{"id":19289,"date":"2012-02-22T14:47:00","date_gmt":"2012-02-22T14:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19289"},"modified":"2012-02-22T14:47:00","modified_gmt":"2012-02-22T14:47:00","slug":"familia-reune-e-ocupa-clero-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/familia-reune-e-ocupa-clero-de-aveiro\/","title":{"rendered":"&#8220;Fam\u00edlia&#8221; re\u00fane e ocupa clero de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>Decorreu de 6 a 9 de fevereiro, na Casa Diocesana, a forma\u00e7\u00e3o permanente dos padres da diocese de Aveiro. P.e Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Carneiro relata momentos fortes destes quatro dias de reflex\u00e3o sobre a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o permanente do Clero da Diocese de Aveiro arrancou com tr\u00eas interven\u00e7\u00f5es sobre diferentes perspetivas acerca da fam\u00edlia. Na Casa Diocesana de Albergaria-a-Velha, 50 padres e di\u00e1conos viram e ouviram D. Ant\u00f3nio Couto apresentar a vis\u00e3o b\u00edblica da fam\u00edlia e, de tarde, o P.e Francisco Martins e Juan Ambrosio, respetivamente, a vis\u00e3o sacramental e pastoral da realidade familiar.<\/p>\n<p>O Bispo de Lamego come\u00e7ou a sua interven\u00e7\u00e3o como uma cita\u00e7\u00e3o de Ignacio Buttita (poeta siciliano): \u201cUm povo torna-se pobre quando lhe roubam as can\u00e7\u00f5es que aprendeu dos seus pais\u201d.<\/p>\n<p>A partir de tr\u00eas exemplos veterotestament\u00e1rios (um do Deuteron\u00f3mio e dois dos Salmos), o biblista relevou o papel de transmiss\u00e3o e de \u201crecita\u00e7\u00e3o daquilo que \u00e9 precioso\u201d e que cabe aos pais dizer aos filhos. E afirmou: \u201cNo dia em que perdermos a m\u00fasica e a toada familiar inscrita na B\u00edblia ficaremos sem sentido e \u00e0 deriva\u201d.<\/p>\n<p>Para o respons\u00e1vel da Comiss\u00e3o Episcopal da Miss\u00e3o e Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, este \u00e9 o grande \u201cpatrim\u00f3nio espiritual da fam\u00edlia\u201d, pois pai e a m\u00e3e devem ter uma \u201cm\u00fasica a passar aos seus filhos\u201d. E questionou: \u201cNum tempo em que os pais n\u00e3o se encontram com os seus filhos o que \u00e9 que lhes podem dar a n\u00e3o ser uns quantos euros?\u201d<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Couto destacou, depois, que na fam\u00edlia tem de haver um \u201cpioneiro\u201d, um \u201cabridor de caminhos\u201d. Este \u00e9 o papel que cabe ao que na B\u00edblia se designa de \u201cfeliz, de beato, de bem-aventurado\u201d.<\/p>\n<p>Antes de finalizar a sua interven\u00e7\u00e3o falou ainda da \u201cm\u00fasica do Dom\u201d e da \u201cm\u00fasica do Amor\u201d. Pegando nas palavras \u201cmatrim\u00f3nio e patrim\u00f3nio\u201d destacou que na origem das duas est\u00e1 o \u201cmunus\u201d, o \u201cdom\u201d. E atirou que \u201cquem recebe um dom deve entrar no jogo do dar\u201d, sabendo-se que \u201cquem n\u00e3o joga este jogo fica imune\u201d.<\/p>\n<p>Acerca da \u201cm\u00fasica do amor\u201d estabeleceu a diferen\u00e7a entre \u201camar\u201d e \u201cestar apaixonado\u201d. Para o prelado, \u201cestar apaixonado \u00e9 um estado, amar \u00e9 um acto\u201d. N\u00e3o \u00e9 necessariamente certo que quem esteja apaixonado ame quem quer que seja.<\/p>\n<p>E ironizou: \u201cA B\u00edblia n\u00e3o \u00e9 est\u00fapida. A B\u00edblia n\u00e3o manda apaixonar-se, mas manda-nos amar\u201d.<\/p>\n<p>Finalizou destacando a preciosidade que toda a B\u00edblia coloca nas m\u00e3os e no cora\u00e7\u00e3o, desafiando a Igreja a saber dar o seu contributo a uma sociedade cada vez mais anestesiada e mais imune \u00e0 cultura do dom, do amor e da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Luzes e sombras <\/p>\n<p>da Fam\u00edlia<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel diocesano da Pastoral Familiar, por seu turno, abordou o tema \u201cFam\u00edlia criada no sacramento do matrim\u00f3nio\u201d. Apoiando-se no magist\u00e9rio da Igreja, em especial em Jo\u00e3o Paulo II, P.e Francisco Martins procurou tra\u00e7ar os desafios que resultam para a Igreja no campo da sacramentalidade da fam\u00edlia e do matrim\u00f3nio.<\/p>\n<p>Depois disso, Juan Ambrosio trouxe as \u201cluzes e sombras\u201d da quest\u00e3o familiar. O docente da UCP diferenciou e definiu quatro tipos de fam\u00edlia (tradicional, basti\u00e3o, companheirismo e associa\u00e7\u00e3o) para, de seguida, elencar uma s\u00e9rie de desafios que se levantam a partir da compreens\u00e3o destes diferentes tipos de fam\u00edlia. <\/p>\n<p>Em especial, o docente chamou a aten\u00e7\u00e3o para a quest\u00e3o da fam\u00edlia como \u201cespa\u00e7o de vida privada\u201d, cada vez mais \u201ccentrada no indiv\u00edduo\u201d e que vai obrigando a \u201csucessivas reconfigura\u00e7\u00f5es\u201d. Al\u00e9m disso, alertou para o facto de se acentuar o n\u00famero de fam\u00edlias que existem sem a base do casamento, como tamb\u00e9m o contr\u00e1rio, e para um outro facto que faz ver a fam\u00edlia como a soma de uns quantos projectos individuais enquanto podem coincidir em determinados aspectos e ambientes.<\/p>\n<p>Igreja deve <\/p>\n<p>criar plataformas <\/p>\n<p>para acompanhamento <\/p>\n<p>e terapia familiar<\/p>\n<p>A Igreja deve pensar e apostar na cria\u00e7\u00e3o de plataformas e centros acompanhamento e terapia familiar defendeu o P.e Jose&#769; Augusto Rodrigues, falando sobre \u201cRealidades emergentes e caminhos de acompanhamento\u201d.<\/p>\n<p>O sacerdote da diocese de Leiria-Fa&#769;tima defendeu que seria uma mais-valia a cria\u00e7\u00e3o de centros de acompanhamento familiar da Igreja, que trabalhassem com \u201ctodo o rigor cient\u00edfico necess\u00e1rio\u201d, mas que apoiasse a sua a\u00e7\u00e3o na \u201criqueza dos valores crist\u00e3os e evang\u00e9licos\u201d.   <\/p>\n<p>Sustentando a sua interven\u00e7\u00e3o em dados sociol\u00f3gicos e estat\u00edsticos relativos ao casamento e \u00e0 fam\u00edlia, afirmou que os conceitos de \u201cmatrim\u00f3nio e fam\u00edlia\u201d s\u00e3o \u201crealidades din\u00e2micas\u201d, porque s\u00e3o influenciadas pelo tempo e pela circunst\u00e2ncia. <\/p>\n<p>Apoiando-se no pensamento do soci\u00f3logo polaco Zygmunt Bauman disse que a sociedade p\u00f3s-moderna se caracteriza pela \u201cfragilidade dos la\u00e7os relacionais\u201d, que s\u00e3o cada vez menos duradouros, menos s\u00f3lidos e mais l\u00edquidos. <\/p>\n<p>Sobre os caminhos de acompanhamento \u00e0 fam\u00edlia defendeu a terapia conjugal\/familiar como \u201csistema aplicado \u00e0 realidade familiar\u201d, que n\u00e3o se trata de uma solu\u00e7\u00e3o \u201cnem r\u00e1pida nem f\u00e1cil\u201d para os problemas que as fam\u00edlias enfrentam. <\/p>\n<p>Movimentos Familiares na Diocese<\/p>\n<p>Um painel de testemunhos sobre diferentes movimentos de Igreja ligados \u00e0 fam\u00edlia ocupou uma tarde da forma\u00e7\u00e3o dos padres e di\u00e1conos da Diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>Equipas de Nossa Senhora, Casais de Schoenstatt e Casais de Santa Maria estiveram presentes para apresentar a a\u00e7\u00e3o que desenvolvem em prol das fam\u00edlias, na viv\u00eancia espec\u00edfica de cada um dos movimentos e carismas.<\/p>\n<p>O casal Duarte e Concei\u00e7\u00e3o Matias, representante das equipas de Nossa Senhora, sublinhou que a ideia do seu fundador (Padre Henri Caffarel) foi \u201celevar a beleza do sacramento do matrim\u00f3nio\u201d, visto que, at\u00e9 ent\u00e3o, o matrim\u00f3nio era \u201cuma esp\u00e9cie de segundo estado\u201d, direcionado para aqueles que n\u00e3o abra\u00e7avam a vida celibat\u00e1ria.<\/p>\n<p>As Equipas de Nossa Senhora s\u00e3o um movimento de espiritualidade conjugal que pretende ajudar os casais a viver o sacramento do matrim\u00f3nio e a evangelizar o seu dia-a-dia.<\/p>\n<p>Os Casais de Schoenstatt, fundados pelo P.e Jos\u00e9 Kentenich, estiveram representados por Vasco e Margarida Lagarto.<\/p>\n<p>O movimento \u00e9 de espiritualidade mariana e destina-se a fazer dos elementos das fam\u00edlias \u201cap\u00f3stolos de Jesus Cristo\u201d, imitando Nossa Senhora, na sua miss\u00e3o de dar Cristo ao Mundo. A perten\u00e7a ao movimento \u00e9 abrangente. <\/p>\n<p>O Movimento Familiar Casais de Santa Maria, que chegou \u00e0 diocese de Aveiro na d\u00e9cada de noventa do s\u00e9culo passado, representou-se pelo casal Carvalhais. Apresentaram, sucintamente, a hist\u00f3ria do movimento na diocese, com express\u00e3o apenas no Arciprestado de Vagos. A sua a\u00e7\u00e3o liga-se ao \u00e2mbito paroquial e, segundo o casal, o movimento \u201cresulta melhor em ambientes mais rurais\u201d, pela simplicidade pr\u00f3pria da estrutura e do funcionamento. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decorreu de 6 a 9 de fevereiro, na Casa Diocesana, a forma\u00e7\u00e3o permanente dos padres da diocese de Aveiro. P.e Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Carneiro relata momentos fortes destes quatro dias de reflex\u00e3o sobre a fam\u00edlia. A forma\u00e7\u00e3o permanente do Clero da Diocese de Aveiro arrancou com tr\u00eas interven\u00e7\u00f5es sobre diferentes perspetivas acerca da fam\u00edlia. 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