{"id":19859,"date":"2012-04-04T16:55:00","date_gmt":"2012-04-04T16:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19859"},"modified":"2012-04-04T16:55:00","modified_gmt":"2012-04-04T16:55:00","slug":"no-fascinio-da-abundancia-o-deserto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/no-fascinio-da-abundancia-o-deserto\/","title":{"rendered":"No fasc\u00ednio da abund\u00e2ncia, o deserto!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Inspirados, na sequ\u00eancia da passada semana, no tempo que as culturas com uma matriz crist\u00e3 s\u00e3o convocadas a viver, a P\u00e1scoa, somos diariamente confrontados com projetos, ideias, cria\u00e7\u00f5es sobre a concretiza\u00e7\u00e3o de um determinado padr\u00e3o de vida que, aproximadamente, se pode resumir em \u201ca necessidade provoca o engenho\u201d. Ou seja, perante a adversidade pode-se reassumir ou descobrir potencialidades ignoradas ou deliberadamente \u201carrumadas\u201d nos ba\u00fas da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Dois casos paradigm\u00e1ticos, os (pre)conceitos associados a \u201cdeserto\u201d e a \u201cesquerda\u201d (em italiano ainda \u00e9 mais sugestivo, \u201csinistra\u201d). Fiquemos pelo \u201cdeserto\u201d inspirador de tantas pe\u00e7as e muito mais evolu\u00e7\u00f5es, revolu\u00e7\u00f5es, culturas.<\/p>\n<p>Associada \u00e0 ideia de deserto est\u00e1 um racioc\u00ednio pr\u00e9vio de carestia, de priva\u00e7\u00e3o, de despovoamento. Como se torna evidente, esta ser\u00e1 apenas uma perspetiva do assunto; uma perspetiva aliada \u00e0 vis\u00e3o que se tem do essencial para viver (pessoas, comodidade, \u00e1gua, vegeta\u00e7\u00e3o abundante,\u2026), para al\u00e9m de outros elementos mais subjetivos de an\u00e1lise, como s\u00e3o os sentimentos de cada um perante vastid\u00e3o, sil\u00eancio, conforto, etc.<\/p>\n<p>Depois, ainda h\u00e1 as met\u00e1foras que acabam por transmitir rela\u00e7\u00f5es pre-configuradas a um determinado conceito: \u201cisto \u00e9 um deserto de ideias\u201d; \u201cesta terra \u00e9 um deserto\u201d. S\u00e3o imagens de deserto que n\u00e3o transmitem outra coisa que n\u00e3o sejam limita\u00e7\u00f5es da natureza e \u00e0 natureza humana.<\/p>\n<p>\u00c9 por tudo isto que ser\u00e1 prudente olhar para o deserto e ver a\u00ed sinais de abund\u00e2ncia; abund\u00e2ncia de ideias para superar as limita\u00e7\u00f5es, recorrendo a um exerc\u00edcio de incultura\u00e7\u00e3o, mas ver, de forma s\u00e1bia como s\u00e3o todos os que sabem viver bem com pouco, descobrir o melhor. <\/p>\n<p>E sendo verdade que se Maom\u00e9 n\u00e3o vai \u00e0 montanha a montanha vem a Maom\u00e9, d\u00e1 a ideia que a segunda parte da premissa est\u00e1 a concretizar-se: uma chuva de areia do deserto atingiu Portugal na \u00faltima semana!<\/p>\n<p>N\u00e3o nos faltava mais nada?!<\/p>\n<p>Uma nuvem que transportava areias do norte de \u00c1frica, fen\u00f3meno que se verifica com alguma frequ\u00eancia nesta altura do ano, \u201ccaiu\u201d sobre n\u00f3s. As poeiras no ar agravam problemas respirat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Perante um quadro de falta de precipita\u00e7\u00e3o, surge uma chuva de poeira do deserto. As poeiras des\u00e9rticas \u201csujam\u201d a atmosfera, podem provocar rea\u00e7\u00f5es nos grupos mais sens\u00edveis, sobretudo respirat\u00f3rios (alergias, asma), secura na garganta ou l\u00e1grimas e, quando \u201caterram\u201d, deixam uma camada de p\u00f3 muito fino que se torna bem vis\u00edvel em tudo o que lhes est\u00e1 exposto.  <\/p>\n<p>Em s\u00edntese, temos de fazer algo mais por n\u00f3s pr\u00f3prios, ret\u00f3rica demag\u00f3gica e inqu\u00e9ritos por tudo e por nada n\u00e3o est\u00e3o a melhorar a nossa vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-19859","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19859","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19859"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19859\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}