{"id":19689,"date":"2012-03-28T16:43:00","date_gmt":"2012-03-28T16:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19689"},"modified":"2012-03-28T16:43:00","modified_gmt":"2012-03-28T16:43:00","slug":"nova-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nova-cultura\/","title":{"rendered":"Nova cultura"},"content":{"rendered":"<p>As viagens chamadas de finalistas &#8211; e digo chamadas, porque muitos dos jovens que integram esses grupos n\u00e3o chegar\u00e3o a ser finalistas no ano em que viajam &#8211; s\u00e3o, de h\u00e1 muito e em muitas circunst\u00e2ncias, uma vergonha para a Educa\u00e7\u00e3o, a express\u00e3o de um alheamento e inconsci\u00eancia dos pais, o campo f\u00e9rtil de explora\u00e7\u00e3o comercial sem escr\u00fapulos. O vandalismo, os excessos de \u00e1lcool, de drogas, de sexo, tornam-se manifesta\u00e7\u00e3o de uma libertinagem prim\u00e1ria, que ronda as fronteiras do drama social, \u00e0s vezes resultando mesmo em trag\u00e9dia. <\/p>\n<p>N\u00e3o se compreende que, em momento de tantas dificuldades financeiras, com cantinas escolares abertas durante pausas letivas para que alguns alunos possam usufruir de refei\u00e7\u00f5es m\u00ednimas, sendo os custos assumidos pelo er\u00e1rio p\u00fablico, com fam\u00edlias que n\u00e3o conseguem obviar aos encargos do transporte escolar, n\u00e3o se compreende que se n\u00e3o desencadeiem mecanismos para travar estas extravag\u00e2ncias, in\u00edcio, algumas vezes, de perda definitiva de rumo nos estudos para os que nelas se metem.<\/p>\n<p>As escolas colocam-se \u00e0 margem destas organiza\u00e7\u00f5es, porque n\u00e3o t\u00eam capacidade de controlar uma desconcertante \u201cliberdade\u201d que os alunos obt\u00eam dos pais. Certo \u00e9 que, quando algo de mal not\u00f3rio acontece, a imagem da escola v\u00ea-se indesejavelmente associada aos factos. E as fam\u00edlias, que abriram caminho a tudo isto, por uma incapacidade de dizer n\u00e3o e de propor outras iniciativas, culpam n\u00e3o raro as escolas de aus\u00eancia da vida dos estudantes.<\/p>\n<p>Importa sublinhar que h\u00e1 grupos de alunos, de sua iniciativa, motivados por professores, estimulados por alguns pais, que projetam viagens verdadeiramente culturais, n\u00e3o raro de solidariedade. E at\u00e9 renunciam a gastar esse dinheiro, para se empenharem em angariar fundos, a fim de ajudar as suas escolas a superar as dificuldades financeiras que a conjuntura imp\u00f5e. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m aparecem aqueles que s\u00f3 se julgam finalistas depois de conclu\u00edrem o ensino secund\u00e1rio e promovem, ent\u00e3o, uma festa que lhes permita uma experi\u00eancia de unidade antes da dispers\u00e3o pelas universidades.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente criar uma nova cultura de vida acad\u00e9mica, de trabalho escolar e de divers\u00e3o adequada, proporcionada e construtiva, que n\u00e3o perturbe nem muito menos arru\u00edne o ano de trabalho; que respeite e estimule a dignidade da pessoa humana; que gere verdadeira alegria, em rostos erguidos de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Urge um retorno a uma rede de afetos familiares est\u00e1veis, a uma s\u00e1bia gest\u00e3o do tempo de todos os membros da fam\u00edlia em fun\u00e7\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o das diversidades em projetos de vida partilhados. A\u00ed come\u00e7ar\u00e1 uma transforma\u00e7\u00e3o desta desintegra\u00e7\u00e3o juvenil em crescimento sustentado e solid\u00e1rio: todos se apoiam, todos aprendem com todos, todos se responsabilizam por todos. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As viagens chamadas de finalistas &#8211; e digo chamadas, porque muitos dos jovens que integram esses grupos n\u00e3o chegar\u00e3o a ser finalistas no ano em que viajam &#8211; s\u00e3o, de h\u00e1 muito e em muitas circunst\u00e2ncias, uma vergonha para a Educa\u00e7\u00e3o, a express\u00e3o de um alheamento e inconsci\u00eancia dos pais, o campo f\u00e9rtil de explora\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-19689","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19689"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19689\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}