{"id":19244,"date":"2012-02-15T12:03:00","date_gmt":"2012-02-15T12:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19244"},"modified":"2012-02-15T12:03:00","modified_gmt":"2012-02-15T12:03:00","slug":"crer-viver-e-dizer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/crer-viver-e-dizer\/","title":{"rendered":"Crer: viver e dizer"},"content":{"rendered":"<p>O programa n\u00e3o \u00e9 demasiado educativo. Tender\u00e1 mais para o divertido na pior ace\u00e7\u00e3o do termo, isto \u00e9, para o lote daqueles entretenimentos que \u201clibertam\u201d da realidade, sem deixar refer\u00eancias que orientem na constru\u00e7\u00e3o do futuro. Tamb\u00e9m pela superficialidade com que \u00e9 conduzido.<\/p>\n<p>N\u00e3o significa isto que n\u00e3o surjam alguns lampejos de elevado valor: certos coment\u00e1rios frontais de elementos do j\u00fari, por exemplo. Ou a postura de algum dos intervenientes, que se afirma pela verticalidade da sua presen\u00e7a e pela humilde ousadia de deixar claras as suas mais profundas convic\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu naquele momento. Coerente consigo pr\u00f3prio, esta figura p\u00fablica dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social agradeceu a oportunidade de estar ali, a amizade e solidariedade dos colegas e da assembleia. E, nas v\u00e9speras de ser internado para uma interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, pediu que o calor humano da plateia e dos telespectadores o acompanhasse, at\u00e9 \u00e0 sua volta. Mas o mais importante, em que porventura n\u00e3o muitos ter\u00e3o reparado, foi dizer que esperava as ora\u00e7\u00f5es de todos!<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio ter um interior estruturado, ter uma convic\u00e7\u00e3o religiosa inabal\u00e1vel, para se dizer crente, para proclamar o seu reconhecimento da for\u00e7a da ora\u00e7\u00e3o, para dizer que o Transcendente faz parte da sua vida\u2026 Ali, num lugar e ambiente sem quaisquer refer\u00eancias religiosas, num clima de neutralidade, de indiferen\u00e7a religiosa sistem\u00e1tica, onde o \u201cse Deus quiser\u201d ecoa sem sentido e de rasp\u00e3o. \u00c9 ali que se ergue esse testemunho claro da ousadia da f\u00e9!  <\/p>\n<p>Jesus advertiu-nos: se nos envergonharmos de O confessar diante do mundo onde vivemos, Ele vai omitir-Se de nos creditar diante do Pai. Aquilo que, em certos per\u00edodos da hist\u00f3ria, n\u00e3o pareceria muito dif\u00edcil de cumprir, porque a atmosfera envolvente era favor\u00e1vel, hoje, em muitos lugares e ocasi\u00f5es, reclama o arrojo do hero\u00edsmo, pago, frequentemente, com a indiferen\u00e7a, o ostracismo, a persegui\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria perda da vida.<\/p>\n<p>N\u00e3o nos minimiza a f\u00e9 em Cristo Jesus. Molda-nos como os agricultores que deitam a m\u00e3o ao arado e n\u00e3o olham para tr\u00e1s, tempera-nos como os homens do leme que enfrentam a crista das ondas sem hesitar. E s\u00e3o esses que tornam o mundo produtivo, que transformam os cabos das tormentas em cabos da boa esperan\u00e7a, que rasgam os c\u00e9us de chumbo do pessimismo para fazer brilhar o sol da esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 evangeliza\u00e7\u00e3o sem testemunho! A realidade vivida \u00e9 que se pode tornar conte\u00fado comunic\u00e1vel, interpelativo e apelativo! A nova evangeliza\u00e7\u00e3o passar\u00e1 &#8211; profundamente convictos o afirmamos &#8211; pelo vigor do testemunho daqueles que, acreditando deveras, n\u00e3o cabem em si de contentes e transbordam essa felicidade de encontro com Aquele que d\u00e1 sentido \u00e0 vida!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O programa n\u00e3o \u00e9 demasiado educativo. Tender\u00e1 mais para o divertido na pior ace\u00e7\u00e3o do termo, isto \u00e9, para o lote daqueles entretenimentos que \u201clibertam\u201d da realidade, sem deixar refer\u00eancias que orientem na constru\u00e7\u00e3o do futuro. Tamb\u00e9m pela superficialidade com que \u00e9 conduzido. 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