{"id":18812,"date":"2011-12-14T10:43:00","date_gmt":"2011-12-14T10:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18812"},"modified":"2011-12-14T10:43:00","modified_gmt":"2011-12-14T10:43:00","slug":"a-nossa-abundancia-fere-aqueles-que-tem-falta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-nossa-abundancia-fere-aqueles-que-tem-falta\/","title":{"rendered":"A nossa abund\u00e2ncia fere aqueles que t\u00eam falta"},"content":{"rendered":"<p>Comunidade <!--more--> Gostei da hom\u00edlia do Sr. P.eFausto, na Missa das 12h00 deste Domingo [4 de Dezembro]. E gostei, n\u00e3o s\u00f3 pela profundidade de seu discurso, mas principalmente porque me deu a certeza de que deveria de algum modo intervir com minha humilde opini\u00e3o em dois processos com demasiados custos para a par\u00f3quia da Gl\u00f3ria. Trata-se do processo de compra de um \u00f3rg\u00e3o de tubos e do processo de instala\u00e7\u00e3o de vitrais, ambos para a S\u00e9 de Aveiro. Pela entrevista que li neste jornal, na sua edi\u00e7\u00e3o de 23 de Novembro \u00faltimo, o pr\u00f3prio Sr. P.e Fausto assume que o valor dos vitrais ser\u00e1 sempre superior a \u20ac 300.000 (trezentos mil euros), e que esse valor \u00e9 quase que certo que ter\u00e1 que ser inteiramente suportado pela Par\u00f3quia, uma vez que a possibilidade de qualquer financiamento exterior a esta est\u00e1 j\u00e1 praticamente exclu\u00edda. Por outro lado, faz quest\u00e3o de dotar o templo de um \u00f3rg\u00e3o de tubos, n\u00e3o se contentando com a repara\u00e7\u00e3o do j\u00e1 existente (pe\u00e7a de valor e antiga), que s\u00f3 por si j\u00e1 custaria para cima de \u20ac 146.000 (cento e quarenta e seis mil euros) [nota da redac\u00e7\u00e3o: o valor est\u00e1 contemplado no projecto Rota das Catedrais], mas querendo mesmo adquirir um novo, que, segundo as suas pr\u00f3prias palavras, custar\u00e1 \u201cna ordem das centenas de milhares de euros\u201d.<\/p>\n<p>Confesso que fiquei assustado com os valores envolvidos (assim sendo, j\u00e1 muito pr\u00f3ximos, com certeza, do milh\u00e3o de euros), e mais ainda quando, \u00e0 pergunta do entrevistador, se a par\u00f3quia teria dinheiro suficiente para tudo isto, o Sr. P.e Fausto responde que \u201cn\u00e3o tem, mas tem que pensar em ter\u201d. \u00c9 que n\u00e3o estamos a falar de \u201cpensar em ter\u201d \u20ac 100.000 (cem mil euros), quantia que j\u00e1 seria avultada!<\/p>\n<p>Estes gastos j\u00e1 seriam, s\u00f3 pelo valor em causa, de obrigar a um estudo muito detalhado das possibilidades efetivas de virem a ser pagos, para mais numa \u00e9poca dif\u00edcil para todos os paroquianos, e para os portugueses em geral. Mas essa obriga\u00e7\u00e3o ainda se imp\u00f5e mais pelo facto de que se trata da compra de algo que poucas par\u00f3quias t\u00eam, de algo com cuja aus\u00eancia se passou bem at\u00e9 agora, de algo impens\u00e1vel em igrejas em \u00c1frica, na \u00c1sia, ou na Am\u00e9rica Latina. Ao contr\u00e1rio das nossas igrejas, aqui na Europa, aquelas est\u00e3o despojadas de qualquer luxo, mas repletas de gente, e com graves dificuldades materiais, quase todas absolutamente essenciais para a viv\u00eancia espiritual e religiosa dos crentes, como acontece em muitas par\u00f3quias em que os templos metem \u00e1gua pelo telhado e\/ou n\u00e3o t\u00eam salas para catequese, ou, pior ainda, como acontece em demasiadas, em que os padres, para al\u00e9m de cumprir com suas obriga\u00e7\u00f5es religiosas, t\u00eam que trabalhar noutra actividade para se sustentar. Com que coragem vai a par\u00f3quia da Gl\u00f3ria, e todos n\u00f3s, avan\u00e7ar para este tipo de gastos , quando todos sabemos disto? Estando os olhos do mundo atualmente focados aqui, na Europa, pela crise que atravessa, vamos difundir uma ideia errada de abund\u00e2ncia, e uma ideia que vai com certeza ferir os nossos irm\u00e3os que passam graves dificuldades. \u00c9 que, como dizia o Sr. P.e Fausto em sua homilia, \u201ca nossa abund\u00e2ncia fere aqueles que t\u00eam falta\u201d!<\/p>\n<p>Pe\u00e7o a Deus que inspire o Sr. P.e Fausto a dinamizar a nossa comunidade, sem necessidade de gastar tanto dinheiro, mas conseguindo reunir \u00e0 sua volta o rebanho que lhe foi confiado, para trabalhar com verdadeira alegria crist\u00e3 para o Reino.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Freitas Pires, <\/p>\n<p>Aveiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-18812","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18812","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18812"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18812\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}