{"id":19055,"date":"2012-01-25T16:09:00","date_gmt":"2012-01-25T16:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19055"},"modified":"2012-01-25T16:09:00","modified_gmt":"2012-01-25T16:09:00","slug":"a-memoria-da-menina-gloria-irma-do-padre-pinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-memoria-da-menina-gloria-irma-do-padre-pinho\/","title":{"rendered":"\u00c0 mem\u00f3ria da Menina Gl\u00f3ria, irm\u00e3 do Padre Pinho"},"content":{"rendered":"<p>Maria da Gl\u00f3ria Martins de Pinho 1928-2012 <!--more--> Deus foi servido de chamar \u00e0 sua divina presen\u00e7a, no passado dia 14 de janeiro, depois de 83 anos de vida, Maria da Gl\u00f3ria Martins de Pinho, mais conhecida por \u201cMenina Gl\u00f3ria\u201d, como era tratada nesta vila de Sever do Vouga.<\/p>\n<p>Depois da ordena\u00e7\u00e3o do irm\u00e3o, o falecido Padre Joaquim Martins de Pinho, e desde que este passou a paroquiar diversas freguesias, nunca mais o abandonou. Deixou a restante fam\u00edlia e a sua terra natal e sempre o acompanhou e auxiliou no seu m\u00fanus pastoral.<\/p>\n<p>Lembro-me de todas as vezes que eu ia \u00e0 Missa da manh\u00e3, \u00e0s 7 horas de domingo, l\u00e1 estava ela a alegrar a celebra\u00e7\u00e3o cantando.<\/p>\n<p>Enquanto p\u00f4de, e foram mais de 40 anos, teve a seu cargo a ornamenta\u00e7\u00e3o e a limpeza da Igreja Matriz de Sever do Vouga. Serviu e confecionou na resid\u00eancia paroquial muitas e muitas refei\u00e7\u00f5es a bispos e padres.<\/p>\n<p>No passado domingo [15 de janeiro], pelas 08h30, o seu corpo foi levantado da Capela de S\u00e3o Br\u00e1s, onde estava em c\u00e2mara ardente, para estar \u00e0s 09h00, na Igreja de Dornelas para uma simples celebra\u00e7\u00e3o da Palavra, presidida unicamente pelo p\u00e1roco da freguesia, finda a qual foi a inumar em jazigo da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Sei que o funeral coincidiu com o domingo e que deveria haver celebra\u00e7\u00f5es, leil\u00f5es ou outros servi\u00e7os mais importantes. Mas ao acompanhar a Menina Gl\u00f3ria \u00e0 sua \u00faltima morada fiquei triste, desalentado, perturbado e amargurado ao assistir ao funeral de uma pessoa que tanto trabalhou para a Igreja e foi quase esquecida.<\/p>\n<p>Para os que n\u00e3o creem, um funeral \u00e9 apenas e s\u00f3 entregar a terra \u00e0 terra, o p\u00f3 ao p\u00f3 ou a cinza \u00e0 cinza (se for cremado); mas para os crentes, \u201ca vida n\u00e3o acaba, apenas se transforma\u201d, e um funeral dever\u00e1 ser algo mais, al\u00e9m de ser uma obra de miseric\u00f3rdia, lembremo-nos do que nos dizia S. Paulo na Eucaristia neste domingo (15): \u201cO vosso corpo \u00e9 templo do Esp\u00edrito Santo, que habita em v\u00f3s e vos foi dado por Deus (l Cor 6,19).<\/p>\n<p>N\u00e3o desejo fazer compara\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m n\u00e3o pensava em assistir a um funeral com celebra\u00e7\u00f5es das ex\u00e9quias \u201cpresididas pelo Bispo de Aveiro, D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, acompanhado por mais de seis dezenas de sacerdotes\u201d, como li no Correio do Vouga de 4 de janeiro [relativamente ao funeral de um di\u00e1cono permanente], mas gostaria de ver um representante do nosso Bispo e tamb\u00e9m algum sacerdote da diocese que ainda se lembrasse do Padre Pinho e desejasse fazer uma homenagem \u00e0 irm\u00e3, com a sua presen\u00e7a.    <\/p>\n<p>Creio, no entanto, n\u00e3o ser injusto ao afirmar que a Menina Gl\u00f3ria merecia um funeral a outra hora, mais digno e mais concorrido, porque ela entregou a sua vida \u00e0 Igreja e a Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Por tudo o que a Menina Gl\u00f3ria fez e trabalhou pela Igreja e pela par\u00f3quia de Sever do Vouga, o meu simples mas sentido muito obrigado e que o Senhor j\u00e1 lhe tenha dito: \u201cVinde, benditos de meu Pai, recebei em heran\u00e7a o Reino que vos est\u00e1 preparado desde a cria\u00e7\u00e3o do mundo\u201d (Mt 25, 34).<\/p>\n<p>Am\u00e9rico Pinto Leit\u00e3o, <\/p>\n<p>Sever do Vouga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria da Gl\u00f3ria Martins de Pinho 1928-2012<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-19055","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19055\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}