{"id":1944,"date":"2010-06-09T10:31:00","date_gmt":"2010-06-09T10:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1944"},"modified":"2010-06-09T10:31:00","modified_gmt":"2010-06-09T10:31:00","slug":"a-vida-como-um-conto-de-fadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-vida-como-um-conto-de-fadas\/","title":{"rendered":"A vida como um conto de fadas"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 37 <!--more--> A nossa vida n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. J\u00e1 nascemos a chorar e contrariados por nos vermos fora do aconchego da m\u00e3e. Vamos crescendo de descoberta em descoberta. Se a nossa vida familiar \u00e9 est\u00e1vel, as descobertas s\u00e3o sempre muito interessantes, embora muitas n\u00e3o deixem de ser dolorosas.<\/p>\n<p>Uma grande parte dos seres humanos cresce no meio de dores e sofrimentos como doen\u00e7as, a morte dos pais, a viola\u00e7\u00e3o, o div\u00f3rcio precedido de intermin\u00e1veis discuss\u00f5es entre os pais imaturos e irrespons\u00e1veis diante do filho que cresce. Cada fam\u00edlia, com sua peculiaridade, d\u00e1 ou tira do ser humano alguma coisa que lhe faz falta. Muita gente cresce no meio de fome, guerras, cataclismos\u2026 Poucos podem dizer que nasceram em ber\u00e7o de ouro e num para\u00edso. E mesmos estes est\u00e3o sujeitos ao peso do existir.<\/p>\n<p>Cheias de quimeras e sonhos, a adolesc\u00eancia e a juventude s\u00e3o atribuladas em busca n\u00e3o se sabe bem de qu\u00ea. Vivemos aliciados por tantas solicita\u00e7\u00f5es que nascem fora e dentro de n\u00f3s\u2026 O nosso corpo revela-se progressivamente aliado e inimigo.<\/p>\n<p>Os apetites da sensualidade cegam-nos, por vezes. Vivemos de esperan\u00e7as e revoltas. Pomos em causa Deus e o mundo. Se bem orientados, at\u00e9 nos superamos. Muitos ficam no caminho, tombados pela falta de oportunidade ou pelos oportunistas da vida. Por vezes n\u00e3o temos onde nos agarrar e n\u00e3o vemos estrelas no c\u00e9u.<\/p>\n<p>Casamo-nos ou n\u00e3o. Padres ou religiosas, muito podemos ser, mas o confronto com a vida e com o outro pode chegar a tal dimens\u00e3o que dizemos com S. Jo\u00e3o da Cruz que antes queremos trabalhar com pedras do que com homens. Confrontamo-nos com a maldade de quem quer subir \u00e0 custa de qualquer meio. Rivalidade, concorr\u00eancia, vaidade, mentira e maledic\u00eancia. Sentimo-nos alvos e tamb\u00e9m culpados. Os problemas de consci\u00eancia multiplicam-se segundo as circunst\u00e2ncias e muitas vezes o pecado domina-nos com os seus v\u00edcios. Temos de recorrer a amigos, padres e psiquiatras. A depress\u00e3o domina grande parte dos homens.<\/p>\n<p>Temos muitos momentos bonitos na vida, mas na hora da dor esquecemo-nos de todos eles e culpamos Deus pela sua surdez\u2026 Vem a velhice e, j\u00e1 marcados pelo luto de tantos e com o corpo sem resist\u00eancias, conforme a educa\u00e7\u00e3o, o temperamento e at\u00e9 a f\u00e9, queixamo-nos de Deus e do mundo e nem sempre entendemos a dor como desafio nem avaliamos a capacidade de m\u00e9rito. A sociedade ora nos estima ora nos faz sentir que somos um fardo. E finalmente, l\u00e1 estamos n\u00f3s, no vel\u00f3rio para sermos sepultados, saldando a vida como grandiosa ou como uma inutilidade. Mas esse Jesus, que lidou com a samaritana no meio da sua vida, j\u00e1 cheia de mazelas, maridos e preconceitos, nada lhe cobrou e prometeu-lhe \u00e1gua viva. Se nos deixarmos guiar por Ele, nas suaves plan\u00edcies ou nas veredas escarpadas da vida, Ele mostrar-se-\u00e1 Bom Pastor e Bom Samaritano e nada do nosso ser, por muito traumatizante que seja, ter\u00e1 sido em v\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele escreve em ti a sua hist\u00f3ria, na tua hist\u00f3ria, e pode fazer maravilhas se lhe deres carta branca para Ele escrever como entender a tua hist\u00f3ria. E como em todos os contos lindos, o teu tamb\u00e9m ser\u00e1 um, mesmo que vivas nas sombras da morte. E como em todos os contos lindos, tua vida s\u00f3 ter\u00e1 um fim: e viveu feliz para sempre!<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 37<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-1944","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1944"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1944\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}