{"id":19774,"date":"2012-03-28T17:28:00","date_gmt":"2012-03-28T17:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19774"},"modified":"2012-03-28T17:28:00","modified_gmt":"2012-03-28T17:28:00","slug":"livro-da-colecao-que-aveiro-perdeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/livro-da-colecao-que-aveiro-perdeu\/","title":{"rendered":"Livro da cole\u00e7\u00e3o que Aveiro perdeu"},"content":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o M\u00e1rio Soares e Imprensa Nacional Casa da Moeda publicaram o livro \u201cEnfim, a Rep\u00fablica\u201d, 272 p\u00e1ginas de grande formato sobre a cole\u00e7\u00e3o de imagens e objetos dos finais da Monarquia e primeiros anos da Rep\u00fablica, sempre de tem\u00e1tica republicana, que durante d\u00e9cadas o historiador Ant\u00f3nio Pedro Vicente juntou.<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o pertence hoje \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o M\u00e1rio Soares, mas esteve em Aveiro desde 2002. A aceita\u00e7\u00e3o formal dera-se, no entanto, em 1993, com o presidente Celso Santos.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Pedro Vivente \u00e9 filho de Arlindo Vicente, o advogado e pintor natural do Troviscal que se op\u00f4s a Salazar. Com a d\u00e1diva a Aveiro de um esp\u00f3lio excecional sobre a I Rep\u00fablica, pretendia homenagear o seu pai. A condi\u00e7\u00e3o para a entrega gratuita era que o museu ficasse com o nome de Arlindo Vicente.<\/p>\n<p>Com abertura diversas vezes anunciada e sucessivamente adiada, apesar das obras de remodela\u00e7\u00e3o, o Museu Arlindo Vicente (onde hoje \u00e9 o Museu da Cidade, ao Rossio) passou pelas m\u00e3os de executivos aut\u00e1rquicos de diferentes cores pol\u00edticas e acabou por n\u00e3o se concretizar. A cole\u00e7\u00e3o foi devolvida em 2006 pelo executivo de \u00c9lio Maia ao dono original, que, mais tarde a vendeu \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o M\u00e1rio Soares.<\/p>\n<p>\u00c9 o pr\u00f3prio M\u00e1rio Soares, que escreve no pref\u00e1cio deste volume: \u201cPor circunst\u00e2ncias especiais, em que eu n\u00e3o vou entrar, fal\u00e1mos um dia e deu-me a conhecer, antes das Comemora\u00e7\u00f5es do Centen\u00e1rio da Rep\u00fablica, a sua imensa cole\u00e7\u00e3o, que a Funda\u00e7\u00e3o M\u00e1rio Soares veio a adquirir (\u2026)\u201d. Estas \u201ccircunst\u00e2ncias especiais\u201d em que o antigo presidente da Rep\u00fablica n\u00e3o quis entrar s\u00e3o, sem d\u00favida, uma p\u00e1gina negra na cultura aveirense dos anos recentes.<\/p>\n<p>Aveiro deu-se ao luxo de perder, por raz\u00f5es nunca cabalmente esclarecidas da parte dos dirigentes aut\u00e1rquicos, uma cole\u00e7\u00e3o impar de milhares de objetos (de postais a cartazes, de pratos a moedas, de revistas aos projetos originais da bandeira nacional, de bustos a rel\u00f3gios\u2026) dos \u00faltimos anos da Monarquia e primeiros da Rep\u00fablica. Podemos agora v\u00ea-la em papel e lamentar n\u00e3o a admirar ao vivo na cidade que se orgulha de ter feito congressos de oposi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o M\u00e1rio Soares e Imprensa Nacional Casa da Moeda publicaram o livro \u201cEnfim, a Rep\u00fablica\u201d, 272 p\u00e1ginas de grande formato sobre a cole\u00e7\u00e3o de imagens e objetos dos finais da Monarquia e primeiros anos da Rep\u00fablica, sempre de tem\u00e1tica republicana, que durante d\u00e9cadas o historiador Ant\u00f3nio Pedro Vicente juntou. A cole\u00e7\u00e3o pertence hoje \u00e0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-19774","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros-e-multimedia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19774"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19774\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}