{"id":18965,"date":"2012-01-04T18:07:00","date_gmt":"2012-01-04T18:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18965"},"modified":"2012-01-04T18:07:00","modified_gmt":"2012-01-04T18:07:00","slug":"um-novo-itinerario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-novo-itinerario\/","title":{"rendered":"Um novo itiner\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Justi\u00e7a e Paz <!--more--> No in\u00edcio de um novo itiner\u00e1rio social e econ\u00f3mico, o ano 2012, somos interpelados, logo no primeiro dia, a viver o 1 de janeiro como o Dia Mundial da Paz.<\/p>\n<p>Inicialmente designado por Dia da Paz foi criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem datada do dia 8 de dezembro de 1967, para que o primeiro fosse celebrado sempre no primeiro dia do ano civil (1 de janeiro), a partir de 1968: \u201cDirigimo-nos a todos os homens de boa vontade, para os exortar a celebrar o \u00abDia da Paz \u00bb, em todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de Janeiro de 1968. Desejar\u00edamos que depois, cada ano, esta celebra\u00e7\u00e3o se viesse a repetir, como aug\u00fario e promessa, no in\u00edcio do calend\u00e1rio que mede e tra\u00e7a o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e ben\u00e9fico equil\u00edbrio, a dominar o processar-se da hist\u00f3ria no futuro.\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas elementos fundamentais que podem ajudar na leitura deste \u201cp\u00f3rtico\u201d de 2012 que urge reorientar, dar nova express\u00e3o, definir de outro modo na economia, nas estruturas sociais, nas pol\u00edticas nacionais e locais.<\/p>\n<p>Primeiro a inten\u00e7\u00e3o no momento fundacional, o dia da Paz.<\/p>\n<p>O que ocorre com maior evid\u00eancia \u00e9 o desastre que os povos t\u00eam provocado. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que a minoria das classes mais abastadas e dirigentes n\u00e3o entendam que est\u00e3o a semear as sementes do seu pr\u00f3prio fim. Ou se reparte com a justi\u00e7a o que \u00e9 de todos ou estas sementes de guerra (o pessimismo, a pobreza, a falta de esperan\u00e7a, a mobilidade das pessoas, a fome) v\u00e3o abrir ainda mais o fosso onde todos, pela globaliza\u00e7\u00e3o, seremos submersos.<\/p>\n<p>Um segundo elemento que importa sobrevalorizar \u00e9 a clarivis\u00e3o do Papa Bento XVI na mensagem para este dia 1 de Janeiro, EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTI\u00c7A E A PAZ.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de um apelo \u00e0 a\u00e7\u00e3o sobranceira dos educadores, formais e informais, \u00e9 um grito para o mundo dar \u00e0s gera\u00e7\u00f5es jovens o que lhes pertence: futuro. Os jovens t\u00eam direito a viver e a viver melhor que as gera\u00e7\u00f5es dos seus pais, t\u00eam direito a nascerem livres! Hoje, ao esgotar os recursos econ\u00f3micos e sociais dos mais velhos, as finan\u00e7as do mundo transformaram a humanidade noutro rosto da escravatura do S\u00e9c XXI, a come\u00e7ar pelos jovens, endividados antes de serem gerados.<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 relevante considerar a distin\u00e7\u00e3o que o Parlamento Europeu e a Comiss\u00e3o Europeia d\u00e3o a 2012 ao declararem-no como o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre as Gera\u00e7\u00f5es; pretendendo contribuir para promover uma cultura de envelhecimento ativo na Europa convocando valores europeus como a solidariedade, a n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o, a independ\u00eancia, a participa\u00e7\u00e3o, a dignidade, os cuidados e a autorrealiza\u00e7\u00e3o das pessoas idosas, concorrendo para o desenvolvimento harmonioso das sociedades europeias.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m uma oportunidade para refletir sobre os efeitos do envelhecimento demogr\u00e1fico e sensibilizar os decisores pol\u00edticos e a sociedade para o que a maior longevidade pode trazer, nas \u00e1reas do emprego, cuidados de sa\u00fade, servi\u00e7os sociais, educa\u00e7\u00e3o de adultos, voluntariado, habita\u00e7\u00e3o, novas tecnologias, mobilidade; a valiosa contribui\u00e7\u00e3o das pessoas idosas na sociedade.<\/p>\n<p>O ano que agora surge, cruzados estes tr\u00eas elementos, exige ter de ser o in\u00edcio do ciclo da verdade, da transpar\u00eancia, do equil\u00edbrio a todos os n\u00edveis que as v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os necessitam. Porque s\u00f3 haver\u00e1 paz, desenvolvimento, se houver pessoas em paz e com perspetivas de desenvolvimento. Sem isto, passaremos \u00e0 insolv\u00eancia, \u00e0 insustentabilidade. Porque tudo o resto, de nefasto, j\u00e1 est\u00e1 \u00e0 nossa porta!<\/p>\n<p>Manuel Oliveira de Sousa<\/p>\n<p>Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Justi\u00e7a e Paz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-18965","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18965\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}