{"id":19846,"date":"2012-04-04T16:14:00","date_gmt":"2012-04-04T16:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19846"},"modified":"2012-04-04T16:14:00","modified_gmt":"2012-04-04T16:14:00","slug":"acurcio-correia-da-silva-e-a-bairrada-o-livro-que-faltava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/acurcio-correia-da-silva-e-a-bairrada-o-livro-que-faltava\/","title":{"rendered":"&#8220;Ac\u00farcio Correia da Silva e a Bairrada&#8221;, o livro que faltava"},"content":{"rendered":"<p>Livro recorda Padre Ac\u00farcio, falecido em 1925, aos 35 anos. Foi poeta, jornalista, p\u00e1roco, grande orador.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo dia 14 de abril, pelas 16 horas, vai ser lan\u00e7ado, no sal\u00e3o da Biblioteca Municipal de Oliveira do Bairro, o livro \u201cAc\u00farcio Correio da Silva e a Bairrada\u201d, da autoria do escritor Breda de Carvalho. Os co-editores, a ANOB (Associa\u00e7\u00e3o dos Naturais e Amigos de Oliveira do Bairro, que teve a iniciativa, que fazia parte do seu plano de atividades) e a AJEB (Associa\u00e7\u00e3o dos Jornalistas e Escritores da Bairrada, que apoiou de v\u00e1rios modos) pretendem que este evento constitua uma justa homenagem, fazendo mem\u00f3ria de um dos filhos mais ilustres do concelho, nascido no lugar do Cercal, o mais promissor dos poetas bairradinos, das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9c. XX, que a morte levou aos 35 anos de idade, depois de uma juventude e vida dedicadas ao jornalismo, \u00e0 poesia, ao teatro para crian\u00e7as e aos mais desfavorecidos. Passou, h\u00e1 poucos dias, o 87.\u00ba anivers\u00e1rio da sua morte.<\/p>\n<p>Integram este evento ainda um dedicado \u00e0 declama\u00e7\u00e3o de poesias e a leitura de alguns pequenos textos em prosa, uma exposi\u00e7\u00e3o de obras publicadas e de in\u00e9ditos, da responsabilidade do Museu de S. Pedro da Palha\u00e7a e missa em sufr\u00e1gio do eminente orador sacro, na igreja paroquial de Oliveira do Bairro (18 horas).<\/p>\n<p>Ser\u00e1 orador principal o escritor Ant\u00f3nio Cap\u00e3o, membro da Academia Portuguesa de Hist\u00f3ria, conhecedor profundo de toda a obra in\u00e9dita do padre que procurava levar a luz a todos, sem distin\u00e7\u00e3o; o poeta fluente, que n\u00e3o passava um dia sem escrever; o jornalista sereno, quase amoroso, mas tamb\u00e9m pol\u00e9mico contra as injusti\u00e7as do seu tempo; o amigo dos pobres, vivendo ele tamb\u00e9m sem conforto algum, nomeadamente em Sangalhos, onde foi p\u00e1roco, muito amado por muito pr\u00f3ximo das pessoas (o funeral, concorrid\u00edssimo, entre Sangalhos e Oliveira do Bairro, foi eloquente prova disso); o especial amigo das crian\u00e7as a quem dedicou muito da sua obra, n\u00e3o s\u00f3 escrevendo para elas pe\u00e7as de teatro, mas levando-as mesmo a represent\u00e1-las; o dinamizador e fundador da Pl\u00eaiade Bairradina, em 1919, que congregou poetas, escritores e jornalistas e simples cidad\u00e3os, amigos da cultura, \u00e0 volta de um ideal \u2013 fazer da regi\u00e3o Bairrada uma terra conhecida, promovendo-a, de diversas formas \u2013 \u201ca p\u00e1tria pequena\u201d, \u201c a terra dos P\u00e2mpanos\u201d, \u201ca Terra Verde\u201d. Queria tamb\u00e9m anim\u00e1-la e dinamiz\u00e1-la pela cultura.<\/p>\n<p>Padre Ac\u00farcio Correia da Silva era intrinsecamente um sonhador, embora de rosto rude, como rezam as mem\u00f3rias, um verdadeiro l\u00edder, um combatente pela verdade, um revolucion\u00e1rio contra todas as formas de fome e mis\u00e9ria e opress\u00e3o que ele enxergava na sociedade, mon\u00e1rquica ou republicana. Deu-se todo na peugada da cultura, na entrega aos outros.<\/p>\n<p>\u00c9 esta not\u00e1vel figura (n\u00e3o ser\u00e1 excessivo dizer que, no seu tempo e mesmo hoje, \u00e9 um luzeiro de cultura, por certo o maior no seu concelho) que a ANOB e a AJEB homenageiam, para que n\u00e3o se deixe morrer no humilde busto, mas se d\u00ea a conhecer \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es como grande refer\u00eancia humana e cultural, grande figura de padre inquieto e intelectual atento ao seu tempo, todavia nem sempre lembrada por quem devia.<\/p>\n<p>Armor Pires Mota<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro recorda Padre Ac\u00farcio, falecido em 1925, aos 35 anos. Foi poeta, jornalista, p\u00e1roco, grande orador. No pr\u00f3ximo dia 14 de abril, pelas 16 horas, vai ser lan\u00e7ado, no sal\u00e3o da Biblioteca Municipal de Oliveira do Bairro, o livro \u201cAc\u00farcio Correio da Silva e a Bairrada\u201d, da autoria do escritor Breda de Carvalho. 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