{"id":19662,"date":"2012-02-15T15:34:00","date_gmt":"2012-02-15T15:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19662"},"modified":"2012-02-15T15:34:00","modified_gmt":"2012-02-15T15:34:00","slug":"salicornia-come-a-entrar-na-gastronomia-aveirense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/salicornia-come-a-entrar-na-gastronomia-aveirense\/","title":{"rendered":"Salic\u00f3rnia come a entrar na gastronomia aveirense"},"content":{"rendered":"<p>Usada em saladas e farinhas, cresce o valor comercial da salic\u00f3rnia, planta que pode ser cultivada nas margens da Ria.<\/p>\n<p>A gastronomia regional aveirense est\u00e1 a come\u00e7ar a incorporar em alguns dos seus pratos, nomeadamente nas saladas, a salic\u00f3rnia, uma erva comest\u00edvel que cresce nas salinas aveirenses. Por ser altamente tolerante ao sal e, por isso mesmo, ser salgada, tamb\u00e9m \u00e9 conhecida por sal verde ou espargos do mar.<\/p>\n<p>A salic\u00f3rnia tem valor comercial, pois, al\u00e9m de lhe assentar o carimbo de \u201cproduto gourmet\u201d, pode ser transformada em farinha para animais, tendo ainda aplica\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas e cosm\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Sendo uma planta sazonal, a salic\u00f3rnia desenvolve-se a partir da primavera (at\u00e9 ao outono), nas margens das marinhas de sal e tamb\u00e9m em alguns dos canais da ria. \u00c9 nessa altura que apresenta maiores vantagens culin\u00e1rias, podendo ser consumida crua em saladas.<\/p>\n<p>Depois de muitos anos praticamente ignorada, tanto por agricultores e marnotos como por \u201cchefes\u201d de cozinha, a salic\u00f3rnia est\u00e1 a entrar nas ementas \u201cgourmet\u201d, muito por influ\u00eancia da moderna cozinha francesa, que sempre soube valorizar este produto natural para confecionar saladas de sabor requintado.<\/p>\n<p>Em Aveiro h\u00e1 j\u00e1 alguns produtores, sobretudo ligados a marinhas de sal, que comercializam salic\u00f3rnia, havendo mesmo j\u00e1 marcas no mercado, numa clara aposta neste produto.<\/p>\n<p>Nas Jornadas da Ria de Aveiro, realizadas na Universidade de Aveiro, investigadores do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro e do CESAM \u2013 Laborat\u00f3rio Associado, apresentaram o estudo \u201cCultura e explora\u00e7\u00e3o de salic\u00f3rnia na Ria de Aveiro\u201d, concluindo que \u201ca salinicultura da erva-salada poder\u00e1 ser mais um ponto de partida para a explora\u00e7\u00e3o sustentada dos recursos vegetais da Ria de Aveiro numa parceria com as ind\u00fastrias alimentares e farmac\u00eauticas\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a Universidade do Algarve est\u00e1 a promover o projeto \u201cCultivo Sustent\u00e1vel de Hal\u00f3fitas na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo Ant\u00f3nio\u201d, com o objetivo de desenvolver o cultivo sustent\u00e1vel de salic\u00f3rnia e outras plantas hal\u00f3fitas, contrariando o abandono da salicultura tradicional nessa \u00e1rea, cujas consequ\u00eancias ambientais se fazem sentir sobretudo ao n\u00edvel da avifauna. O cultivo sustent\u00e1vel de plantas locais com v\u00e1rias potencialidades comerciais poder\u00e1 ser uma aposta no desenvolvimento regional. <\/p>\n<p>Esse projeto resulta de uma parceria entre os investigadores do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias do Ambiente e Empresariais do Instituto Superior Dom Afonso III e o Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usada em saladas e farinhas, cresce o valor comercial da salic\u00f3rnia, planta que pode ser cultivada nas margens da Ria. A gastronomia regional aveirense est\u00e1 a come\u00e7ar a incorporar em alguns dos seus pratos, nomeadamente nas saladas, a salic\u00f3rnia, uma erva comest\u00edvel que cresce nas salinas aveirenses. 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