{"id":19097,"date":"2011-01-05T15:58:00","date_gmt":"2011-01-05T15:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19097"},"modified":"2011-01-05T15:58:00","modified_gmt":"2011-01-05T15:58:00","slug":"dois-mil-e-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dois-mil-e-deus\/","title":{"rendered":"Dois mil e Deus"},"content":{"rendered":"<p>OCT\u00c0VIO CARMO<\/p>\n<p>2010 chega ao fim e volta em n\u00f3s este sentimento de impot\u00eancia perante a inexorabilidade do tempo, as tantas expectativas que ficaram por cumprir, as surpresas, o sabor amargo de uma crise que, em muitos momentos, apagou do mapa toda e qualquer boa not\u00edcia que cada dia pudesse trazer consigo.<\/p>\n<p>\u00c9 ainda demasiado cedo para perceber se 2010 ser\u00e1 um ano para a hist\u00f3ria de Portugal, mas \u00e9 j\u00e1 certo que fica na hist\u00f3ria da Igreja Cat\u00f3lica: seja pela presen\u00e7a de Bento XVI entre n\u00f3s, seja pela visibilidade cada vez maior da Igreja Cat\u00f3lica em quest\u00f5es sociais, este ano foi uma esp\u00e9cie de \u201cdois mil e Deus\u201d, como h\u00e1 muito n\u00e3o se via.<\/p>\n<p>Por mais que se procure afastar a religi\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico, a sua presen\u00e7a capilar nas mais diversas \u00e1reas da vida social faz com que surja, quando menos se espera, ainda com mais for\u00e7a.<\/p>\n<p>Esta for\u00e7a torna-se respeitada e admirada quando aplicada em favor dos mais desfavorecidos, dos que n\u00e3o t\u00eam voz, dos esquecidos de uma sociedade demasiado preocupada com \u00abratings\u00bb e mercados para perceber que o maior capital que tem a defender \u00e9 cada pessoa, na sua dignidade.<\/p>\n<p>E agora, preparamo-nos para 2011. Os ciclos que marcam a nossa vida levam a que cada ano novo seja, mais depressa do que n\u00f3s gostar\u00edamos, um ano velho, alvo de balan\u00e7os e de compara\u00e7\u00f5es com outros que, antes deles, nasceram cheios de promessas de um mundo novo.<\/p>\n<p>Procuramos, instintivamente, revisitar os nossos passos, inspeccionar os caminhos por onde and\u00e1mos, rever marcas dos locais e pessoas que nos marcaram, como se isso mudasse o passado e redefinisse o presente. Voltar atr\u00e1s sobre as nossas pegadas n\u00e3o nos regenera, apenas nos afunda. O nosso caminhar pertence ao futuro.<\/p>\n<p>Cada ano corre, inexoravelmente, parecendo igual a todos os outros que o precederam, mas a chave para mudan\u00e7a reside n\u00e3o numa qualquer for\u00e7a c\u00f3smica que nos transcende ou em f\u00f3rmulas m\u00e1gicas, mas dentro de cada um. Para que a impot\u00eancia n\u00e3o nos domine.<\/p>\n<p>Que 2011 chegue em festa, como uma p\u00e1gina em branco que Deus nos coloca diante das m\u00e3os, para preenchermos com as marcas do melhor que existe em n\u00f3s, num momento em que s\u00e3o particularmente importantes a solidariedade e a esperan\u00e7a para uma vida nova.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OCT\u00c0VIO CARMO 2010 chega ao fim e volta em n\u00f3s este sentimento de impot\u00eancia perante a inexorabilidade do tempo, as tantas expectativas que ficaram por cumprir, as surpresas, o sabor amargo de uma crise que, em muitos momentos, apagou do mapa toda e qualquer boa not\u00edcia que cada dia pudesse trazer consigo. \u00c9 ainda demasiado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-19097","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19097"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19097\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}