{"id":19652,"date":"2012-03-21T18:17:00","date_gmt":"2012-03-21T18:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19652"},"modified":"2012-03-21T18:17:00","modified_gmt":"2012-03-21T18:17:00","slug":"gripes-constipacoes-e-outras-infecoes-respiratorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/gripes-constipacoes-e-outras-infecoes-respiratorias\/","title":{"rendered":"Gripes, constipa\u00e7\u00f5es e outras infe\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<p>Sa\u00fade <!--more--> Todos os anos em Portugal adoecem centenas de milhares de pessoas afetadas pelo v\u00edrus da gripe e destas, cerca de 2 mil acabam por morrer v\u00edtimas da doen\u00e7a. Textos de Jos\u00e9 Carlos Costa.<\/p>\n<p>O que provoca as infe\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias?<\/p>\n<p>O maior n\u00famero de doen\u00e7as do foro respirat\u00f3rio, como gripes, constipa\u00e7\u00f5es, laringites, bronquites, rinites e pneumonias, ocorre durante os meses frios e \u00e9, na maioria das vezes, provocado por v\u00edrus. <\/p>\n<p>A sintomatologia das infe\u00e7\u00f5es do aparelho respirat\u00f3rio \u00e9 muito diversificada. Na constipa\u00e7\u00e3o, a febre e a dor de cabe\u00e7a raramente se manifestam. A dor muscular e a fadiga podem manifestar-se ligeiramente. Todavia, o congestionamento nasal (nariz entupido), os espirros e a inflama\u00e7\u00e3o na garganta s\u00e3o frequentes. A tosse tamb\u00e9m pode aparecer. Os sintomas da gripe s\u00e3o diferentes da constipa\u00e7\u00e3o. Nos epis\u00f3dios gripais, pode aparecer febre, dores de cabe\u00e7a, dor no corpo, dores musculares, fadiga f\u00edsica, bronquites e pneumonias.   <\/p>\n<p>Os sintomas mais comuns da doen\u00e7a s\u00e3o calafrios e febre, dor de garganta, dores musculares, dores de cabe\u00e7a, tosse, fadiga e mal-estar. Em casos mais graves causa pneumonia, que pode ser fatal, particularmente em crian\u00e7as e pessoas idosas. Embora \u00e0s vezes seja confundida com a constipa\u00e7\u00e3o, a gripe \u00e9 muito mais grave. Pode causar n\u00e1useas e v\u00f3mitos, especialmente em crian\u00e7as. <\/p>\n<p>O que \u00e9 a gripe?<\/p>\n<p>A gripe \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa resultante da infe\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus influenza. O v\u00edrus influenza infeta o trato respirat\u00f3rio (seios nasais, garganta, pulm\u00f5es e ouvidos). Existe uma especificidade de certas estirpes de v\u00edrus que podem sofrer uma muta\u00e7\u00e3o que lhes confere capacidade de infetar a pessoa adulta ou crian\u00e7a, sem escolher idades. <\/p>\n<p>Um fator facilitador da transmiss\u00e3o do v\u00edrus \u00e9 o agrupamento de pessoas em recintos fechados como escolas, lares, meios coletivos de transporte e discotecas\u2026. A gripe apresenta uma elevada taxa de transmiss\u00e3o a partir das part\u00edculas da saliva de uma pessoa infetada, expelidas sobretudo atrav\u00e9s da respira\u00e7\u00e3o, secre\u00e7\u00f5es nasais, da fala, da tosse e dos espirros. A inala\u00e7\u00e3o dessas got\u00edculas atrav\u00e9s do nariz ou garganta permite a entrada do v\u00edrus no organismo. Uma vez dentro do organismo, o v\u00edrus destr\u00f3i a membrana mucosa de prote\u00e7\u00e3o do trato respirat\u00f3rio e infeta as c\u00e9lulas. As c\u00e9lulas s\u00e3o o tecido biol\u00f3gico privilegiado, onde o v\u00edrus influenza da gripe gosta de intervir e danificar.  <\/p>\n<p>\u00c9 relativamente frequente a prolifera\u00e7\u00e3o bacteriana nas membranas mucosas danificadas pela infe\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus influenza, que provocam infe\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias como pneumonia, sinusite, faringite, otite ou bronquite.<\/p>\n<p>As infe\u00e7\u00f5es gripais tamb\u00e9m ocorrem por contato com superf\u00edcies contaminadas.<\/p>\n<p>Per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o e de cont\u00e1gio<\/p>\n<p>A gripe apresenta um curto per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o, o qual \u00e9, em m\u00e9dia, de 2 dias com intervalo de 4 dias.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de cont\u00e1gio inicia-se 1 a 2 dias e dura at\u00e9 5 dias ap\u00f3s o in\u00edcio dos sintomas, tendo o seu auge nos segundo e terceiro dias ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o da expectora\u00e7\u00e3o nos pulm\u00f5es.<\/p>\n<p>Ocorr\u00eancia <\/p>\n<p>A gripe ocorre, mais frequentemente, nos meses de inverno e, habitualmente, o pico surge entre dezembro e mar\u00e7o. Admite-se, no entanto, a exist\u00eancia de casos espor\u00e1dicos de gripe ao longo de todo o ano. Os casos de gripe que aparecem isolados, fora do inverno, passam habitualmente sem diagn\u00f3stico e tratamento espec\u00edficos, sendo rotulados de s\u00edndromes gripais.<\/p>\n<p>Sintomas <\/p>\n<p>Os efeitos da gripe s\u00e3o por vezes muito severos e duram muito mais que os da constipa\u00e7\u00e3o. A recupera\u00e7\u00e3o leva de uma a duas semanas de cama. A gripe tamb\u00e9m pode levar \u00e0 morte, especialmente nas pessoas mais debilitadas, idosas ou com doen\u00e7as cr\u00f3nicas. Pessoas com enfisema, bronquite cr\u00f3nica ou asma podem sofrer dificuldade de respira\u00e7\u00e3o enquanto gripadas. Al\u00e9m disso, a gripe pode piorar em casos de aterosclerose ou insufici\u00eancia card\u00edaca. O tabagismo \u00e9 outro fator de risco associado a s\u00e9rias complica\u00e7\u00f5es e aumento da mortalidade na gripe, sendo tamb\u00e9m um destruidor da vitamina C no organismo, por efeito da nicotina. <\/p>\n<p> Os sintomas da gripe podem come\u00e7ar repentinamente ou um ou dois dias ap\u00f3s a infe\u00e7\u00e3o. Geralmente os primeiros sintomas s\u00e3o calafrios, mas a febre tamb\u00e9m \u00e9 comum no in\u00edcio da infe\u00e7\u00e3o, com temperaturas corporais acima de 38\u00b0C. Muitas pessoas ficam t\u00e3o doentes que s\u00e3o confinadas na cama por v\u00e1rios dias, com dores por todo o corpo, que s\u00e3o piores nas costas e pernas. Os sintomas de gripe podem incluir:<\/p>\n<p>\u2022 Dores no corpo, especialmente articula\u00e7\u00f5es e garganta; Tosse e espirros; Sensa\u00e7\u00e3o de frio e febre; Fadiga; Cefaleia ou dores de cabe\u00e7a; Irrita\u00e7\u00e3o nos olhos; Congest\u00e3o nasal e garganta; Dor abdominal (em crian\u00e7as com gripe tipo B).<\/p>\n<p>Complica\u00e7\u00f5es <\/p>\n<p>e terap\u00eautica<\/p>\n<p>Habitualmente a gripe \u00e9 benigna, mas tamb\u00e9m pode ser grave, principalmente nas pessoas idosas ou debilitadas por doen\u00e7as cr\u00f3nicas. As complica\u00e7\u00f5es surgem mais frequentemente em pessoas com doen\u00e7a cardiopulmonar preexistente e na gravidez. <\/p>\n<p>A idade \u00e9 um fator adicional no aumento dos riscos, em particular se o idoso \u00e9 portador de doen\u00e7a respirat\u00f3ria cr\u00f3nica. As pessoas com 65 ou mais anos apresentam taxas de hospitaliza\u00e7\u00e3o e de mortalidade por pneumonia e gripe superiores \u00e0s da popula\u00e7\u00e3o em geral. Os beb\u00e9s at\u00e9 aos dois anos de idade tamb\u00e9m pertencem a um grupo espec\u00edfico de risco, devido \u00e0 sua tenra idade. Mas, por outro lado, s\u00e3o as que t\u00eam mais e melhores defesas imunol\u00f3gicas. Por isso, quando s\u00e3o saud\u00e1veis, bem alimentados e dormem o suficiente, re\u00fanem um potencial de defesa excelente. O mesmo acontece com os jovens e adultos. O exerc\u00edcio regular, a ado\u00e7\u00e3o de uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, com bastantes vegetais e fruta, a ingest\u00e3o de uma quantidade de \u00e1gua compat\u00edvel com as necessidades h\u00eddricas do organismo e um tempo de descanso biol\u00f3gico noturno \u00e9 o melhor meio para prevenir e ajudar no cuidado das infe\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias.    <\/p>\n<p>A alimenta\u00e7\u00e3o concentrada de vitaminas e minerais, provenientes da fruta e dos legumes \u00e9 recomendada e altamente ben\u00e9fica. Por outro lado, a redu\u00e7\u00e3o dos alimentos proteicos e do sal, ajuda a manter os n\u00edveis h\u00eddricos do organismo equilibrados, evitando perdas ou gastos desnecess\u00e1rios. Por isso, os sumos naturais de fruta, os ch\u00e1 mineralizados e a \u00e1gua ligeiramente aquecida bebidos alternadamente, s\u00e3o tamb\u00e9m uma boa medida no combate ao v\u00edrus da gripe e no tratamento da doen\u00e7a.    <\/p>\n<p>Algumas patologias respirat\u00f3rias podem necessitar de tratamento farmacol\u00f3gico para o al\u00edvio dos sintomas e controlo da infe\u00e7\u00e3o. Estes tratamentos, quando necess\u00e1rios, devem ser individualizados e monitorizados por profissionais. <\/p>\n<p>Na maioria dos casos de gripe e constipa\u00e7\u00f5es, o repouso na cama e o al\u00edvio sintom\u00e1tico s\u00e3o suficientes. Nas pessoas de alto risco e com patologias cr\u00f3nicas, pode ser necess\u00e1ria a hospitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Procedimentos a adotar em casos de gripe<\/p>\n<p>\u2022 Procure isolar-se das outras pessoas, de forma a diminuir o cont\u00e1gio. <\/p>\n<p>\u2022 Descanse, ingerira muitos l\u00edquidos (\u00e1gua, sumos e ch\u00e1s) e mantenha a alimenta\u00e7\u00e3o, comendo o que apetecer mais, principalmente vegetais e fruta.<\/p>\n<p>\u2022 Evite mudan\u00e7as de temperatura.<\/p>\n<p>\u2022 N\u00e3o se agasalhe demasiado.<\/p>\n<p>\u2022 Contacte o m\u00e9dico assistente, se \u00e9 portador de doen\u00e7a cr\u00f3nica ou prolongada.<\/p>\n<p>\u2022 Tome medicamento para baixar a febre (antipir\u00e9ticos). Se tiver muitas dores tamb\u00e9m pode tomar analg\u00e9sicos, mas sempre por prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2022 Fa\u00e7a atmosfera h\u00famida, se tiver tosse.<\/p>\n<p>\u2022 Aplique soro fisiol\u00f3gico para desentupir\/descongestionar o nariz.<\/p>\n<p>\u2022 Pode n\u00e3o ser aconselh\u00e1vel tomar medicamentos que reduzam a tosse, mas sim expetorantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-19652","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19652"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19652\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}