{"id":19573,"date":"2012-03-14T15:59:00","date_gmt":"2012-03-14T15:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19573"},"modified":"2012-03-14T15:59:00","modified_gmt":"2012-03-14T15:59:00","slug":"epopeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/epopeia\/","title":{"rendered":"Epopeia"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 98 <!--more--> Na hist\u00f3ria da Igreja, de ontem e de hoje, o Esp\u00edrito Santo, sempre original e inesgot\u00e1vel, suscitou eventos e realidades que marcam \u00e9pocas e civiliza\u00e7\u00f5es. A hist\u00f3ria da espiritualidade \u00e9 apaixonante e est\u00e1 condensada na hist\u00f3ria b\u00edblica. Desde sempre, Deus faz surgir os profetas certos para cada \u00e9poca. Todas as \u00e9pocas s\u00e3o \u00e9pocas de santos. E quanto mais dif\u00edcil o tempo, mais fortes s\u00e3o as caracter\u00edsticas de vida nova que esses homens e mulheres transmitem. Vemos que nascem em qualquer \u00e9poca seguidores que assumem o carisma e mant\u00eam a heran\u00e7a. Beneditinos, franciscanos, carmelitas, Opus Dei, focolares, schoenstattianos, carism\u00e1ticos\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 interessante ver que a arquitetura adquire as caracter\u00edsticas dessa espiritualidade. Al\u00e9m do rom\u00e2nico e do g\u00f3tico e suas deriva\u00e7\u00f5es segundo a espiritualidade da \u00e9poca, conseguimos definir as caracter\u00edsticas de um convento ou igreja beneditina, carmelita, salesiana, franciscana, dominicana. H\u00e1 pontos que s\u00e3o universais e outros que s\u00e3o espec\u00edficos da congrega\u00e7\u00e3o ou movimento. A decora\u00e7\u00e3o e a arquitetura acompanham essa realidade. Reflectem a vida dos fundadores. As andan\u00e7as de um S. Francisco ou S. Domingos e seus seguidores ao longo dos s\u00e9culos. Um S. Bruno. S. Bento. S. Bernardo\u2026 Os carmelos fundados por Santa Teresa de \u00c1vila, que s\u00e3o um verdadeiro itiner\u00e1rio m\u00edstico na geografia espanhola, completado no s\u00e9culo XX por Santa Maravilhas de Jesus\u2026 Para viver isso, ter\u00edamos de visitar todo o territ\u00f3rio de Espanha e ainda saltar para fora das suas fronteiras, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, onde o carmelo continuou a escrever p\u00e1ginas de uma verdadeira epopeia do divino no mundo. Apaixonante! Poder\u00edamos viver o mesmo na hist\u00f3ria de S. Bruno ou das rec\u00e9m-fundadas Monjas de Bel\u00e9m\u2026 E as diferentes ramas da fam\u00edlia franciscana, de vida ativa ou de contempla\u00e7\u00e3o. A historia \u00e9 maravilhosa.<\/p>\n<p>Queria neste artigo sublinhar algo que considero \u00fanico nas epopeias da Igreja: os santu\u00e1rios de Schoenstatt. A espiritualidade mariana que nos leva \u00e0 f\u00e9 pr\u00e1tica na divina provid\u00eancia e nos educa num crescimento de vida para sermos santos da vida di\u00e1ria s\u00e3o pontos que Schoenstatt recolhe da espiritualidade cat\u00f3lica geral para vivermos na nossa caminhada para a santidade. Mas, desde 1942, algo aconteceu no Uruguai, em Nova Helv\u00e9cia. Algu\u00e9m, em plena II Guerra Mundial, teve a ideia de construir uma r\u00e9plica exata do santu\u00e1rio da Alemanha onde tudo come\u00e7ou, a que chamamos Santu\u00e1rio Original. Ali come\u00e7ou a epopeia. Hoje s\u00e3o 200 as c\u00f3pias, em todos os continentes. Por dentro e por fora, s\u00e3o c\u00f3pias exatas na medida, embora cada um tenha um lema diferente , uma corrente de vida espec\u00edfica. \u00c0 sua volta desenvolve-se uma pujante vida espiritual. H\u00e1 um n\u00famero cada vez maior de pessoas que vivem essa aventura\u2026 Porto, Lisboa, Braga, Aveiro s\u00e3o pontos de refer\u00eancia com santu\u00e1rios que permitem um itiner\u00e1rio de f\u00e9 que se serve tamb\u00e9m da estrutura da constru\u00e7\u00e3o material. Se um \u00e9 Cen\u00e1culo, outro \u00e9 Tabor. Se num vivemos o Pai, noutro vivemos o Filho ou o Esp\u00edrito Santo. Num est\u00e3o a Irm\u00e3s de Maria, noutro as Senhoras de Schoenstatt, noutro a Uni\u00e3o Feminina, ou o Instituto das fam\u00edlias, ou os Irm\u00e3os de Maria, ou os padres de Schoenstatt e cada um transmitindo ao Santu\u00e1rio a riqueza e particularidade de sua comunidade, pois P.e Kentenich fundou umas 12 comunidades diferentes. Se vou a Madrid, l\u00e1 os encontro. Na Alemanha, s\u00e3o 52\u2026 Se vou \u00e0 Polonia, R\u00fassia, Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, \u00cdndia, Filipinas, Austr\u00e1lia, v\u00e1rios pa\u00edses de Africa, e toda a Am\u00e9rica. H\u00e1 quem marque f\u00e9rias para conhecer os santu\u00e1rios e as cidades que est\u00e3o perto. Se tenho emigrantes em qualquer pa\u00eds, digo-lhes que v\u00e3o ao santu\u00e1rio para sentirem ali o lar que deixaram em Portugal, de tal modo que a vida religiosa n\u00e3o se interrompa com a emigra\u00e7\u00e3o. Considero um fen\u00f3meno \u00fanico na Igreja.<\/p>\n<p>Os Santu\u00e1rios de Schoenstatt t\u00eam \u201csites\u201d \u00e0s centenas, com paisagens variadas, gentes de todas as ra\u00e7as, tudo para a constru\u00e7\u00e3o de um homem novo numa nova comunidade, pelas m\u00e3os de Maria, nossa M\u00e3e e Educadora. Aqui bem perto, Schoenstatt existe na Gafanha da Nazar\u00e9. Schoenstatt significa \u201clugar bonito\u201d \u00c9 nome de um lugar da Alemanha. Fala-nos de outras paisagens, as quais, na unidade das formas e da silhueta do Santu\u00e1rio, nos ajudam a deixar Deus escrever hist\u00f3ria de amor nos nossos cora\u00e7\u00f5es. Considero-o uma pequena catedral. Ali tudo se resume. Ali Deus, por Maria, acolhe, transforma e envia\u2026 E essas gra\u00e7as, ditas as tr\u00eas gra\u00e7as do Santu\u00e1rio, eu sinto acontecer na vida de muita gente, com curas salientes de depress\u00e3o nervosa. E, apesar das limita\u00e7\u00f5es humanas que tudo na Igreja tem, Schoenstatt, nos seus santu\u00e1rios, \u00e9 uma singular epopeia de Deus na hist\u00f3ria e na geografia do mundo de hoje. Convido-o a empreender essa viagem e ver\u00e1 com se sentir\u00e1 apaixonado.<\/p>\n<p>Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 98<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-19573","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19573"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19573\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}