{"id":19057,"date":"2011-01-05T15:57:00","date_gmt":"2011-01-05T15:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19057"},"modified":"2011-01-05T15:57:00","modified_gmt":"2011-01-05T15:57:00","slug":"encerrar-lares-sem-sobranceria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/encerrar-lares-sem-sobranceria\/","title":{"rendered":"Encerrar lares&#8230; Sem sobranceria"},"content":{"rendered":"<p>De vez em quando, surgem not\u00edcias sobre encerramentos de lares privados, tendo como utentes  pessoas idosas ou outras. Para nos situarmos nesta quest\u00e3o, h\u00e1 que ponderar os v\u00e1rios tipos de lares privados existentes. Muito simplificadamente, diremos que se distinguem, pelo menos, cinco tipos, na  perspectiva da qualidade e do custo para os utentes: os lares caros e super-caros, presumindo-se que, em geral, cumprem a legisla\u00e7\u00e3o; os de pre\u00e7os m\u00e9dios, cumpridores da legisla\u00e7\u00e3o; os de pre\u00e7os m\u00e9dios, n\u00e3o cumpridores; os mais baratos, cumpridores; e os mais baratos, n\u00e3o cumpridores da legisla\u00e7\u00e3o. Entre os n\u00e3o cumpridores, distinguem-se: os que disp\u00f5em de condi\u00e7\u00f5es dignas mas, por qualquer motivo, n\u00e3o obtiveram ainda a autoriza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria; os que n\u00e3o re\u00fanem essas condi\u00e7\u00f5es, mas prporcionam o m\u00ednimo de dec\u00eancia; e os que n\u00e3o as proporcionam. Estes \u00faltimos s\u00e3o designados por \u00abclandestinos\u00bb. Em todos os lares, sobretudo nos de mais baixo custo, o humanismo dos\/as propriet\u00e1rios\/as, dirigentes e demais trabalhadores\/as \u00e9 determinante para a qualidade do servi\u00e7o prestado e para a imagem no meio envolvente.<\/p>\n<p>Os utentes dos lares mais baratos e ilegais, encontram-se triplamente prejudicados em rela\u00e7\u00e3o aos outros: n\u00e3o beneficiam, em geral, de comparticipa\u00e7\u00e3o da Seguran\u00e7a Social; recebem cuidados de menor qualidade; e sofrem as consequ\u00eancias da imagem p\u00fablica desfavor\u00e1vel. O preju\u00edzo configura-se muito mais grave quando se comparam os utentes \u00abgrandes dependentes\u00bb, idosos ou n\u00e3o, com os utentes das \u00abunidades de cuidados continuados\u00bb; nestas unidades, verificam-se, em princ\u00edpio, condi\u00e7\u00f5es de excel\u00eancia sem encargos excessivos para os utentes. <\/p>\n<p>Que linhas de ac\u00e7\u00e3o se podem recomendar para a atenua\u00e7\u00e3o de t\u00e3o graves injusti\u00e7as, desigualdades e mal-estar? &#8211; Talvez pelo menos quatro: o acompanhamento cooperante destes lares pelos servi\u00e7os da Seguran\u00e7a Social; o co-financiamento, pela mesma Seguran\u00e7a Social, das mensalidades dos utentes necessitados; a participa\u00e7\u00e3o do associativismo dos lares na procura de solu\u00e7\u00f5es; e a coopera\u00e7\u00e3o do voluntariado de proximidade. Estas linhas ser\u00e3o objecto de aten\u00e7\u00e3o  em pr\u00f3ximos artigos. Afirme-se no entanto, desde j\u00e1, que a responsabilidade do Estado, da sociedade e de todos n\u00f3s \u00e9 maior que a de muitos lares sem condi\u00e7\u00f5es; alguns deles procuram prestar servi\u00e7os t\u00e3o baratos e dignificantes quanto poss\u00edvel, enquanto a ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e solid\u00e1ria os menospreza sobranceiramente e n\u00e3o oferece alternativas suficientes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De vez em quando, surgem not\u00edcias sobre encerramentos de lares privados, tendo como utentes pessoas idosas ou outras. Para nos situarmos nesta quest\u00e3o, h\u00e1 que ponderar os v\u00e1rios tipos de lares privados existentes. 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