{"id":19972,"date":"2012-05-02T16:17:00","date_gmt":"2012-05-02T16:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=19972"},"modified":"2012-05-02T16:17:00","modified_gmt":"2012-05-02T16:17:00","slug":"demissao-coletiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/demissao-coletiva\/","title":{"rendered":"Demiss\u00e3o coletiva"},"content":{"rendered":"<p>Infelizmente, deve reconhecer-se que nos encontramos em demiss\u00e3o coletiva face aos problemas sociais de maior gravidade, apesar do esfor\u00e7o extraordin\u00e1rio de in\u00fameras pessoas e outras entidades p\u00fablicas e privadas. Perante in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es de desespero social, o Governo atual (como os anteriores), as outras for\u00e7as pol\u00edticas, a opini\u00e3o p\u00fablica dominante&#8230; v\u00eam apostando na ilus\u00e3o do estatismo e do financismo. Consideram normal que as medidas de a\u00e7\u00e3o social de emerg\u00eancia sejam decididas pelo Estado central, afetando-lhes determinadas verbas para determinados problemas pr\u00e9-estabelecidos e estereotipados; por isso, as institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o motivadas para atividades que lhes deem acesso a tais verbas, mesmo sacrificando situa\u00e7\u00f5es muito graves. <\/p>\n<p>O Governo atual d\u00e1 continuidade aos anteriores como distribuidor de dinheiro, \u00e0 maneira de um mecenas privado, abandonando muitas situa\u00e7\u00f5es aos cuidados da fam\u00edlia, da entreajuda local, do voluntariado de proximidade e daquelas institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se limitam a atividades acordadas com ele. As oposi\u00e7\u00f5es e outras entidades com mais visibilidade fazem o mesmo jogo e reivindicam que se distribua cada vez mais dinheiro, como se os recursos fossem ilimitados. <\/p>\n<p>Os governos s\u00e3o acusados de insensibilidade social; a mesma insensibilidade que caracteriza os seus contestat\u00e1rios. Governos e contestat\u00e1rios centram-se mais no Estado e no dinheiro do que nas pessoas e na a\u00e7\u00e3o social direta. Para c\u00famulo at\u00e9 classificam, pejorativamente, como assistencialista esta a\u00e7\u00e3o &#8211; sobretudo a menos formal e menos apoiada; quase sugerem que n\u00e3o se prestem ajudas imediatas, menos perfeitas, e que, pelo contr\u00e1rio, se instrumentalizem as pessoas necessitadas como ref\u00e9ns, at\u00e9 ao momento em que s\u00f3 existam solu\u00e7\u00f5es perfeitas e todas as reivindica\u00e7\u00f5es sejam atendidas. Por isso, muitas dessas pessoas v\u00e3o sucumbindo numa esp\u00e9cie de exterm\u00ednio programado e benigno; benigno, face a outros como, por exemplo, o nazi e o sovi\u00e9tico (cf. a enc\u00edclica \u00abDeus Caritas Est\u00bb, 2005, n\u00ba. 31-b), de Bento XVI). Existem alternativas a esta demis\u00e3o e suic\u00eddio coletivos? &#8211; \u00c9 o que ser\u00e1 abordado no pr\u00f3ximo artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infelizmente, deve reconhecer-se que nos encontramos em demiss\u00e3o coletiva face aos problemas sociais de maior gravidade, apesar do esfor\u00e7o extraordin\u00e1rio de in\u00fameras pessoas e outras entidades p\u00fablicas e privadas. Perante in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es de desespero social, o Governo atual (como os anteriores), as outras for\u00e7as pol\u00edticas, a opini\u00e3o p\u00fablica dominante&#8230; v\u00eam apostando na ilus\u00e3o do estatismo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-19972","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19972","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19972"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19972\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}