{"id":19096,"date":"2011-01-26T10:30:00","date_gmt":"2011-01-26T10:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19096"},"modified":"2011-01-26T10:30:00","modified_gmt":"2011-01-26T10:30:00","slug":"faltam-empregos-e-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/faltam-empregos-e-trabalhadores\/","title":{"rendered":"Faltam empregos&#8230; E trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 evidente que faltam empregos; as taxas de desemprego atestam-no claramente e, se pensarmos em empregos de qualidade, a falta apresenta-se ainda mais grave. Ao mesmo tempo, algumas empresas e outras entidades empregadoras queixam-se da falta de trabalhadores para os seus postos de trabalho. Este desajustamento entre a procura e a oferta de emprego \u00e9 cl\u00e1ssico, e faz parte integrante da hist\u00f3ria da economia; para ele contribuem in\u00fameros factores relativos, por exemplo, as qualifica\u00e7\u00f5es profissionais, remunera\u00e7\u00f5es, outras condi\u00e7\u00f5es de trabalho, dist\u00e2ncias geogr\u00e1ficas entre as resid\u00eancias dos trabalhadores e as localiza\u00e7\u00f5es dos postos de trabalho&#8230;.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o actual acha-se fortemente agravada em consequ\u00eancia, especialmente, de tr\u00eas factores: a competitividade econ\u00f3mica desenfreada, pouco favor\u00e1vel \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de \u00abbons empregos\u00bb em n\u00famero suficiente; o crescimento das aspira\u00e7\u00f5es laborais acima da evolu\u00e7\u00e3o da economia; e a insufici\u00eancia de di\u00e1logo entre as realidades em presen\u00e7a &#8211; nomeadamente entre os trabalhadores e os empregadores, entre a escola e a economia, entre o Estado e os demais parceiros sociais, entre a ac\u00e7\u00e3o social e a economia&#8230; Daqui tem resultado um ambiente de pessimismo generalizado sobre a possibilidade de solu\u00e7\u00e3o dos problemas de desemprego. O pessimismo \u00e9 perfeitamente compreens\u00edvel, mas n\u00e3o se justifica rendermo-nos a ele porque existem realidades e possibilidades que apontam noutro sentido. <\/p>\n<p>Uma realidade \u00f3bvia, e pouco reconhecida, consiste no facto de os trabalhadores, na sua grande maioria, se encontrarem empregados; e, dentro destes, \u00e9  prov\u00e1vel que a maioria se encontre em empregos relativamente bons. Tamb\u00e9m faz parte da realidade o facto de todos os dias se criarem novos empregos, embora n\u00e3o compensem os que se v\u00e3o perdendo. Quanto a possibilidades para o futuro, deparam-se-nos v\u00e1rias tend\u00eancias favor\u00e1veis, tais como: A eleva\u00e7\u00e3o das qualifica\u00e7\u00f5es; novos dinamismos empresariais e a persist\u00eancia dos tradicionais; novos mercados abertos pela globaliza\u00e7\u00e3o, apesar do refor\u00e7o da competitividade&#8230; Al\u00e9m destas perspectivas favor\u00e1veis, existem v\u00e1rias outras, com realce para as seguintes: O sentido de responsabilidade observado em muitos trabalhadores e empres\u00e1rios, mesmo entre os mais jovens; as potencialidades do di\u00e1logo social, da negocia\u00e7\u00e3o colectiva e da concerta\u00e7\u00e3o no mundo laboral e noutros dom\u00ednios&#8230; A partir daqui podem surgir perspectivas muito animadoras, embora exijam um esfor\u00e7o aturado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 evidente que faltam empregos; as taxas de desemprego atestam-no claramente e, se pensarmos em empregos de qualidade, a falta apresenta-se ainda mais grave. 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