{"id":19781,"date":"2012-04-04T15:23:00","date_gmt":"2012-04-04T15:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19781"},"modified":"2012-04-04T15:23:00","modified_gmt":"2012-04-04T15:23:00","slug":"este-e-o-dia-do-senhor-alegremo-nos-nele-sal-118","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/este-e-o-dia-do-senhor-alegremo-nos-nele-sal-118\/","title":{"rendered":"&#8220;Este \u00e9 o Dia do Senhor: Alegremo-nos nele&#8221; (Sal 118)"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de P\u00e1scoa do Bispo de Aveiro <!--more--> 1. A mais bela de todas as manh\u00e3s \u2013 a manh\u00e3 de P\u00e1scoa \u2013 n\u00e3o come\u00e7ou com capas estendidas pelo ch\u00e3o da vida, com hossanas de multid\u00f5es em alegria e em festa nem, t\u00e3o pouco, com o testemunho corajoso e feliz dos disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>Como estava j\u00e1 longe da mem\u00f3ria do povo e distante do cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos a entrada de Jesus na sua cidade! A cruz e a morte tinham dispersado as multid\u00f5es e o medo tinha-se apoderado dos mais pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>A manh\u00e3 de P\u00e1scoa come\u00e7ou com uma estranha e singela palavra, cheia de compaix\u00e3o por parte de Jesus diante da tristeza preocupada de Maria, a mulher perdoada, que viu o sepulcro vazio: \u00abMulher, porque choras?\u00bb (Jo 20, 15).<\/p>\n<p>O primeiro gesto de Jesus ressuscitado e a sua primeira palavra, depois da ressurrei\u00e7\u00e3o, \u00e9 consolar; \u00e9 olhar o nosso olhar; \u00e9 chamar pelo nosso nome. Um dia, tempo vir\u00e1, em que \u00abDeus enxugar\u00e1, tamb\u00e9m, todas as l\u00e1grimas dos nossos olhos!\u00bb (Ap 21, 4).<\/p>\n<p>Neste tempo de crise de civiliza\u00e7\u00e3o, o mundo precisa da P\u00e1scoa de Jesus, para aprender a dar a vida por amor e nessa d\u00e1diva divina encontrar uma palavra que afague tantos dramas, um olhar que d\u00ea luz a tantos olhares que as l\u00e1grimas turbam e o pecado magoa e uma vida que alimente de nova e renascida esperan\u00e7a tantas vidas sem sentido, sem p\u00e3o, sem trabalho, sem horizonte e sem rumo.<\/p>\n<p>Que tamb\u00e9m nestes tempos de imperativa austeridade e de desiguais sacrif\u00edcios lembremos o s\u00e1bio conselho afirmado em cada P\u00e1scoa judaica: \u00abEm tempos de opress\u00e3o, n\u00e3o falte ao povo a esperan\u00e7a da liberdade! Em tempos de liberdade, n\u00e3o se lhe apague a lembran\u00e7a da escravid\u00e3o!\u00bb (Seder judaico).<\/p>\n<p>Depois da manh\u00e3 de P\u00e1scoa, Jesus chamou, ao longo da hist\u00f3ria da Igreja, milhares e milhares de pessoas pelo seu nome. A todos os que chamou, tamb\u00e9m enviou em miss\u00e3o para transmitir a Boa Nova das bem-aventuran\u00e7as. A P\u00e1scoa \u00e9 a festa de todos e para todos!<\/p>\n<p>2. A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 porta de tempos novos e aurora de vit\u00f3ria e alegria pascal. Deste triunfo de Jesus Cristo sobre o pecado e sobre a morte, os ap\u00f3stolos, refeitos do medo inicial, d\u00e3o-nos testemunho vivo. A vida crist\u00e3 nasce deste acontecimento sempre novo e desta inabal\u00e1vel certeza: \u00abFoi este Jesus que Deus ressuscitou, e disto n\u00f3s somos testemunhas\u00bb (At 2,32).<\/p>\n<p>A\u00ed, na P\u00e1scoa de Jesus, inicia-se o tempo da Igreja e todos n\u00f3s da\u00ed partimos em caminhada pascal, apoiados pelo testemunho daqueles que viram e acreditaram. E a exemplo dos disc\u00edpulos, tornamo-nos, tamb\u00e9m n\u00f3s, sinais vivos deste mesmo poder da ressurrei\u00e7\u00e3o que Deus coloca em ac\u00e7\u00e3o na Igreja.<\/p>\n<p>Os cinquenta dias que prolongam, na liturgia da Igreja, a P\u00e1scoa e dela fazem uma festa ininterrupta s\u00e3o dados aos crist\u00e3os para renovar as suas vidas e fortalecer a sua f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, de Quem s\u00e3o chamados a ser testemunhas.<\/p>\n<p>3. Vamos viver, na diocese de Aveiro, este tempo pascal em Caminhada de itiner\u00e1rio pastoral com as fam\u00edlias para que, com a for\u00e7a da vida, do amor e da f\u00e9 nascida da P\u00e1scoa, as fam\u00edlias da diocese se reconhe\u00e7am no seu melhor e se valorizem no testemunho e na miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Importa que cada fam\u00edlia sinta o seu amor vivificado pela palavra de Deus, iluminado pela palavra da Igreja e alimentado pela palavra da vida. Sabemos bem quanto a fam\u00edlia \u00e9 para cada um de n\u00f3s um dom como ber\u00e7o da vida, comunidade de amor, escola da f\u00e9 e santu\u00e1rio da presen\u00e7a e da ac\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>\u00c9 nesta Igreja diocesana, fraternidade de fam\u00edlias, que vemos confirmar a esperan\u00e7a, para que se concretize em cada comunidade crist\u00e3 este modo de sermos fam\u00edlia de fam\u00edlias e se ajude cada fam\u00edlia a ser evangelizadora no mundo. <\/p>\n<p>Com este esp\u00edrito pascal e nesta caminhada familiar tem renovado sentido fazer da P\u00e1scoa, prolongada celebra\u00e7\u00e3o festiva em cada fam\u00edlia ao longo de todo o tempo pascal, e viver, com acrescida alegria, os momentos maiores deste tempo como sejam a institui\u00e7\u00e3o de minist\u00e9rios de Leitores e Ac\u00f3litos a caminho do Presbiterado, a Semana das Voca\u00e7\u00f5es, tantos outros sinais vis\u00edveis do amor de Deus por n\u00f3s e de interpela\u00e7\u00e3o para o nosso modo de acolher os chamamentos por Deus semeados no campo fecundo das fam\u00edlias de Aveiro, a merecer resposta pronta e acrescida generosidade. <\/p>\n<p>No horizonte deste criativo modo de caminhar em fam\u00edlia e com as fam\u00edlias e quase j\u00e1 no culminar do tempo pascal viveremos todos com alegria e entusiasmo, como Igreja diocesana, a Festa das Fam\u00edlias, no dia 20 de maio, no Col\u00e9gio de Calv\u00e3o, em Vagos.<\/p>\n<p>Votos de feliz P\u00e1scoa, assim continuada em todo o tempo pascal e assim vivida em fam\u00edlia e em Igreja, com fermento novo de um mundo melhor e com an\u00fancio festivo e pr\u00f3ximo de uma Igreja em Miss\u00e3o Jubilar!<\/p>\n<p>Aveiro, 3 de abril de 2012<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de P\u00e1scoa do Bispo de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-19781","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19781","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19781"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19781\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}