{"id":19624,"date":"2012-02-15T16:00:00","date_gmt":"2012-02-15T16:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19624"},"modified":"2012-02-15T16:00:00","modified_gmt":"2012-02-15T16:00:00","slug":"nada-de-novo-tudo-de-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nada-de-novo-tudo-de-novo\/","title":{"rendered":"Nada de novo, tudo de novo"},"content":{"rendered":"<p>Olhos na Rua <!--more--> Foi o sobressalto. N\u00e3o o devia ser. Ainda com muita gente na missa tudo estava a andar bem. De repente, consultam-se os livros paroquiais e verifica-se que batismos e casamentos diminu\u00edram a pique. Quando a preocupa\u00e7\u00e3o se esgota nos que ainda v\u00e3o e procuram, a tenta\u00e7\u00e3o \u00e9 de conservar. Quando se pensa s\u00f3 em aguentar e conservar, logo se entra em perda. O mundo anda, e quem n\u00e3o anda fica para tr\u00e1s, queira ou n\u00e3o. A voca\u00e7\u00e3o da Igreja \u00e9 ser companheira de jornada, n\u00e3o dama de varandim.<\/p>\n<p>Quantos planos de pastoral se preocupam com os que deixaram de vir e se programa a\u00e7\u00e3o para ir ao seu encontro? H\u00e1 consci\u00eancia do novo modo de procurar e de agir, do n\u00famero de crist\u00e3os que abandonam e da raz\u00e3o porque o fazem, da modorra de muitos que ficam, da nova situa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, da raz\u00e3o porque ainda se casa no templo? As r\u00e1pidas sess\u00f5es de prepara\u00e7\u00e3o para o casamento deixam o padre e os colaboradores, conscientes e tranquilos frente ao que se passa antes e depois? A Igreja de Cristo \u00e9 uma comunidade viva, mas pode transformar-se em pe\u00e7a de museu, velha e carcomida, nada apetec\u00edvel, nem significativa. Por vezes, dou por mim a pensar se, apesar do bem que se faz, existe e \u00e9 muito, n\u00e3o estamos a voltar ao tempo das rotinas pastorais, das exclus\u00f5es, das proibi\u00e7\u00f5es? O que resta ter\u00e1 alguma coisa a ver com o \u201cpequeno rebanho\u201d do povo b\u00edblico, crente e fiel, detentor de uma esperan\u00e7a nova?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhos na Rua<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-19624","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19624","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19624"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19624\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}