{"id":19507,"date":"2012-03-01T10:21:00","date_gmt":"2012-03-01T10:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19507"},"modified":"2012-03-01T10:21:00","modified_gmt":"2012-03-01T10:21:00","slug":"na-saude-e-na-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/na-saude-e-na-doenca\/","title":{"rendered":"Na sa\u00fade e na doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Nos \u00faltimos vinte anos, acima das nossas capacidades ou n\u00e3o, progredimos imenso como pa\u00eds e como pessoas.<\/p>\n<p>Hoje coloca-se justamente em causa o que se fez de errado nas op\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas relativas \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o de emprego, pessoas e vias de comunica\u00e7\u00e3o. Foi erro grav\u00edssimo n\u00e3o investir mais no comboio em detrimento do bet\u00e3o e asfalto. Lamenta-se a perda de oportunidades na mobiliza\u00e7\u00e3o para o interior e para unidades que produzam riqueza efetiva para o pa\u00eds, com os recursos que temos.<\/p>\n<p>No \u00faltimos quinze anos, uns governos claramente mais do que outros, investiram na produ\u00e7\u00e3o cultural e equipamentos que potenciassem as ind\u00fastrias culturais e criativas \u2013 o ouro dos que o n\u00e3o t\u00eam! \u2013 como recentemente aqui abord\u00e1mos. <\/p>\n<p>Neste per\u00edodo corrigiram-se trajet\u00f3rias e trajetos conhecidos como estradas da morte, modernizaram-se equipamentos fulcrais, lan\u00e7aram-se projetos-\u00e2ncora no conhecimento e ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dez anos, com custos imediatos muito profundos, n\u00e3o s\u00f3 pelo custo da tecnologia mas tamb\u00e9m, e sobretudo, pela especula\u00e7\u00e3o dos lobbies do f\u00f3ssil e do nuclear, houve grande investimento nas energias limpas e renov\u00e1veis. Quanto n\u00e3o valeria investir mais nesse potencial limpo para cada portugu\u00eas, que circula sozinho no seu \u201cdiesel\u201d a caminho do emprego, se tivesse um ve\u00edculo de dois lugares, pequeno, econ\u00f3mico, de f\u00e1cil arruma\u00e7\u00e3o, barato, que \u201cabasteceria\u201d (carregava a pilha) em casa gra\u00e7as ao painel fotovoltaico que teria no telhado?!<\/p>\n<p>Lan\u00e7ou-se uma opera\u00e7\u00e3o sem antecedentes na reforma sem precedentes das novas tecnologias. O pa\u00eds ficou no topo do mundo, pelas melhores raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos cinco anos, ganh\u00e1mos cem anos na educa\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Na verdade, mais uma vez, com avan\u00e7os e recuos, com falhas e despesismo a qualifica\u00e7\u00e3o de adultos e a introdu\u00e7\u00e3o de necessidade de trabalhar mais e de forma mais s\u00e9ria foi not\u00f3ria. Mais e melhores equipamentos, plano tecnol\u00f3gico, parque inform\u00e1tico,\u2026 quantas coisas!?<\/p>\n<p>A sa\u00fade come\u00e7ou um amplo caminho de reestrutura\u00e7\u00e3o para que mais tivessem o m\u00ednimo e que todos estivessem melhor.<\/p>\n<p>Por fim, como come\u00e7\u00e1mos, uma crise global enraizada em especula\u00e7\u00e3o sem escr\u00fapulos arrastou o mundo para o abismo; Portugal tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ou-se o labelo da desconfian\u00e7a sobre o Governo, veio a Troika, chegou a austeridade. Deste compasso tern\u00e1rio (mudan\u00e7a de Governo, Troika e austeridade) apenas ressalta uma constante: quem paga s\u00e3o os que menos podem. Ou seja, o que era investimento para desenvolver o pa\u00eds nada resta! Mas custa alguma coisa governar assim?<\/p>\n<p>Sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, transportes, a\u00e7\u00e3o social s\u00e3o os grandes sorvedouros dos dinheiros p\u00fablicos?! Mas onde est\u00e1 a novidade? \u00c9 para que estes servi\u00e7os existiam que as pessoas descontam, ou n\u00e3o \u00e9? Nas outras coisas paga-se em impostos (casa, carro, redes de \u00e1gua, saneamento, telefone, eletricidade, portagens, transa\u00e7\u00e3o de bens, rendimentos,\u2026.).<\/p>\n<p>Defendendo que temos de pagar a quem emprestou, n\u00e3o estando explicado que fosse o bom investimento que trazia mal ao pa\u00eds mas o despesismo dos interesses instalados, que podem deslocalizar quando quiserem, valer\u00e1 a pena apontar caminhos que deem vida aos que fazem com o que Portugal exista. A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o passar\u00e1 por ficarmos sem acesso ao essencial, \u00e0 vanguarda de produtos para o pa\u00eds que \u00e9 preciso continuar a desenvolver. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-19507","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19507","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19507"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19507\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19507"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19507"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19507"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}