{"id":18905,"date":"2012-01-04T18:02:00","date_gmt":"2012-01-04T18:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18905"},"modified":"2012-01-04T18:02:00","modified_gmt":"2012-01-04T18:02:00","slug":"2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/2012\/","title":{"rendered":"2012"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Ei-lo.<\/p>\n<p>Que saudades de um ano bissexto. N\u00e3o sei porqu\u00ea mas \u00e9 agrad\u00e1vel pensar que este ano \u00e9 maior; \u00e9 o ano, como todos os bissextos, em que acertamos as contas com os anteriores. Aqueles 365 dias e seis horas\u2026 deixam sempre em aberto qualquer coisa.<\/p>\n<p>Como \u00e9 preciso recuperar o tempo perdido, nada melhor que um ano um pouco maior. Com menos feriados e mais um dia, agora \u00e9 que vamos mudar isto!<\/p>\n<p>O bissexto desde a sua origem que tem gerado mudan\u00e7a. Reporto algumas curiosidades e elementos hist\u00f3ricos. <\/p>\n<p> O termo bissexto foi introduzido pelos Romanos. Nos \u00faltimos tempos da monarquia, por volta do s\u00e9culo VI a.C., adotaram um calend\u00e1rio baseado nas mudan\u00e7as de fase da Lua, com 355 dias distribu\u00eddos em 12 meses. O ano come\u00e7ava em Mar\u00e7o, nome que provem do deus da guerra Marte; neste m\u00eas come\u00e7a a primavera no hemisf\u00e9rio norte, uma \u00f3tima \u00e9poca para iniciar campanhas militares, e terminava em janeiro, sendo que os meses tinham 29 ou 30 dias. Fevereiro era considerado de mau agouro e ficou com apenas 28 dias; o nome provem do latim Februarius, inspirado em Februus, deus da morte e da purifica\u00e7\u00e3o na mitologia etrusca. <\/p>\n<p>Mas, durante o Imp\u00e9rio, em 46 a.C., sob o governo de J\u00falio C\u00e9sar, houve uma mudan\u00e7a significativa: o calend\u00e1rio passou a basear-se no ciclo solar. Os meses, ent\u00e3o, mudaram todos para 30 ou 31 dias, somando 365 dias e 6 horas (ou 365,25 dias). Assim, a cada quatro anos as horas excedentes somariam um dia extra de 24 horas, que precisava ser acrescentado ao calend\u00e1rio.<\/p>\n<p>A origem da express\u00e3o bissexto est\u00e1 na consequ\u00eancia da ado\u00e7\u00e3o do Calend\u00e1rio Juliano, em 45 a.C. quando J\u00falio C\u00e9sar fez v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es no irregular Calend\u00e1rio Romano, de Numa Pompilio. Acrescentou dois meses Unodecembris e Duodecembris ao ano, deslocando assim Januarius e Februarius para o in\u00edcio do ano. Fixou os dias dos meses numa sequ\u00eancia de 31, 30, 31, 30\u2026 de Januarius a Duodecembris (Duodecembris com 30 dias), \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de Februarius que ficou com 29 dias e que, a cada tr\u00eas anos, seria de 30 dias.<\/p>\n<p>Dividiam o m\u00eas em Calendas, Nonos e Idos. Eram tr\u00eas dias fixos. As calendas eram o primeiro dia de cada m\u00eas quando ocorria a Lua nova. \u00c9 desta palavra que surge o termo calend\u00e1rio e a express\u00e3o calendas gregas, representando um dia que jamais chegar\u00e1, pois era inexistente no calend\u00e1rio grego.<\/p>\n<p>As nonas eram o quinto ou s\u00e9timo dia, de acordo com o m\u00eas (de trinta ou trinta e um dias). E os idos, o 13.\u00ba ou 15.\u00ba dia, pelas mesmas raz\u00f5es. Dos idos \u00e9 que prov\u00e9m a express\u00e3o \u201cnos idos de setembro\u201d para expressar uma data para a segunda metade do m\u00eas.<\/p>\n<p>Ao passar dos Idos e chegar pr\u00f3ximo ao final do m\u00eas faziam-no em linguagem regressiva referindo \u201cfaltam 6 dias para as calendas de Mar\u00e7o\u201d (\u201cAnte die VI (sextum) Kalendas Martias\u201d), \u201cfaltam 5 dias para as calendas de Mar\u00e7o\u201d, porque popularmente mantinha-se a refer\u00eancia pelas fases da Lua.<\/p>\n<p>Com esta forma de contagem, e n\u00e3o pela numeral sequencial que hoje usamos, nestes anos de 366 dias, o tal dia extra era normalmente inserido ap\u00f3s o dia 24 de fevereiro, isto \u00e9, 6 dias antes das calendas de Mar\u00e7o, o m\u00eas de Februarius teria ent\u00e3o dois dias (bis)  antes do sexto, que antecedia as Calendas de Mar\u00e7o, ou seja,  \u201cbis sextum\u201d, era o m\u00eas do bissexto, que o Calend\u00e1rio Gregoriano (desde o s\u00e9culo XVI), que hoje usamos, atribui ao ano no seu todo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-18905","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18905"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18905\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}