{"id":1926,"date":"2010-06-30T14:48:00","date_gmt":"2010-06-30T14:48:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1926"},"modified":"2010-06-30T14:48:00","modified_gmt":"2010-06-30T14:48:00","slug":"o-fundo-do-problema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-fundo-do-problema\/","title":{"rendered":"O fundo do problema"},"content":{"rendered":"<p>A resultante deseducativa de projectos e curr\u00edculos, de programas e suportes did\u00e1cticos, \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o da matriz profunda que enforma toda a teia da indevida interven\u00e7\u00e3o estatal na educa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Est\u00e1-lhe subjacente uma antropologia diab\u00f3lica, no sentido sem\u00e2ntico mais radical do termo. Isto \u00e9, uma antropologia que desintegra, que divide a pessoa, que, a pretexto de lhe dar autonomia, a priva de uma dimens\u00e3o essencial, a qual lhe abriria o caminho de uma exist\u00eancia realizada, a saber: a sua ontol\u00f3gica dimens\u00e3o relacional.<\/p>\n<p>Na verdade, a promo\u00e7\u00e3o de uma falsa vis\u00e3o da liberdade, de uma \u201crealiza\u00e7\u00e3o\u201d pessoal desenhada por um ego\u00edsmo feroz, divide o ser humano da sua plenitude e abre caminho a toda a forma de conflitualidade, pela incapacidade de reconhecer a rela\u00e7\u00e3o com os outros como integrante da ess\u00eancia e, portanto, de uma personalidade feliz. <\/p>\n<p>Projecta uma mentalidade de utiliza\u00e7\u00e3o dos outros, a come\u00e7ar pelos pais, em fun\u00e7\u00e3o dessa f\u00faria individualista. E a sadia emula\u00e7\u00e3o torna-se irracional competi\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o olha a meios. O suporte do tecido social, nestas circunst\u00e2ncias, por mais que se desencadeiem propostas e projectos de solidariedade, n\u00e3o passa de uma \u201ctoler\u00e2ncia imposta\u201d, capaz de se romper ao m\u00ednimo pretexto e desaguar numa viol\u00eancia incontrol\u00e1vel.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, uma antropologia humanista de inspira\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica, uma matriz de pessoa humana com o perfil de Jesus Cristo \u201cem fundo de \u00e1gua\u201d, constr\u00f3i o indiv\u00edduo na rela\u00e7\u00e3o, no amor. Nela, o \u201ceu\u201d d\u00e1 sentido a si pr\u00f3prio a partir da rela\u00e7\u00e3o com o \u201ctu\u201d; o tecido social exprime o gosto do \u201cn\u00f3s\u201d como a express\u00e3o m\u00e1xima da inclus\u00e3o, da comunh\u00e3o das diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>S\u00e3o rumos diametralmente opostos. S\u00e3o intencionalidades \u201cinimigas\u201d, cujos frutos resultar\u00e3o necessariamente antag\u00f3nicos: o esp\u00edrito de divis\u00e3o e a civiliza\u00e7\u00e3o do amor! <\/p>\n<p>Como podem, as fam\u00edlias e os grupos sociais, as associa\u00e7\u00f5es humanistas e as igrejas e religi\u00f5es, os laborat\u00f3rios cul-turais, consentir esta lenta mas apostada rota de extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana naquilo que a torna, em verdade, original? Podemos acordar tarde!&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A resultante deseducativa de projectos e curr\u00edculos, de programas e suportes did\u00e1cticos, \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o da matriz profunda que enforma toda a teia da indevida interven\u00e7\u00e3o estatal na educa\u00e7\u00e3o. Est\u00e1-lhe subjacente uma antropologia diab\u00f3lica, no sentido sem\u00e2ntico mais radical do termo. Isto \u00e9, uma antropologia que desintegra, que divide a pessoa, que, a pretexto de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-1926","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1926","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1926"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1926\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}