro de todos.<\/p>\n<p>Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, \u00abautor e consumador da f\u00e9\u00bb (Heb 12, 2): n\u2019Ele encontra plena realiza\u00e7\u00e3o toda a \u00e2nsia e aspira\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribula\u00e7\u00e3o e do sofrimento, a for\u00e7a do perd\u00e3o face \u00e0 ofensa recebida e a vit\u00f3ria da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realiza\u00e7\u00e3o no mist\u00e9rio da sua Encarna\u00e7\u00e3o, do seu fazer-Se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana para a transformar com a for\u00e7a da sua ressurrei\u00e7\u00e3o. N\u2019Ele, morto e ressuscitado para a nossa salva\u00e7\u00e3o, encontram plena luz os exemplos de f\u00e9 que marcaram estes dois mil anos da nossa hist\u00f3ria de salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Maria<\/p>\n<p>Pela f\u00e9, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no an\u00fancio de que seria M\u00e3e de Deus na obedi\u00eancia da sua dedica\u00e7\u00e3o (cf. Lc 1, 38). Ao visitar Isabel, elevou o seu c\u00e2ntico de louvor ao Alt\u00edssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1, 46-55). Com alegria e trepida\u00e7\u00e3o, deu \u00e0 luz o seu Filho unig\u00e9nito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lc 2, 6-7). Confiando em Jos\u00e9, seu Esposo, levou Jesus para o Egipto a fim de O salvar da persegui\u00e7\u00e3o de Herodes (cf. Mt 2, 13-15). Com a mesma f\u00e9, seguiu o Senhor na sua prega\u00e7\u00e3o e permaneceu a seu lado mesmo no G\u00f3lgota (cf. Jo 19, 25-27). Com f\u00e9, Maria saboreou os frutos da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus e, conservando no cora\u00e7\u00e3o a mem\u00f3ria de tudo (cf. Lc 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cen\u00e1culo para receberem o Esp\u00edrito Santo (cf. Act 1, 14; 2, 1-4).<\/p>\n<p>Pela f\u00e9, os Ap\u00f3stolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. Mc 10, 28). Acreditaram nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua Pessoa (cf. Lc 11, 20). Viveram em comunh\u00e3o de vida com Jesus, que os instru\u00eda com a sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida pela qual haveriam de ser reconhecidos como seus disc\u00edpulos depois da morte d\u2019Ele (cf. Jo 13, 34-35). Pela f\u00e9, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16, 15) e, sem temor algum, anunciaram a todos a alegria da ressurrei\u00e7\u00e3o, de que foram fi\u00e9is testemunhas.<\/p>\n<p>Pela f\u00e9, os disc\u00edpulos formaram a primeira comunidade reunida \u00e0 volta do ensino dos Ap\u00f3stolos, na ora\u00e7\u00e3o, na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, pondo em comum aquilo que possu\u00edam para acudir \u00e0s necessidades dos irm\u00e3os (cf. Act 2, 42-47).<\/p>\n<p>Pela f\u00e9, os m\u00e1rtires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar at\u00e9 ao dom maior do amor com o perd\u00e3o dos seus pr\u00f3prios perseguidores.<\/p>\n<p>Homens e mulheres<\/p>\n<p>Pela f\u00e9, homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em simplicidade evang\u00e9lica a obedi\u00eancia, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que n\u00e3o tarda a vir. Pela f\u00e9, muitos crist\u00e3os se fizeram promotores de uma ac\u00e7\u00e3o em prol da justi\u00e7a, para tornar palp\u00e1vel a palavra do Senhor, que veio anunciar a liberta\u00e7\u00e3o da opress\u00e3o e um ano de gra\u00e7a para todos (cf. Lc 4, 18-19).<\/p>\n<p>Pela f\u00e9, no decurso dos s\u00e9culos, homens e mulheres de todas as idades, cujo nome est\u00e1 escrito no Livro da vida (cf. Ap 7, 9; 13, 8), confessaram a beleza de seguir o Senhor Jesus nos lugares onde eram chamados a dar testemunho do seu ser crist\u00e3o: na fam\u00edlia, na profiss\u00e3o, na vida p\u00fablica, no exerc\u00edcio dos carismas e minist\u00e9rios a que foram chamados.<\/p>\n<p>Pela f\u00e9, vivemos tamb\u00e9m n\u00f3s, reconhecendo o Senhor Jesus vivo e presente na nossa vida e na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Bento XVI. Excerto do n.\u00ba 10 e n.\u00ba 13 da carta apost\u00f3lica \u201cA Porta da F\u00e9\u201d. Intert\u00edtulos da responsabilidade do CV<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No princ\u00edpio \u00e9 a busca N\u00e3o podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, h\u00e1 muitas pessoas que, embora n\u00e3o reconhecendo em si mesmas o dom da f\u00e9, todavia vivem uma busca sincera do sentido \u00faltimo e da verdade definitiva acerca da sua exist\u00eancia e do mundo. 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