{"id":19898,"date":"2012-04-18T16:59:00","date_gmt":"2012-04-18T16:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19898"},"modified":"2012-04-18T16:59:00","modified_gmt":"2012-04-18T16:59:00","slug":"e-quando-o-casamento-fracassa-2-a-parte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-quando-o-casamento-fracassa-2-a-parte\/","title":{"rendered":"E quando o casamento fracassa? (2.\u00aa parte)"},"content":{"rendered":"<p>Perguntas &#038; Respostas &#8211; Matrim\u00f3nio, um caminho a dois <!--more--> E o que \u00e9 que acontece quando algu\u00e9m casou e o seu casamento fracassou? Qual \u00e9 a sua situa\u00e7\u00e3o perante a Igreja? Pode refazer a sua vida?<\/p>\n<p>Enquanto separados, cada um dever\u00e1 assumir as responsabilidades contra\u00eddas no matrim\u00f3nio e levar a sua vida, tanto quanto poss\u00edvel na fidelidade \u00e0 sua Igreja e aos compromissos assumidos. Mas, enquanto o Estado reconhece, em si mesmo, poder para p\u00f4r termo a um casamento e permitir o acesso a um novo, a Igreja sente-se impotente para o fazer. Como j\u00e1 se disse em textos das semanas anteriores, n\u00e3o \u00e9 ela a autora do matrim\u00f3nio. E assim, um casal separado n\u00e3o poder\u00e1 voltar a casar na Igreja enquanto dure o v\u00ednculo de um matrim\u00f3nio anterior. Este s\u00f3 termina ou por morte de um dos c\u00f4njuges ou por senten\u00e7a de nulidade de um tribunal da Igreja.<\/p>\n<p>E, para terminar, se, por ventura, um ou os dois voltam a casar civilmente, j\u00e1 que n\u00e3o o podem fazer pela Igreja? \u00c9 a quest\u00e3o dos divorciados recasados e o seu lugar na Igreja. \u00c9 uma quest\u00e3o muito debatida, talvez n\u00e3o o suficiente, e ainda menos resolvida, e que tem causado muitas dores quer por parte de cada um dos c\u00f4njuges que se v\u00ea naquela situa\u00e7\u00e3o, quer tamb\u00e9m para a Igreja em si mesma que, como M\u00e3e, n\u00e3o pode deixar de acolher cada um dos seus filhos, mesmo aqueles que se encontram nestas situa\u00e7\u00f5es ditas irregulares.<\/p>\n<p>Para ultimar esta longa conversa que agrade\u00e7o desde j\u00e1 tanto ao ISCRA como ao Correio do Vouga, quero dizer tr\u00eas coisas:<\/p>\n<p>1. Os tempos em que vivemos n\u00e3o s\u00e3o favor\u00e1veis ao matrim\u00f3nio, como a Igreja o entende, quer porque o indiv\u00edduo se assume como o centro da sociedade \u2013 e n\u00e3o j\u00e1 a fam\u00edlia &#8211; com todo o ros\u00e1rio de direitos (e poucos deveres) reclamados em todas as situa\u00e7\u00f5es, quer porque, com a velocidade do tempo, os compromissos s\u00e3o ef\u00e9meros, o que hoje era a flor da minha vida, amanh\u00e3 \u00e9 coisa murcha de deitar fora.<\/p>\n<p>2. Sendo assim, a Igreja pode ser tentada a assumir uma de duas atitudes, ou seja, adaptar-se aos tempos de acordo com a moda e seguir por diante \u2013 assim pedem muitos \u2013 acusando-nos de atrasados, dizendo que ainda na Idade M\u00e9dia, que h\u00e1 Inquisi\u00e7\u00e3o e outras coisas mais ou menos parecidas; ou enquistarmo-nos nas nossas ideias e pr\u00e1ticas em nome de uma fidelidade criada para defender a institui\u00e7\u00e3o, enquanto o mundo \u2013 tamb\u00e9m ele criado por Deus \u2013 se afasta cada vez mais das propostas que temos para oferecer.<\/p>\n<p>3. Resta-nos, quanto a mim, uma terceira via: n\u00e3o deixar de anunciar o nosso projeto \u2013 que n\u00e3o \u00e9 o nosso mas o de Jesus Cristo, mas para isso teremos de utilizar um marketing diferente que passe pelo acolhimento de todos e an\u00fancio no tempo e com tempo, do que \u00e9 o sacramento do matrim\u00f3nio para que os casais possam optar, ou n\u00e3o, por seguir esse caminho.<\/p>\n<p>P.e Manuel J. Rocha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perguntas &#038; Respostas &#8211; Matrim\u00f3nio, um caminho a dois<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-19898","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19898"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19898\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}