{"id":19483,"date":"2012-03-07T14:44:00","date_gmt":"2012-03-07T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19483"},"modified":"2012-03-07T14:44:00","modified_gmt":"2012-03-07T14:44:00","slug":"8-de-marco-dia-internacional-da-mulher-e-necessario-faz-sentido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/8-de-marco-dia-internacional-da-mulher-e-necessario-faz-sentido\/","title":{"rendered":"8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher. \u00c9 necess\u00e1rio? Faz sentido?"},"content":{"rendered":"<p>Painel <!--more--> Ilda Pires<\/p>\n<p>Professora<\/p>\n<p>Interrogo-me sobre esta quest\u00e3o da necessidade e sentido dos dias disto e daquilo.  Trazem algo novo \u00e0 sociedade numa \u00e9poca em que tudo se banaliza e perde a sua for\u00e7a t\u00e3o rapidamente? N\u00e3o tenho uma resposta f\u00e1cil?<\/p>\n<p>Concretamente, o Dia Internacional da Mulher faria sentido se nos ajudasse a refletir sobre a quest\u00e3o da mulher, o seu papel na sociedade, a sua especificidade, o seu valor e a sua dignidade. Se o continuarmos a celebrar, precisamos de o refundar, aprofundando o seu sentido e alcance. De outra forma ser\u00e1 mais um dia assinalado no calend\u00e1rio, com uns  jantares por aqui e por acol\u00e1, que mais ajudam o com\u00e9rcio, do que  celebram, no verdadeiro sentido da palavra, a mulher e o seu papel imprescind\u00edvel na sociedade.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, como mulher, gosto de me sentir celebrada e de celebrar este dia.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves<\/p>\n<p>Economista<\/p>\n<p>Para comemorar a mulher n\u00e3o faz sentido, porque a mulher \u00e9 como o homem. Ser mulher ou ser mulher \u00e9 b\u00e1sico, como tal n\u00e3o deve ter comemora\u00e7\u00e3o porque s\u00f3 temos comemora\u00e7\u00f5es para coisas pequenas. Mas a raz\u00e3o porque isso acontece tem a ver com um movimento de longo prazo, de luta pelos direitos, com o qual estou de acordo, e que continua a chamar a aten\u00e7\u00e3o para certos aspetos. Temos dias para chamar a aten\u00e7\u00e3o para tudo. Sempre achei um bocadinho rid\u00edculo esse tipo de situa\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 importante alertar para os valores inerentes.<\/p>\n<p>\u00c9 importante, sobretudo, conhecer a origem e hist\u00f3ria do Dia Internacional da Mulher [jornada de reivindica\u00e7\u00e3o de oper\u00e1rias, quer nos EUA quer na R\u00fassia, no princ\u00edpio do s\u00e9c. XX], que \u00e9 bonita. Tirado do contexto hist\u00f3rico, o Dia da Mulher n\u00e3o faz sentido.<\/p>\n<p>Ana Sei\u00e7a Neves<\/p>\n<p>Advogada<\/p>\n<p>Tem feito sentido. Apesar das diverg\u00eancias de opini\u00e3o, continuo a achar que a mulher, ao longo dos tempos, foi considerada de uma forma completamente diferente do que deveria ter sido. A mulher n\u00e3o era uma m\u00e1quina reprodutora; era uma parte essencial para a continuidade da esp\u00e9cie e para a organiza\u00e7\u00e3o da vida em fam\u00edlia e na sociedade.<\/p>\n<p>Neste momento, as mulheres imp\u00f5em-se pela sua viv\u00eancia, pela sua maneira de estar e n\u00e3o necessitam de um dia, pelo menos entre n\u00f3s. Mas faz sentido assinalar o dia, na medida em que se comemora uma luta anterior aos dias em que vivemos.<\/p>\n<p>As mulheres t\u00eam feito vingar a sua maneira de ser estar e na sociedade. N\u00e3o sou feminista, mas entendo que t\u00eam de ter os mesmos direitos que o homem, salvaguardando as devidas diferen\u00e7as de g\u00e9nero.<\/p>\n<p>Manuel Oliveira de Sousa<\/p>\n<p>Professor<\/p>\n<p>Concordo com o dia, claro. Mas sinto-o envergonhado por muitos motivos, quer fundacionais quer atuais, interligados \u00e0 sua exist\u00eancia. Contudo, s\u00f3 por si revela que h\u00e1 raz\u00f5es para celebrar o caminho percorrido para tantas pessoas, mulheres e homens, s\u00e1bias e, mais importante, a luta contra a torpeza do mundo \u2013 a come\u00e7ar aqui! <\/p>\n<p>\u00c9 momento prop\u00edcio para o encanto da pluralidade da vida. \u00c9 na diferen\u00e7a que nos completamos. Tamb\u00e9m se assinalam, assim, entropias da hist\u00f3ria; indignidades cometidas \u2013 hoje! -, as vozes do simb\u00f3lico e do real alcan\u00e7ado; a indig\u00eancia do que falta fazer; a oportunidade deste vir a ser um anacronismo: o dia que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ser (mas que queremos que seja para se saber a igualdade).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Painel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-19483","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19483","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19483"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19483\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19483"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19483"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}