{"id":19655,"date":"2012-03-22T09:42:00","date_gmt":"2012-03-22T09:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19655"},"modified":"2012-03-22T09:42:00","modified_gmt":"2012-03-22T09:42:00","slug":"para-entender-a-nova-evangelizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/para-entender-a-nova-evangelizacao\/","title":{"rendered":"Para entender a nova evangeliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Um desafio para sair da indiferen\u00e7a<\/p>\n<p>Rino Fisichella<\/p>\n<p>Paulus<\/p>\n<p>176 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>No dia 29 de mar\u00e7o de 2010 \u2013 est\u00e3o quase a completar-se dois anos \u2013 o arcebispo Rino Fisichella foi convocado para uma audi\u00eancia privada com Bento XVI. Ao contr\u00e1rio das outras vezes em que se encontrou com o Papa, D. Fisichella n\u00e3o foi avisado quanto ao assunto da reuni\u00e3o, o que lhe causou alguma intranquilidade, at\u00e9 pelos inevit\u00e1veis \u201crumores\u201d, \u201cdesporto largamente praticado em alguns ambientes\u201d, que muitas vezes se ouvem acerca de transfer\u00eancias, como o pr\u00f3prio relata no in\u00edcio deste livro.<\/p>\n<p>D. Fisichella conta como decorreu o encontro com Bento XVI: \u201cNunca poderia ter pensado, ao sentar-me \u00e0 frente de Bento XVI sorridente e contante, que ele textualmente me dissesse: \u00abAndei a pensar muito nos \u00faltimos meses. Desejo instituir um dicast\u00e9rio para a nova evangeliza\u00e7\u00e3o e pe\u00e7o-lhe que aceite ser o presidente. Posso passar-lhe alguns apontamentos que tenho feito. O que \u00e9 que pensa?\u00bb Estava muito surpreendido e apenas lhe disse: \u00abSanto Padre, \u00e9 um grande desafio\u00bb. O col\u00f3quio continuou com uma troca de considera\u00e7\u00f5es sobre o assunto, at\u00e9 se esbo\u00e7ar a estrutura do novo dicast\u00e9rio. Sa\u00ed da audi\u00eancia muito contente. O temor que levava comigo transformara-se em entusiasmo\u201d (p\u00e1g. 6).<\/p>\n<p>O autor acrescenta que, tendo andado nos \u00faltimos trinta anos a estudar, ensinar e escrever sobre como apresentar o cristianismo ao homem de hoje, sentiu o convite de Bento XVI como uma prova: \u201cAndaste tantos anos a estudar, agora prova-me que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 teoria\u201d.<\/p>\n<p>Este livro \u00e9 uma leitura pessoal do que o presidente do Conselho Pontif\u00edcio para a Promo\u00e7\u00e3o da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o entende por \u201cnova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d e serve, no fundo, para preparar o s\u00ednodo dos bispos convocado para outubro de 2012, mas tamb\u00e9m para qualquer pessoa estar a par do grande \u201cdesafio para sair da indiferen\u00e7a\u201d. Como \u00e9 sabido, o s\u00ednodo tem como tema de fundo precisamente a nova evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>D. Rino Fisichella come\u00e7a por dizer que prefere a express\u00e3o \u201cnova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d ao termo \u201creevangeliza\u00e7\u00e3o\u201d. Fazendo uma breve hist\u00f3ria da express\u00e3o, popularizada por Jo\u00e3o Paulo II, termina o segundo cap\u00edtulo apresentando o que pode ser uma defini\u00e7\u00e3o: \u201cUma forma mediante a qual o Evangelho de sempre \u00e9 anunciado com novo entusiasmo, novas linguagens e novas metodologias capazes de transmitir o sentido profundo que permanece inalterado\u201d.<\/p>\n<p>Nos cap\u00edtulos seguintes, o arcebispo escreve sobre o contexto de secularismo, desorienta\u00e7\u00e3o e crise no mundo ocidental em que a nova evangeliza\u00e7\u00e3o h\u00e1 de ser posta em pr\u00e1tica (cap. III), afirma a centralidade de Jesus Cristo no processo (IV), aponta os lugares da nova evangeliza\u00e7\u00e3o (a liturgia, a caridade, o ecumenismo, a imigra\u00e7\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o, cap. V), fala das perspetivas (o cen\u00e1rio da cultura, a nova antropologia e a miss\u00e3o da Igreja, cap. VI) e dos novos evangelizadores (que s\u00e3o os de sempre: o clero, os consagrados e os leigos, cap. VII). Os dois \u00faltimos cap\u00edtulos antes da s\u00edntese final do cap. X s\u00e3o dedicados \u00e0 beleza e \u00e0 arte (cap. VIII) e ao aut\u00eantico \u00edcone da nova evangeliza\u00e7\u00e3o que \u00e9 a Bas\u00edlica da Sagrada Fam\u00edlia, em Barcelona (cap. IX). Consagrado pelo Papa no dia 17 de novembro de 2010, o templo, ainda em constru\u00e7\u00e3o, sendo um \u201ccatecismo de pedra\u201d, \u201cprovoca-nos para ir mais al\u00e9m\u201d, \u201cobriga ao sentido da transcend\u00eancia\u201d, \u201ctra\u00e7a o percurso essencial para decifrar o enigma da nossa condi\u00e7\u00e3o pessoa\u201d. E isso tamb\u00e9m \u00e9 nova evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Breve hist\u00f3ria da \u201cnova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n<p>1979 \u2013 No documento de Puebla (dos bispos da Am\u00e9rica Latina reunidos nesta cidade mexicana), afirma-se que h\u00e1 \u201cmudan\u00e7as socioculturais que exigem uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>1979 \u2013 Jo\u00e3o Paulo II, na segunda visita \u00e0 Pol\u00f3nia, usa pela primeira vez a express\u00e3o.<\/p>\n<p>1983 \u2013 Jo\u00e3o Paulo II, no Haiti, falando aos bispos da Am\u00e9rica Latina, convida-os a empenharem-se numa nova evangeliza\u00e7\u00e3o: \u201cNova no seu ardor, nos seus m\u00e9todos e nas suas express\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>1990 \u2013 Na enc\u00edclica \u201cRedemptoris missio\u201d, Jo\u00e3o Paulo II afirma que \u00e9 necess\u00e1ria uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o \u201conde grupos inteiros de batizados perderam o sentido vivo da f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>2010 \u2013 \u00c9 institu\u00eddo no dia 21 de setembro o Conselho Pontif\u00edcio para a Promo\u00e7\u00e3o da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova evangeliza\u00e7\u00e3o. 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