{"id":19419,"date":"2011-01-12T15:10:00","date_gmt":"2011-01-12T15:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19419"},"modified":"2011-01-12T15:10:00","modified_gmt":"2011-01-12T15:10:00","slug":"a-memoria-do-tempo-que-nao-se-perde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-memoria-do-tempo-que-nao-se-perde\/","title":{"rendered":"A mem\u00f3ria do tempo que n\u00e3o se perde"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Estamos em campanha! Uma campanha em tantas campanhas\u2026<\/p>\n<p>A vida portuguesa est\u00e1 repleta de momentos do g\u00e9nero, quase que \u00e9 uma permanente campanha. Desde a guerra nos pa\u00edses de express\u00e3o portuguesa, \u00e0s elei\u00e7\u00f5es para qualquer mandato; tamb\u00e9m \u00e9 not\u00f3rio na mem\u00f3ria a campanha do bacalhau, da apanha da azeitona, da batata, do milho, do trigo, das vindimas\u2026 a campanha (da, outrora, semanal) lavagem da roupa suja!<\/p>\n<p>Das campanhas militares pouco mais queremos trazer \u00e0 cola\u00e7\u00e3o do que a coincid\u00eancia da intitula\u00e7\u00e3o (com o do livro \u201cMem\u00f3rias de um tempo perdido\u201d de Manuel Pereira Martins, sobre a Guerra Colonial). O \u201cpouco mais\u201d est\u00e1 na natureza destas ac\u00e7\u00f5es, o belicismo da vida e das suas consequ\u00eancias que marcam quem as experimenta. Campanhas passadas!<\/p>\n<p>E no futuro, as campanhas que se aproximam, s\u00e3o bastante animadoras. Se levarmos a s\u00e9rio o que \u00e9 necess\u00e1rio para a nossa subsist\u00eancia, em breve estar\u00e1 na moda passar os fins de tarde e fim-de-semana no buc\u00f3lico ambiente campestre. \u00c0 cidade chegar\u00e3o os odores frescos da terra e\u2026 dos \u201cfertilizantes naturais\u201d. Finalmente, as novas gera\u00e7\u00f5es aplicar\u00e3o os conhecimentos adquiridos no \u201cFarmVille  do Facebook\u201d.  Como se constata pelas not\u00edcias recentes, temos de importar mais de 60 por cento da carne que consumimos, deix\u00e1mos de ter produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e s\u00f3 h\u00e1 pouco tempo come\u00e7\u00e1mos a plantar olival. E temos de importar praticamente tudo o que consumimos em mat\u00e9ria de cereais, at\u00e9 mesmo para alimentar o gado nacional. Nos \u00faltimos dez anos, o d\u00e9fice da nossa balan\u00e7a comercial alimentar disparou 23,7 por cento. Estamos cada vez mais dependentes do estrangeiro para comer e, por isso, cada vez mais vulner\u00e1veis a uma escalada dos pre\u00e7os das mat\u00e9rias-primas alimentares como a que est\u00e1 a acontecer agora.<\/p>\n<p>Uma campanha agr\u00edcola em massa est\u00e1 iminente. Ser\u00e1 o regresso ao campo! O \u00eaxodo da cidade\u2026 para haver o que comer e, quem sabe, lavar uma simples pe\u00e7a de roupa num tanque da aldeia!<\/p>\n<p>E entre as campanhas, passada e a futura, temos o presente!<\/p>\n<p>Enquanto nos preparamos para escolher quem pode servir melhor o pa\u00eds como Chefe de Estado, \u00e0 falta de ideias sobre o que cada candidato se disponibiliza para fazer por n\u00f3s, Portugal, ficamos a saber o que os outros j\u00e1 fizeram ou n\u00e3o sabem fazer?! Esta campanha, a  presente, \u00e9 mais uma vez a s\u00edntese entre a mem\u00f3ria do tempo que n\u00e3o se perde e o futuro que n\u00e3o deve ignorar a mem\u00f3ria?! Entre a belicosidade das palavras e os epis\u00f3dios r\u00fasticos de lavagem de roupa suja, tentamos descortinando desenxabidamente qual o mal menor!<\/p>\n<p>Vamos acreditar que o futuro \u00e9 promissor! Novas campanhas vir\u00e3o.<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-19419","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19419","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19419"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19419\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19419"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19419"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19419"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}