{"id":18924,"date":"2012-01-04T18:10:00","date_gmt":"2012-01-04T18:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18924"},"modified":"2012-01-04T18:10:00","modified_gmt":"2012-01-04T18:10:00","slug":"um-ciclo-que-termina-e-outro-que-se-inicia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-ciclo-que-termina-e-outro-que-se-inicia\/","title":{"rendered":"Um ciclo que termina e outro que se inicia"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 trinta anos que escrevo, semanalmente, no Correio do Vouga. Apenas neste jornal. Muitos outros publicam o meu artigo: cinco di\u00e1rios e mais de uma dezena de seman\u00e1rios e quinzen\u00e1rios. Uns cada semana, outros segundo o interesse do tema, a pensar nos seus leitores habituais. Nunca pedi para que publicassem. Nunca impedi, nem pus condi\u00e7\u00f5es, quando sei que o fazem. Publicado a primeira vez, o texto logo deixa de ser meu. <\/p>\n<p>S\u00e3o muitas centenas de t\u00edtulos seleccionados por temas, recolhidos agora em quatro volumes (o quarto est\u00e1 a caminho da editora) com o t\u00edtulo comum de \u201cA vida tamb\u00e9m se l\u00ea\u201d. Todos escritos com a preocupa\u00e7\u00e3o de lan\u00e7ar a luz do Evangelho, mesmo n\u00e3o o citando, sobre factos da vida e tirar destes a riqueza que comportam.<\/p>\n<p>Passados trinta anos, \u00e9 tempo de fechar este ciclo, que s\u00f3 durou tanto porque assim o exigiu o jornal e muitos dos meus leitores e amigos. Tenho consci\u00eancia de que h\u00e1 sempre gente, gente a mais, que n\u00e3o gosta de ler o que faz pensar e se perde nas banalidades que por a\u00ed abundam. Tamb\u00e9m isso me ajudou a n\u00e3o desistir.<\/p>\n<p>Nunca fiz publicidade destes livros, com preju\u00edzo para o editor. Penso, agora, numa forma diferente de lan\u00e7ar o quarto volume, tamb\u00e9m como modo de dar a conhecer os volumes anteriores.<\/p>\n<p>Vou continuar a escrever, at\u00e9 que Deus queira. Inicio, por\u00e9m, um novo ciclo que, durante todo este ano, ser\u00e1 dedicado ao Concilio Vaticano II, uma vez que se celebram os 50 anos do seu come\u00e7o e muitos crist\u00e3os dele n\u00e3o sabem sen\u00e3o algumas franjas, importantes, mas n\u00e3o tanto que dispensem de ir mais longe. Ser\u00e3o artigos em estilo jornal\u00edstico, o que quer dizer, sem especial erudi\u00e7\u00e3o, escritos de modo a que os leitores entendam, escritos simples e claros para que todos se informem e esclare\u00e7am se assim o desejarem.<\/p>\n<p>O Conc\u00edlio Vaticano II, o maior acontecimento da Igreja no s\u00e9culo XX, com voca\u00e7\u00e3o para continuar, dadas as linhas de renova\u00e7\u00e3o que comporta e aponta, ainda n\u00e3o chegou ao povo. E muitos dos que dele devem beber todos os dias, j\u00e1 arrumaram, qui\u00e7\u00e1, os seus documentos na prateleira, se \u00e9 que ainda sabem onde eles se encontram.<\/p>\n<p>Porque me d\u00f3i esta situa\u00e7\u00e3o, vou tentar levar o Conc\u00edlio aos leitores. Seja para confirmarem o que sabem e por onde caminham, seja para acordar novos e velhos, para caminhos de esperan\u00e7a e rumos novos de ac\u00e7\u00e3o. N\u00e3o deixarei de andar a olhar a rua, nem de levantar os p\u00e9s no ch\u00e3o, pois a\u00ed se passa tudo o que pode dar sentido e valor \u00e0 nossa vida.<\/p>\n<p>Se neste novo ciclo, que ir\u00e1 ocupar todo o ano de 2012, conseguir que seja reposto um direito do povo crist\u00e3o e que muitos n\u00e3o crist\u00e3os possam olhar a Igreja com novos olhos, dar-me-ei por compensado, tornando assim mais \u00fatil o meu tempo de bispo em\u00e9rito, que n\u00e3o \u00e9 nem de reformado, nem de instalado. S\u00f3 se pode olhar com esperan\u00e7a o fim inevit\u00e1vel, quando se d\u00e1 valor ao presente que se vive.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 trinta anos que escrevo, semanalmente, no Correio do Vouga. Apenas neste jornal. Muitos outros publicam o meu artigo: cinco di\u00e1rios e mais de uma dezena de seman\u00e1rios e quinzen\u00e1rios. Uns cada semana, outros segundo o interesse do tema, a pensar nos seus leitores habituais. Nunca pedi para que publicassem. 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