{"id":18860,"date":"2011-12-21T10:50:00","date_gmt":"2011-12-21T10:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18860"},"modified":"2011-12-21T10:50:00","modified_gmt":"2011-12-21T10:50:00","slug":"o-maior-e-o-mais-importante-jornal-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-maior-e-o-mais-importante-jornal-de-portugal\/","title":{"rendered":"O maior e o mais importante jornal de Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Indiscutivelmente, O GAIATO. Eu, leitor de muitos jornais, n\u00e3o tenho d\u00favidas em o afirmar. Riam-se de mim, chamem-me tolo. Sei o que digo e porque o digo. \u00c9 a minha opini\u00e3o, tenho liberdade para a exprimir. Chega. Quem me ler saber\u00e1 ler para al\u00e9m do que escrevi. <\/p>\n<p>Porqu\u00ea o maior e o mais importante dos jornais que se publicam? Porque nele tudo \u00e9 vida, tudo amor aos outros, tudo sinal de esperan\u00e7a, tudo a olhar o maior bem dos mais pequenos, dos mais pobres, dos menos amados. Tudo a desinstalar os que a\u00ed, assim se encontram. Tudo para os crist\u00e3os, a gritar que o que n\u00e3o \u00e9 amor efectivo \u00e9 palha. Mesmo para outros, para que venha ao de cima o que de bom t\u00eam l\u00e1 dentro.<\/p>\n<p>Quatro p\u00e1ginas apenas. Tudo para ser lido, do princ\u00edpio ao fim. Por ali passa, em cada n\u00famero, a mem\u00f3ria viva de Pai Am\u00e9rico. N\u00e3o como recorda\u00e7\u00e3o nost\u00e1lgica, mas como fonte inspiradora dos que continuam a sua obra, com igual amor e dedica\u00e7\u00e3o. Por ali passa a heroicidade de vidas que, h\u00e1 dezenas de anos, sem folgas, nem f\u00e9rias, vivem com alegria a procura de resposta para o que falta. Vida her\u00f3ica as daqueles Padres da Rua, gastos num trabalho, a tempo inteiro, que s\u00f3 Deus sabe ler e recompensar. Por ali passa o Evangelho vivo e inc\u00f3modo, interpelador e convidativo. Com crian\u00e7as que souberam o que era a rua e a falta de amor e carinho, com deficientes que v\u00e3o descobrindo, por cont\u00e1gio de quem vive com eles, que a vida tem sentido e por isso tem valor. Por ali passam os milagres que a Provid\u00eancia opera em Set\u00fabal, em Miranda do Corvo, em Pa\u00e7o de Sousa, em Malange, em Benguela, no Maputo e, sobretudo, no Calv\u00e1rio (em Beire, Paredes), a casa do milagre maior.<\/p>\n<p>Tiragem de Novembro: 46.350 exemplares. Venda ao p\u00fablico: 0,33 c\u00eantimos cada jornal. A quem ser\u00e1 isto indiferente?<\/p>\n<p>Quatro p\u00e1ginas! Para qu\u00ea mais? Jornal n\u00e3o \u00e9 papel, muito papel com letras. O seu valor n\u00e3o est\u00e1 em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero de p\u00e1ginas e do seu peso, que, por vezes, \u00e9 tanto que j\u00e1 precisa de saco.<\/p>\n<p>Jornal de verdade, \u00e9 ele uma mensagem viva. \u00c9 tra\u00e7o de uni\u00e3o. \u00c9 apelo solid\u00e1rio. \u00c9 despertador do cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 conciliador de diferen\u00e7as. \u00c9 mostru\u00e1rio de chagas, sem humilhar os chagados. \u00c9 instrumento de paz, de progresso humano, de rela\u00e7\u00f5es fraternas. O GAIATO \u00e9 tudo isto, desde os tempos do Padre Am\u00e9rico. Continua a ser isso mesmo sem perigo de se desvirtuar. Nele escreve apenas gente da Casa, fiel ao esp\u00edrito de sempre, com respeito total pelas pessoas, por cada pessoa e pela vida concreta, com a beleza de quem d\u00e1 e sente, de quem recebe e agradece.<\/p>\n<p>Quem o faz n\u00e3o procura louros. Serve pessoas, acorda a sociedade, fala de fraternidade, procura que o amor ven\u00e7a, sempre e em tudo. Pede, mas n\u00e3o para si. Mostra problemas, que n\u00e3o os seus pessoais, mas dos que lhe andam colados ao cora\u00e7\u00e3o, por motivo da miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Deitar fora O GAIATO depois de o ler \u00e9 uma profana\u00e7\u00e3o e uma omiss\u00e3o grave. Outros podem ser inquietados com a sua leitura? Pois que o sejam. Foi assim que eu o conheci, que lhe ganhei amor, que o espero e recebo com alegria, o leio h\u00e1 cinquenta anos. Tudo, porque quem o assinava, tinha o cuidado de o p\u00f4r na minha e nas nossas m\u00e3os de jovens sonhadores. <\/p>\n<p>N\u00e3o sei se este grande jornal chega aos minist\u00e9rios e aos servi\u00e7os do Estado, mormente aos sociais. Era bom que chegasse e, em cada dia, o trabalho se iniciasse com uns minutos breves do que nele se diz. Tudo seria diferente. Os minist\u00e9rios n\u00e3o fazem milagres, mas o amor f\u00e1-los todos os dias. Matar ou desconhecer o amor \u00e9, de todas as pobrezas, a maior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Indiscutivelmente, O GAIATO. Eu, leitor de muitos jornais, n\u00e3o tenho d\u00favidas em o afirmar. Riam-se de mim, chamem-me tolo. Sei o que digo e porque o digo. \u00c9 a minha opini\u00e3o, tenho liberdade para a exprimir. Chega. Quem me ler saber\u00e1 ler para al\u00e9m do que escrevi. 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