{"id":19469,"date":"2012-02-09T11:44:00","date_gmt":"2012-02-09T11:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19469"},"modified":"2012-02-09T11:44:00","modified_gmt":"2012-02-09T11:44:00","slug":"como-se-chegou-a-esta-vergonha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/como-se-chegou-a-esta-vergonha\/","title":{"rendered":"Como se chegou a esta vergonha?"},"content":{"rendered":"<p>Olhos na Rua <!--more--> Os factos e os n\u00fameros s\u00e3o escandalosos e preocupantes: idosos sozinhos que morrem sem que ningu\u00e9m d\u00ea por isso; assalto a casas de pessoas idosas com o objetivo de roubar e em que qualquer resist\u00eancia \u00e9 castigada selvaticamente, por vezes at\u00e9 \u00e0 morte; idosos em lares, muitos deles votados ao abandono pelos filhos e pelos netos; magreza de reformas que n\u00e3o chega, nem de longe, para as coisas indispens\u00e1veis, assaltos em plena rua, antes \u00e0 noite, agora a qualquer hora do dia\u2026<\/p>\n<p>A GNR, em alguns locais, presta aten\u00e7\u00e3o e faz companhia; apesar de pequena, a reforma d\u00e1 sempre jeito, mesmo dando para pouco. Os grupos locais de solidariedade s\u00e3o ainda o maior apoio e companhia\u2026 Mas as preocupa\u00e7\u00f5es permanecem. Pobre pa\u00eds se nele escasseia amor e lugar os idosos! Muitos n\u00e3o se sentem amados e julgam-se um peso para a fam\u00edlia que os rejeita e para a sociedade que os suporta. Nos meios rurais a vizinhan\u00e7a ativa conta, mas a pecha do desinteresse e do inc\u00f3modo est\u00e1 a contagiar.<\/p>\n<p>Comunidades locais e par\u00f3quias t\u00eam de se sentir procuradoras dos idosos mais sofridos e isolados. T\u00eam de amar, ajudar, gritar, denunciar, bater \u00e0 porta e abanar filhos e netos, vizinhos e institui\u00e7\u00f5es, governo e autarquias. Os idosos s\u00e3o uma riqueza, deve-se-lhes respeito, gratid\u00e3o e amor gratuito. Uma d\u00edvida nunca paga. Sem a sabedoria dos velhos e o amor que lhes \u00e9 devido, o mundo torna-se triste e insuport\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhos na Rua<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-19469","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19469","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19469"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19469\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}