{"id":19757,"date":"2012-03-07T15:46:00","date_gmt":"2012-03-07T15:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19757"},"modified":"2012-03-07T15:46:00","modified_gmt":"2012-03-07T15:46:00","slug":"por-que-e-que-a-igreja-se-mete-sempre-nestas-coisas-da-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/por-que-e-que-a-igreja-se-mete-sempre-nestas-coisas-da-familia\/","title":{"rendered":"Por que \u00e9 que a Igreja se mete sempre nestas coisas da fam\u00edlia?"},"content":{"rendered":"<p>Matrim\u00f3nio, um caminho a dois <!--more--> Primeiro, deixem-me situar esta pergunta. Ela apareceu depois do debate havido sobre a fam\u00edlia na semana de Ora\u00e7\u00e3o pela Unidade dos Crist\u00e3os. Tinha-se falado do conceito de casamento e de fam\u00edlia, particularmente entre cat\u00f3licos e protestantes e, como todos sabemos, para os protestantes o casamento n\u00e3o \u00e9 um sacramento mas apenas um ato religioso, da\u00ed um conjunto de exig\u00eancias a que poderemos chamar de direitos e deveres que nos separam uns dos outros, o que \u00e9 natural, dado o ponto diferente de onde partimos. E foi neste contexto, at\u00e9 por aquilo a que chamamos de situa\u00e7\u00f5es irregulares matrimoniais perante a Igreja \u2013 que n\u00e3o existem nos protestantes \u2013, que veio a referida pergunta: Por que \u00e9 que a Igreja se mete sempre nestas coisas da fam\u00edlia?<\/p>\n<p>A resposta penso que \u00e9 muito simples e pode ser assim: o caminho da Igreja \u00e9 o caminho do homem e da mulher que a Igreja n\u00e3o pode abandonar porque essa \u00e9 a vontade de Deus espelhada desde a cria\u00e7\u00e3o e faz parte da sua miss\u00e3o evangelizadora. Seria negar-se a si mesma se deixasse de anunciar a verdade sobre a fam\u00edlia. \u201c\u2026\u00c9 uma necessidade que sente arder-lhe dentro\u2026\u201d, para utilizar uma express\u00e3o do Papa Jo\u00e3o Paulo II na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica depois do S\u00ednodo sobre a Europa, \u201cmete-se nisto\u2026\u201d \u2013 e desculpem mais uma vez a express\u00e3o, porque n\u00e3o pode deixar de se meter para ser fiel a si mesma e \u00e0 sua pr\u00f3pria miss\u00e3o que lhe vem, como todos sabemos, de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Mais ainda, como j\u00e1 dissemos na primeira reposta (ver CV da semana passada), a Igreja pretende manter uma l\u00f3gica consequente com duas afirma\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de onde parte, e que lhe s\u00e3o dadas pelo livro dos G\u00e9nesis, isto \u00e9: que Deus \u00e9 o autor do matrim\u00f3nio e que a fam\u00edlia \u00e9 a c\u00e9lula base da sociedade e, por isso, sujeito de direitos e deveres ainda antes dos Estados e de quaisquer outras sociedades. Partindo daqui, em rela\u00e7\u00e3o a tudo aquilo que possa ir contra esta l\u00f3gica, a Igreja \u201ctem\u201d de ser contra. A t\u00edtulo de exemplo, para ser fiel a este conjunto de verdades, a Igreja, a quando do S\u00ednodo dos Bispos sobre a fam\u00edlia, viu-se na necessidade de propor um conjunto de direitos da fam\u00edlia \u201ccontra as intoler\u00e1veis usurpa\u00e7\u00f5es da sociedade e do Estado\u2026\u201d. Surgiu, assim, a Carta dos Direitos da Fam\u00edlia apresentada pela Santa S\u00e9 a todas as pessoas, institui\u00e7\u00f5es e autoridades interessadas na miss\u00e3o da fam\u00edlia no mundo contempor\u00e2neo em 22 de Outubro de 1983. Ainda hoje \u2013 passados mais de trinta anos \u2013, vale a pena revisitar este texto porque a\u00ed encontraremos a fam\u00edlia como a Igreja a entende revestida dos seus direitos fundamentais. Deixem-me concluir com uma express\u00e3o popular de cariz rom\u00e2ntico: A fam\u00edlia \u00e9 a menina dos olhos da Igreja porque j\u00e1 foi um sonho no plano de Deus.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima semana: Por que \u00e9 que a Igreja considera o matrim\u00f3nio como um sa-cramento?<\/p>\n<p>Manuel Joaquim Rocha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Matrim\u00f3nio, um caminho a dois<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-19757","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19757","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19757"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19757\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19757"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}