{"id":19567,"date":"2012-03-14T15:48:00","date_gmt":"2012-03-14T15:48:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19567"},"modified":"2012-03-14T15:48:00","modified_gmt":"2012-03-14T15:48:00","slug":"familia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/familia-3\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Decorreu no dia 3 de mar\u00e7o o II Simp\u00f3sio F\u00e9 e Cultura, promovido pelo ISCRA (Instituto Superior de Ci\u00eancias Religiosas de Aveiro) e dedicado \u00e0 fam\u00edlia. Das seis confer\u00eancias repletas de interesse para a pastoral da fam\u00edlia, para testemunhar a fam\u00edlia crist\u00e3 em sociedade ou simplesmente para viver como fam\u00edlia, aqui ficam alguns ecos. Textos de Jorge Pires Ferreira.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves<\/p>\n<p>Economista<\/p>\n<p>\u201cTrabalhamos cada vez mais para qu\u00ea? Para ter mais que gastar no tempo livre. Trabalhamos tanto que adiamos a fam\u00edlia. Depois vemos aqueles de cabelo grisalho, na praia, com beb\u00e9s ao colo. Pensamos que s\u00e3o netos, mas s\u00e3o os filhos\u201d.<\/p>\n<p>V\u00edtor Gomes Teixeira<\/p>\n<p>Historiador<\/p>\n<p>\u201cDurante s\u00e9culos, o casamento realizou-se entre fam\u00edlias, para n\u00e3o se dispersar o patrim\u00f3nio. A Igreja contrariava a tend\u00eancia proibindo casamentos entre pessoas demasiado pr\u00f3ximas nos la\u00e7os sangu\u00edneos e aconselhando a affectio conjugalis\u201d (amor conjugal). <\/p>\n<p>J\u00falio Franclim Pacheco<\/p>\n<p>Biblista<\/p>\n<p>\u201cEra aos filhos adultos que se destinava o mandamento \u00abhonra teu pai e tua m\u00e3e\u00bb, que tem este sentido: \u00abEscuta todo o seu ensino\u00bb. Pretendia-se provocar o reconhecimento do lugar que eles t\u00eam na sociedade. E \u00e9 preciso notar que pai e m\u00e3e est\u00e3o no mesmo plano\u201d.<\/p>\n<p>Isabel Varanda<\/p>\n<p>Te\u00f3loga<\/p>\n<p>Uma boa fam\u00edlia \u00e9 o melhor dom que podemos ter. A fam\u00edlia crist\u00e3 \u00e9 chamada a ser imagem da fam\u00edlia divina. \u00c9 um sacramento natural de Deus-fam\u00edlia. Por isso, Jo\u00e3o Paulo II disse: \u201cTorna-te aquilo que \u00e9s\u201d, porque, por ess\u00eancia, \u00e9 imagem de Deus.<\/p>\n<p>Fernando Castro<\/p>\n<p>Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa das Fam\u00edlias Numerosas<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 deixarei de educar os meus filhos quando morrer. Tenho filhos casados que de vez em quando dizem: \u00ab\u00d3 pai, preciso de falar consigo. \u00d3 m\u00e3e, preciso de falar consigo\u00bb. S\u00f3 deixo de ser educador quando Deus quiser\u201d.<\/p>\n<p>Juan AmbrOsio<\/p>\n<p>Te\u00f3logo<\/p>\n<p>\u201cNum contexto de pluralismo, temos de repensar o nosso dizer e testemunhar Deus. Temos de voltar a narrar a f\u00e9, contar a hist\u00f3ria que d\u00e1 sentido \u00e0 nossa exist\u00eancia, como quem contempla a verdade e n\u00e3o como que a domina\u201d.<\/p>\n<p>FAM\u00cdLIA E ECONOMIA<\/p>\n<p>Os her\u00f3is do nosso tempo est\u00e3o na defesa da fam\u00edlia<\/p>\n<p>\u201cA crise econ\u00f3mica s\u00e3o trocos. Tr\u00eas ou quatro anos e passa tudo. A crise da fam\u00edlia \u00e9 de fundo. \u00c9 a quest\u00e3o do nosso tempo, \u00e9 aquela que nos compromete\u201d, afirmou Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves. O professor de economia da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP) recusou-se a estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o entre crise econ\u00f3mica e crise da fam\u00edlia. \u201c\u00c9 capaz de ter alguma coisa a ver, como a economia tamb\u00e9m pode ter a ver com o resultado do Benfica-Porto [jogo que se realizara na v\u00e9spera], mas o essencial n\u00e3o \u00e9 isso\u201d, disse. Real\u00e7ou, por outro lado, a transforma\u00e7\u00e3o cultural que tira valor ao lar e \u00e0 fam\u00edlia, \u201cquando achamos que o s\u00edtio fundamental da realiza\u00e7\u00e3o humana, o lar, j\u00e1 n\u00e3o vale nada\u201d.<\/p>\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o cultural, com \u00f3bvias liga\u00e7\u00f5es \u00e0 economia, ainda que n\u00e3o com a crise, centra-se no \u201cdesprezo pelo trabalho da casa\u201d. Remetendo para um conto de Charles P\u00e9guy, Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves afirmou que \u201cj\u00e1 n\u00e3o se vai para a floresta, lugar dos perigos, ganhar o sustento da fam\u00edlia, mas para o conforto do escrit\u00f3rio; j\u00e1 n\u00e3o se trabalha para sobreviver, mas para a realiza\u00e7\u00e3o pessoal; e \u00e9 mais f\u00e1cil aturar o chefe do que a mulher\u201d.<\/p>\n<p>Deixando com vis\u00edvel desconforto Ana Sei\u00e7a Neves, a advogada aveirense que moderou o primeiro painel, Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves afirmou que as mulheres, no seu desejo de emancipa\u00e7\u00e3o, querem ter o que \u201cos homens sempre tiveram\u201d, pelo que \u201caceitaram como regras as dos homens\u201d, no que teve como resultado preju\u00edzos para a fam\u00edlia. \u201cS\u00f3 n\u00e3o est\u00e3o na pol\u00edtica porque s\u00e3o espertas\u201d, disse.<\/p>\n<p>A mentalidade que leva a procurar a realiza\u00e7\u00e3o pessoal fora de casa \u00e9 a mesma que apela ao esfor\u00e7o constante para se ser jovem. \u201cHoje as pessoas vivem de costas. Antigamente, havia o c\u00e9u, hoje o para\u00edso \u00e9 ser jovem. Todos querem ser muito rebeldes e jovens e riem todos com a mesma piada pr\u00e9-formatada\u201d. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves considera que o campo em que se determina quem \u00e9 her\u00f3i no nosso tempo \u00e9 a fam\u00edlia como a Igreja a prop\u00f5e, pelo que o crist\u00e3o tem de \u201cacreditar que pode mudar\u201d o panorama e tem de se interrogar sobre \u201cem quem tem f\u00e9 para acreditar que pode mudar\u201d. Nesta linha, apontou como entende a \u201cresposta crist\u00e3\u201d. Lembrando o milagre de Jesus nas Bodas de Can\u00e1 (Jo\u00e3o 2), disse que o crist\u00e3o tem de estar l\u00e1 como Jesus estava no casamento, tem de ver o que os outros n\u00e3o veem, como Maria viu a falta de vinho, tem de fazer tudo o que Ele disser. Isto passa tamb\u00e9m por ouvir a Igreja, que \u201cdiz coisas \u00fanicas que ningu\u00e9m mais diz\u201d e por aceitar \u201ca coisa mais poderosa que Deus d\u00e1 ao povo, o Esp\u00edrito Santo\u201d.<\/p>\n<p>Solicitado a concretizar princ\u00edpios de pol\u00edtica familiar, principalmente na quest\u00e3o do inverno demogr\u00e1fico (diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero nascimentos que, a longo prazo, leva \u00e0 extin\u00e7\u00e3o dos portugueses), o professor de economia notou que os casais portugueses at\u00e9 gostariam de ter mais filhos, pelo que sugeriu que, em primeiro lugar, \u00e9 preciso envolver as fam\u00edlias e ver o que elas querem; por isso, n\u00e3o se deve criar burocracias e sistemas \u00e0 maneira napole\u00f3nica, centralizadora; \u00e9 preciso dar os meios \u00e0s pr\u00f3prias fam\u00edlias e n\u00e3o \u00e0s estruturas e servi\u00e7os que s\u00f3 criam mais clientela partid\u00e1ria; e seguir os bons exemplos do norte de It\u00e1lia e de pa\u00edses n\u00f3rdicos.<\/p>\n<p>CASAMENTO NA B\u00edBLIA<\/p>\n<p>De mero contrato a pacto de amor<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos olhar para a B\u00edblia pensando que nos apresenta quadros familiares muito edificativos. Tamb\u00e9m os tem. Mas, na quest\u00e3o da fam\u00edlia como noutras, \u201ca B\u00edblia real\u00e7a mais o plano divino do que a exemplaridade humana\u201d, afirmou P.e J\u00falio Franclim.<\/p>\n<p>Apresentando sumariamente epis\u00f3dios como o de Caim que mata o irm\u00e3o Abel (\u201ccome\u00e7a mal\u201d), as complica\u00e7\u00f5es, aos olhos de hoje, da descend\u00eancia de Abra\u00e3o com Sara e as escravas, a infidelidade do rei David ou a poligamia de Salom\u00e3o, o professor de Sagrada Escritura real\u00e7ou que na B\u00edblia \u201cDeus salva o povo n\u00e3o por causa de crit\u00e9rios morais, mas porque quer\u201d. Claro que h\u00e1, tamb\u00e9m, os bons exemplos familiares de Rute e de Tobias, mas o fio condutor da B\u00edblia \u00e9 que Deus \u00e9 fiel, mesmo que o povo n\u00e3o seja. <\/p>\n<p>Precisamente a imagem da fidelidade conjugal est\u00e1 no centro da prega\u00e7\u00e3o dos profetas, que viram na sa\u00edda da escravid\u00e3o do Egito um noivado entre Deus e o povo. Por isso, quando o povo adora outros deuses ou se esquece do dec\u00e1logo est\u00e1 a ser como uma mulher infiel.  \u00c9 hoje claro que a condi\u00e7\u00e3o da mulher nos tempos b\u00edblicos n\u00e3o \u00e9 modelo para os tempos atuais. Estava sempre dependente de um homem \u2013 o pai, o marido, o filho, o cunhado (se ficasse vi\u00fava sem filhos) \u2013 ou ca\u00eda na mis\u00e9ria. Mas h\u00e1 que real\u00e7ar que \u201cquatro dos dez mandamentos defendem a mulher: o 4.\u00ba, o 6.\u00ba, o 9.\u00ba e o 10.\u00ba\u201d. Por outro lado, porque a esterilidade, sempre pensada no feminino, era motivo de rep\u00fadio e div\u00f3rcio, a invoca\u00e7\u00e3o por Jesus do projeto original de Deus (\u201cno princ\u00edpio n\u00e3o foi assim\u201d) contra o rep\u00fadio \u00e9 um passo decisivo para que a mulher deixe de ser posse de algu\u00e9m e aconte\u00e7a a dignifica\u00e7\u00e3o do matrim\u00f3nio. \u201cA imagem de Deus \u00e9 a humanidade, \u00abcriados macho e f\u00eamea\u00bb. O par humano \u00e9 imagem de Deus em conjunto, na medida em que entra em rela\u00e7\u00e3o entre si\u201d, afirmou. O passo final ser\u00e1 na Carta aos Ef\u00e9sios, da escola paulina, quando o par Cristo\/Igreja se torna modelo para a rela\u00e7\u00e3o marido\/mulher. S\u00e3o Paulo, resume o biblista, \u201cfaz sair o matrim\u00f3nio do simples contrato para o rec\u00edproco amor\u201d. Quando se l\u00ea a passagem paulina num casamento, h\u00e1 quem n\u00e3o goste de ouvir que \u201co marido \u00e9 a cabe\u00e7a da mulher\u201d. Parece retr\u00f3grado. Mas a passagem que diz que \u201cquem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo\u201d foi verdadeiramente revolucion\u00e1ria para as mentalidades.<\/p>\n<p>POL\u00cdTICAS ANTIFAM\u00cdLIA<\/p>\n<p>Querem atingir o que h\u00e1 de mais agrado<\/p>\n<p>Fernando Castro defendeu que h\u00e1 uma vontade deliberada de atingir a fam\u00edlia: \u201cA fam\u00edlia \u00e9 uma amea\u00e7a. Por isso, querem baralhar e alargar o conceito de fam\u00edlia. Querem atingir as coisas que s\u00e3o mais queridas, mais sagradas, o que \u00e9 querido de Deus. A destrui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia come\u00e7a pela linguagem, quando nos apresentam as \u00abfam\u00edlias unipessoais\u00bb. Fam\u00edlia \u00e9 um substantivo coletivo. Falar em fam\u00edlias unipessoais \u00e9 como falar em rebanhos de uma s\u00f3 ovelha. N\u00e3o existem\u201d.<\/p>\n<p>O presidente da APFN (Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Fam\u00edlias Numerosas) reconhece que h\u00e1 bons princ\u00edpios legislativos na ONU, na Europa, na Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa. O problema \u00e9 que as pol\u00edticas governamentais s\u00e3o \u201cclaramente antifam\u00edlia\u201d. E apontou exemplos: liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto, casamentos de pessoas do mesmo sexo, div\u00f3rcio \u201cexpress\u201d, aumento das taxas moderadoras (mas \u201cisenta-se o aborto\u201d), n\u00e3o considera\u00e7\u00e3o dos filhos para efeitos fiscais, entre outros. Mas as fam\u00edlias tamb\u00e9m n\u00e3o ficam bem na fotografia. \u201cN\u00e3o foi o governo que fechou as escolas. Foram as fam\u00edlias que fecharam as escolas. O governo limitou-se a atirar tr\u00eas p\u00e1s de terra para enterrar a escola\u201d, referiu, apontando com gr\u00e1ficos que o n\u00famero de professores no desemprego corresponde exatamente aos que seriam necess\u00e1rios se n\u00e3o houvesse um d\u00e9fice de natalidade de h\u00e1 duas d\u00e9cadas para c\u00e1.<\/p>\n<p>Pai de 13 filhos (com idades entre 10 e 37 anos) e av\u00f4 de 21 netos, Fernando Castro \u00e9 pelo casamento cat\u00f3lico e com pr\u00e1tica religiosa, \u201cfator de estabiliza\u00e7\u00e3o da conjugalidade\u201d, e manifestou-se contra o \u201cviver juntos\u201d antes do casamento, algo que \u00e9 cada vez mais consentido \u201cat\u00e9 por paizinhos cat\u00f3licos\u201d. Terminou a sua interven\u00e7\u00e3o com conselho: \u201cFelicitem, segurem, agrade\u00e7am as fam\u00edlias que t\u00eam\u201d.<\/p>\n<p>DESAFIOS \u00c0 IGREJA<\/p>\n<p>\u00c9 preciso voltar narrrar a f\u00e9 <\/p>\n<p>que d\u00e1 sentido global \u00e0 exist\u00eancia<\/p>\n<p>Na \u00faltima confer\u00eancia, o te\u00f3logo leigo Juan Ambrosio citou \u00e0 partida o Conc\u00edlio Vaticano II, que afirma que \u201co bem-estar das pessoas e da sociedade humana e crist\u00e3 est\u00e1 intimamente ligado com uma favor\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o da comunidade conjugal e familiar\u201d (GS 47), e real\u00e7ou que a \u201cproposta crist\u00e3 \u00e9 para a globalidade da vida humana\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, afirmou que existe \u201cum certo mal estar\u201d quando se fala da miss\u00e3o eclesial. Apesar de esta ser um \u201ctra\u00e7o caracter\u00edstico da identidade crist\u00e3\u201d, precisa de ser repensada, pelo que sugeriu algumas pistas para entender a solicitude pastoral da Igreja e os desafios pastorais que a fam\u00edlia representa. A primeira passa por ter consci\u00eancia que \u201cn\u00e3o \u00e9 a Igreja que tem uma miss\u00e3o; \u00e9 a miss\u00e3o que tem uma Igreja\u201d, o que pode mudar muito, pelo menos as atitudes das pessoas da Igreja. Por outro lado, no agir crist\u00e3o, h\u00e1 que evitar perigos como pensar que \u201ch\u00e1 um profundo antagonismo entre a realidade e o cristianismo\u201d ou imaginar que uma determinada \u00e9poca assumiu o cristianismo na perfei\u00e7\u00e3o (a \u201ccristandade\u201d). H\u00e1 que evitar um cristianismo light (que s\u00f3 aceita certos aspetos da proposta crist\u00e3), mas tamb\u00e9m um cristianismo burgu\u00eas (acomodado, do \u201cmeu bem-estar\u201d, da \u201cminha salva\u00e7\u00e3o\u201d). H\u00e1 que evitar apresentar determinada proposta como \u201ca \u00fanica resposta verdadeira e certa\u201d, mas tamb\u00e9m que todas sejam tidas como certas e v\u00e1lidas.<\/p>\n<p>Juan Ambrosio afirmou que, num tempo de fam\u00edlia p\u00f3s-familiar \u00e9 preciso voltar a \u201cnarrar a f\u00e9 que d\u00e1 sentido global \u00e0 exist\u00eancia\u201d. Fam\u00edlia p\u00f3s-familiar \u00e9 a fam\u00edlia que existe e n\u00e3o a ideal. \u00c9 a tradicional mais a monoparental, mais a de parentescos eletivos, aquela em que h\u00e1 filhos \u201cmeus, teus, nossos e aqueles\u201d. \u00c9 aquela em que casamento e fam\u00edlia j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o direta e imediata. Como a proposta crist\u00e3 \u00e9 para todas as pessoas, o te\u00f3logo considerou que o testemunho dos crentes deve descobrir o valor teol\u00f3gico da experi\u00eancia humana, assumir uma presen\u00e7a p\u00fablica comprometida com a justi\u00e7a e viver com alegria o seu ser crist\u00e3o.<\/p>\n<p>Concretizando, Juan Ambrosio, casado, pais de dois filhos, testemunhou que vive a sua conjugalidade convicto de que \u201co amor traduz o mist\u00e9rio de Deus\u201d. E acrescentou: \u201cO exerc\u00edcio da vida familiar visibiliza a presen\u00e7a de Deus na hist\u00f3ria. A experi\u00eancia da salva\u00e7\u00e3o acontece n\u00e3o apesar da vida, mas precisamente no viver a vida\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decorreu no dia 3 de mar\u00e7o o II Simp\u00f3sio F\u00e9 e Cultura, promovido pelo ISCRA (Instituto Superior de Ci\u00eancias Religiosas de Aveiro) e dedicado \u00e0 fam\u00edlia. 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