{"id":19238,"date":"2012-02-09T11:33:00","date_gmt":"2012-02-09T11:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19238"},"modified":"2012-02-09T11:33:00","modified_gmt":"2012-02-09T11:33:00","slug":"josefina-bakhita-ensina-nos-a-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/josefina-bakhita-ensina-nos-a-esperanca\/","title":{"rendered":"Josefina Bakhita ensina-nos a esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Poema <!--more--> Chegar a conhecer Deus, o verdadeiro Deus: isto significa receber esperan\u00e7a. (&#8230;) O exemplo de uma santa da nossa \u00e9poca pode, de certo modo, ajudar-nos a entender o que significa encontrar pela primeira vez e realmente este Deus.<\/p>\n<p>Refiro-me a Josefina Bakhita, uma africana canonizada pelo Papa Jo\u00e3o Paulo II. Nascera por volta de 1869 \u2013 ela mesma n\u00e3o sabia a data precisa \u2013 no Darfur, Sud\u00e3o. Aos nove anos de idade foi raptada pelos traficantes de escravos, espancada barbaramente e vendida cinco vezes nos mercados do Sud\u00e3o. Por \u00faltimo, acabou escrava ao servi\u00e7o da m\u00e3e e da esposa de um general, onde era diariamente seviciada at\u00e9 ao sangue; resultado disso mesmo foram as 144 cicatrizes que lhe ficaram para toda a vida. Finalmente, em 1882, foi comprada por um comerciante italiano para o c\u00f4nsul Callisto Legnani que, ante o avan\u00e7o dos mahdistas, voltou para o It\u00e1lia. Aqui, depois de \u00abpatr\u00f5es\u00bb t\u00e3o terr\u00edveis que a tiveram como sua propriedade at\u00e9 agora, Bakhita acabou por conhecer um \u00abpatr\u00e3o\u00bb totalmente diferente \u2013 no dialeto veneziano que agora tinha aprendido, chamava \u00abparon\u00bb ao Deus vivo, ao Deus de Jesus Cristo. At\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 tinha conhecido patr\u00f5es que a desprezavam e maltratavam ou, na melhor das hip\u00f3teses, a consideravam uma escrava \u00fatil. Mas agora ouvia dizer que existe um \u00abparon\u00bb acima de todos os patr\u00f5es, o Senhor de todos os senhores, e que este Senhor \u00e9 bom, a bondade em pessoa. Soube que este Senhor tamb\u00e9m a conhecia, tinha-a criado; mais ainda, amava-a. Tamb\u00e9m ela era amada, e precisamente pelo \u00abParon\u00bb supremo, diante do qual todos os outros patr\u00f5es n\u00e3o passam de miser\u00e1veis servos. Ela era conhecida, amada e esperada; mais ainda, este Patr\u00e3o tinha enfrentado pessoalmente o destino de ser flagelado e agora estava \u00e0 espera dela \u00ab\u00e0 direita de Deus Pai\u00bb.<\/p>\n<p>Agora ela tinha \u00abesperan\u00e7a\u00bb; j\u00e1 n\u00e3o aquela pequena esperan\u00e7a de achar patr\u00f5es menos cru\u00e9is, mas a grande esperan\u00e7a: eu sou definitivamente amada e aconte\u00e7a o que acontecer, eu sou esperada por este Amor. Assim a minha vida \u00e9 boa. Mediante o conhecimento desta esperan\u00e7a, ela estava \u00abredimida \u00bb, j\u00e1 n\u00e3o se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Ef\u00e9sios que, antes, estavam sem esperan\u00e7a e sem Deus no mundo: sem esperan\u00e7a porque sem Deus. Por isso, quando quiseram lev\u00e1-la de novo para o Sud\u00e3o, Bakhita negou-se; n\u00e3o estava disposta a deixar-se separar novamente do seu \u00abParon\u00bb.<\/p>\n<p>A 9 de Janeiro de 1890, foi batizada e crismada e recebeu a Sagrada Comunh\u00e3o das m\u00e3os do Patriarca de Veneza. A 8 de Dezembro de 1896, em Verona, pronunciou os votos na Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Canossianas e desde ent\u00e3o, a par dos servi\u00e7os na sacristia e na portaria do convento, em v\u00e1rias viagens pela It\u00e1lia procurou sobretudo incitar \u00e0 miss\u00e3o: a liberta\u00e7\u00e3o recebida atrav\u00e9s do encontro com o Deus de Jesus Cristo, sentia que devia estend\u00ea-la, tinha de ser dada tamb\u00e9m a outros, ao maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas. A esperan\u00e7a, que nascera para ela e a \u00abredimira\u00bb, n\u00e3o podia guard\u00e1-la para si; esta esperan\u00e7a devia chegar a muitos, chegar a todos. <\/p>\n<p>Bento XVI, na enc\u00edclica \u201cSpe Salvi\u201d, n. 3<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poema<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-19238","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19238"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19238\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}